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Líder indígena Isaac Piyãko critica Márcio Bittar e acusa senador de usar ONGs como instrumento de discurso político na Amazônia

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Liderança Ashaninka afirma que senador distorce papel de organizações sociais e ignora autonomia dos povos indígenas ao tratar desenvolvimento da região.

O líder indígena Isaac Piyãko, pré-candidato a deputado estadual pelo PT no Acre, fez duras críticas às declarações do senador Márcio Bittar sobre o papel de organizações não governamentais (ONGs), povos indígenas e o desenvolvimento da Amazônia. Segundo ele, o parlamentar insiste em uma narrativa ultrapassada que tenta responsabilizar instituições e lideranças indígenas por entraves que, na prática, envolvem decisões do próprio Estado e do sistema judiciário.

De acordo com Piyãko, o senador mantém um discurso repetitivo ao longo dos anos sem apresentar soluções concretas para a região. Ele afirma que Bittar erra ao atribuir às ONGs a responsabilidade por impedir obras e projetos de infraestrutura. Para o líder indígena, todas as instituições têm o direito legítimo de reivindicar melhorias, enquanto cabe à Justiça avaliar e decidir sobre esses processos.

O pré-candidato também rebateu a ideia de que povos indígenas seriam manipulados por organizações externas. Piyãko destacou que existe diversidade política e cultural entre os povos da Amazônia, cada um com suas próprias estruturas de organização, visões e estratégias. Segundo ele, tratar essas populações como massa de manobra desconsidera sua autonomia e capacidade de decisão.

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Ainda segundo Isaac, ao criticar políticas ambientais e organizações sociais, o senador ignora que mecanismos como consultas públicas e ações judiciais fazem parte do funcionamento democrático. Para ele, cabe a um parlamentar atuar de forma responsável, respeitando os trâmites legais e cobrando das instituições de controle, em vez de transformar povos indígenas e entidades em adversários políticos.

O líder Ashaninka também apontou contradições no discurso de Bittar, ao afirmar que não há coerência entre atacar políticas ambientais e, ao mesmo tempo, defender pautas como saneamento e desenvolvimento. Na avaliação de Piyãko, qualquer projeto para a Amazônia precisa respeitar as leis e garantir direitos das populações locais.

Por fim, Isaac defendeu que o Acre precisa de representantes comprometidos com diferentes segmentos da sociedade, incluindo indígenas, extrativistas, produtores e trabalhadores. Para ele, o debate sobre soberania não pode ser usado para enfraquecer a autonomia dos povos que vivem na região, mas sim para fortalecer suas decisões e garantir desenvolvimento com respeito e inclusão.

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Márcio Pereira troca o “berço” do governo por novo abrigo na prefeitura e mantém trajetória dependente de cargos públicos

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Nomeação feita por Alysson Bestene reacende críticas sobre “rodízio” de cargos e falta de renovação na política acreana.

A nomeação de Márcio Pereira para a Secretaria Municipal de Articulação, oficializada nesta sexta-feira (24) pelo prefeito Alysson Bestene, escancara uma prática já conhecida na política local: a reciclagem de nomes que sobrevivem exclusivamente de cargos públicos. Ao deixar o governo estadual, Márcio não demorou a encontrar um novo espaço, reforçando a percepção de que sua trajetória está diretamente ligada à dependência da máquina pública.

A movimentação é vista por críticos como mais um capítulo do chamado “rodízio de poder”, onde figuras políticas transitam entre diferentes gestões sem qualquer ruptura ou cobrança por resultados concretos. Sai de um cargo, entra em outro, sempre sustentado por articulações políticas, e não necessariamente por mérito técnico ou entrega de resultados à população.

Nos bastidores, o discurso é ainda mais incisivo. Para muitos, Márcio Pereira apenas muda o endereço onde continua “mamando”, mantendo-se ativo dentro da estrutura pública sem nunca se desvincular desse ciclo. A crítica ganha força ao observar que sua carreira praticamente não apresenta experiências fora do ambiente político, o que reforça a imagem de dependência permanente de cargos comissionados.

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Mesmo com passagens pelo Senado, Assembleia Legislativa e secretarias estaduais, há questionamentos sobre o impacto real de sua atuação. Para parte da classe política e da sociedade, trata-se de um articulador que se adapta a qualquer governo, mantendo proximidade com o poder independentemente de ideologia ou projeto, desde que isso garanta sua permanência em funções estratégicas.

A decisão do prefeito também levanta dúvidas sobre o compromisso com a renovação política. Em vez de abrir espaço para novos quadros ou perfis técnicos independentes, a gestão opta por manter nomes já conhecidos, alimentando um sistema que privilegia relações políticas em detrimento de inovação e eficiência administrativa.

No fim, a nomeação de Márcio Pereira reforça uma crítica antiga e recorrente: a política acreana segue presa a velhas práticas, onde poucos nomes continuam se revezando em cargos públicos, garantindo sua sobrevivência dentro do sistema enquanto a promessa de mudança segue apenas no discurso.

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