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Superior Tribunal de Justiça publica acórdão no Diário da Justiça e oficializa condenação e inelegibilidade de Gladson Cameli

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Ex-governador passa a enfrentar inelegibilidade após decisão colegiada publicada no Diário da Justiça.

A publicação do acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Diário Oficial da Justiça oficializou a condenação do ex-governador do Acre, Gladson Cameli, em um dos processos de maior repercussão política no estado nos últimos anos. A decisão da Corte Especial confirma a pena de 25 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Com a divulgação oficial do acórdão, a situação jurídica do ex-governador se agrava e produz reflexos imediatos no cenário eleitoral acreano. A condenação por órgão colegiado enquadra automaticamente Cameli nos critérios previstos pela Lei da Ficha Limpa, tornando-o inelegível e dificultando qualquer tentativa de candidatura nas eleições de 2026.

Gladson Cameli havia deixado o comando do governo estadual em abril, em meio às articulações para disputar uma vaga no Senado Federal. No entanto, a nova decisão judicial praticamente interrompe os planos políticos do ex-governador, que agora passa a integrar oficialmente o cadastro de políticos impedidos de concorrer a cargos eletivos enquanto permanecer válida a condenação.

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O acórdão determina o pagamento de indenizações milionárias aos cofres públicos em razão dos prejuízos apontados nas investigações envolvendo fraudes em licitações e supostos desvios de recursos públicos durante a gestão estadual. O caso ganhou grande repercussão por envolver contratos milionários e suspeitas de atuação de um grupo organizado dentro da administração pública.

A defesa de Gladson Cameli informou que irá recorrer da decisão nos tribunais superiores, alegando supostas irregularidades no julgamento e afirmando que o direito ao contraditório não teria sido plenamente respeitado. Os advogados também tentam buscar medidas para suspender os efeitos da condenação enquanto os recursos são analisados.

Mesmo com a possibilidade de novos recursos, especialistas avaliam que os efeitos políticos da decisão já provocam forte impacto no cenário eleitoral do Acre. A publicação do acórdão no Diário da Justiça reforça o peso da condenação e amplia a pressão sobre aliados políticos do ex-governador, especialmente diante da proximidade das articulações para as eleições de 2026.

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Senador Márcio Bittar usa tribuna do Senado para atacar imprensa acreana e demonstrar incômodo com crescimento político de Jorge Viana no Acre

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Senador do PL faz acusações sem provas contra veículos de comunicação do Acre e amplia clima de confronto político no estado.

O senador Márcio Bittar voltou a elevar o tom do discurso político no Acre e usou a tribuna do Senado Federal para atacar jornalistas, veículos de comunicação e adversários políticos ligados ao campo da esquerda acreana. Em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (25), o parlamentar direcionou críticas ao ex-senador Jorge Viana, além de questionar a atuação da imprensa do estado durante entrevistas concedidas no Vale do Juruá.

Sem apresentar provas públicas durante o discurso, Bittar afirmou que parte da imprensa acreana estaria sendo financiada por organizações não governamentais e insinuou que entrevistas feitas com Jorge Viana seriam conduzidas de forma previamente alinhada. As declarações geraram forte repercussão nos bastidores políticos e levantaram críticas sobre o uso da tribuna do Senado para ataques generalizados contra profissionais da comunicação.

Durante a fala, o senador tentou direcionar o debate para temas ligados à infraestrutura do Acre, cobrando posicionamentos de Jorge Viana sobre obras consideradas estratégicas para a região do Juruá. Entre os assuntos citados por Bittar estavam a situação da BR-364, a construção da ponte sobre o Rio Juruá, a ligação rodoviária com Pucallpa, no Peru, além de projetos envolvendo ferrovia e a região da Serra do Divisor.

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Mesmo tentando associar o discurso à defesa do desenvolvimento regional, aliados e críticos avaliam que o pronunciamento teve forte caráter eleitoral e foi marcado por ataques políticos em meio às movimentações para as eleições de 2026. Nos bastidores, cresce a leitura de que Bittar estaria incomodado com a retomada da presença política de Jorge Viana no Acre, especialmente após agendas e entrevistas recentes realizadas no interior do estado.

As críticas também atingiram políticas ambientais voltadas para a Amazônia e figuras históricas ligadas à pauta ambiental, como a ministra Marina Silva. O senador bolsonarista voltou a repetir discursos contra organizações ambientais e setores que defendem medidas de preservação, tema que frequentemente divide opiniões dentro do estado.

A reação ao pronunciamento repercutiu entre profissionais da comunicação e lideranças políticas acreanas. Para muitos, as acusações feitas sem comprovação pública representam uma tentativa de descredibilizar o trabalho da imprensa local e criar um ambiente de confronto político permanente no Acre. O episódio também reforça o clima antecipado da disputa eleitoral que já começa a movimentar os bastidores da política acreana para 2026.

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