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Sula Ximenes abandona chapa do PL e aumenta crise em partido que prioriza Márcio Bittar e o filho João Paulo no Acre
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Ex-diretora do Deracre recua da disputa por vaga na Aleac em meio a insatisfação de pré-candidatos com prioridades do partido.
A ex-diretora do Deracre, Sula Ximenes, anunciou oficialmente que não irá mais disputar uma vaga de deputada estadual pelo PL nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada por meio das redes sociais da ex-gestora, que informou que pretende retornar ao comando do Deracre para acompanhar obras e projetos considerados prioritários no estado.
Apesar da justificativa apresentada publicamente, nos bastidores da política acreana o clima dentro do Partido Liberal é de forte insatisfação entre pré-candidatos. A saída de Sula é vista como mais um sinal do desgaste interno provocado pela condução política da legenda no Acre, especialmente pela concentração de forças em torno do senador Márcio Bittar e de seu filho João Paulo, apontado como prioridade do partido na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
Integrantes do PL afirmam que muitos pré-candidatos têm demonstrado preocupação com a fragilidade da chapa proporcional, principalmente para deputado federal. Segundo relatos de bastidores, existe o entendimento de que o partido estaria focando praticamente todos os esforços políticos e estruturais na campanha de Márcio Bittar ao Senado.
O descontentamento aumentou ainda mais após episódios recentes envolvendo disputas internas na legenda. Um dos casos mais comentados foi o veto à possível candidatura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decisão que teria partido diretamente do grupo político ligado ao senador.
Além disso, diversos integrantes da sigla passaram a perceber um tratamento diferenciado em favor de João Paulo Bittar, filho do senador, que deve disputar uma cadeira de deputado federal. A situação acabou gerando desconforto entre nomes que esperavam maior equilíbrio e espaço dentro da construção eleitoral do partido.
Nos corredores da política acreana, já existe a avaliação de que a desistência de Sula Ximenes pode não ser um caso isolado. A expectativa é de que outros pré-candidatos também possam abandonar a disputa antes mesmo das convenções partidárias, aumentando ainda mais a crise interna no PL do Acre.
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André Kamai cobra diálogo imediato e diz que crise na educação é resultado do abandono e da desvalorização de trabalhadores

A greve dos trabalhadores da educação municipal de Rio Branco voltou ao centro dos debates na Câmara nesta terça-feira (26). Durante sessão legislativa, o vereador André Kamai cobrou diálogo da Prefeitura com a categoria e defendeu medidas concretas para garantir a valorização dos profissionais da rede pública.
Segundo Kamai, os trabalhadores acumulam cerca de 25% de perdas salariais nos últimos três anos e enfrentam dificuldades para avançar nas negociações com a gestão municipal. O parlamentar criticou o fato de a Prefeitura ter retirado uma proposta apresentada anteriormente aos servidores, classificando o cenário como um entrave para a construção de um acordo. “É fundamental que a gente consiga mediar um diálogo com a Prefeitura, que apresentou uma proposta e retirou a sua própria proposta, que já era insuficiente. A Prefeitura precisa apresentar um caminho para a reposição dessas perdas salariais”, afirmou.
O vereador defendeu ainda que qualquer acordo seja formalizado por meio de lei, garantindo segurança para que a recomposição salarial aconteça dentro de um prazo definido. Para ele, mesmo que a reposição não seja imediata, é necessário que exista um compromisso oficial da gestão municipal com os trabalhadores da educação.
Kamai também pediu que a Comissão de Educação da Câmara receba os profissionais que estarão mobilizados em frente ao parlamento nesta quarta-feira (27). “De pouco adianta todas as medidas que discutimos para melhorar a qualidade e a segurança das escolas, se nós não valorizarmos os trabalhadores e trabalhadoras que tocam, no dia a dia, a educação das escolas”, destacou.
Durante o pronunciamento, o parlamentar relacionou a atual crise na educação aos problemas estruturais enfrentados pelas unidades de ensino da capital. Kamai relembrou visita realizada recentemente à Escola Chico Mendes e relatou as dificuldades encontradas no local. “A escola Chico Mendes faz um esforço grande, continua tendo bons resultados, mas vive condições absolutamente precárias”, disse.
O vereador destacou que a unidade, mesmo sendo referência educacional e tendo estudantes premiados em programas internacionais, ainda enfrenta limitações estruturais importantes, como ausência de quadra e espaços adequados para atividades escolares.
Kamai afirmou que os problemas da educação municipal precisam ser enfrentados de forma ampla, envolvendo infraestrutura, ampliação de vagas e valorização dos profissionais da rede. “O episódio de violência [no Instituto São José] é sintoma de um problema maior. Precisamos olhar para o conjunto da educação e colocar a valorização dos trabalhadores no centro dessa discussão”, concluiu.
Nos últimos dias, o vereador participou de atos da greve em apoio aos trabalhadores da educação e reforçou o pedido para que o Legislativo abra espaço de escuta e diálogo com a categoria na busca por uma solução para o impasse.
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