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Operação da PF tem como alvo contratos da Educação e inclui buscas na residência do secretário Absron Carvalho, em Rio Branco

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Absron Carvalho

Mandados foram cumpridos em prédios públicos, empresas e imóveis particulares durante investigação que apura supostas irregularidades em contratos do Fundeb.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Talha Real para apurar um suposto esquema de desvio e utilização irregular de recursos públicos destinados à educação no Acre. A ação mobilizou agentes em diferentes pontos do estado, incluindo a residência do secretário de Educação, Absron Carvalho, além de órgãos ligados à gestão da rede estadual de ensino.

Entre os locais que receberam equipes da Polícia Federal estão a sede da Secretaria de Estado de Educação, situada em frente à Escola Heloísa Mourão Marques, e o Departamento de Transporte Escolar, localizado no bairro João Eduardo, em Rio Branco. Os agentes também cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do secretário Absron Carvalho.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard. A operação integra uma investigação que apura possíveis irregularidades na aplicação de verbas federais repassadas por meio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante após os policiais encontrarem munições de uso permitido em sua posse, sem a devida autorização legal. O suspeito foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados, bem como a suspensão temporária das atividades de seis empresas que estariam vinculadas aos contratos sob investigação. Segundo a Polícia Federal, o montante analisado ultrapassa R$ 51 milhões.

As investigações apontam indícios de possíveis fraudes em processos licitatórios, direcionamento de contratos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a execução dos serviços contratados. A apuração busca identificar a eventual participação de agentes públicos e empresários no esquema.

De acordo com a Polícia Federal, os recursos investigados são provenientes de verbas federais destinadas à manutenção e ao desenvolvimento da educação básica. O objetivo da operação é reunir novas provas para esclarecer a atuação dos envolvidos e a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos.

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Caso as suspeitas sejam confirmadas ao fim das investigações, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo do processo licitatório, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre a operação.

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Moradores denunciam caos na gestão de Salatiel Magalhães e afirmam que abandono do Ramal da União deixa comunidades isoladas

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Segundo relatos, o Ramal da União está em situação crítica. As denúncias apontam falta de planejamento na recuperação das estradas vicinais.

Moradores da zona rural de Rodrigues Alves procuraram o Portal 3 de Julho Notícias para denunciar o que classificam como abandono dos ramais por parte da administração do prefeito Salatiel Magalhães. De acordo com os relatos, a situação mais grave é registrada no Ramal da União, onde as condições de trafegabilidade estariam comprometidas, dificultando o deslocamento de famílias, produtores rurais e estudantes.

Segundo os denunciantes, o Ramal da União praticamente deixou de oferecer condições para a passagem de veículos. Os moradores afirmam que o acesso à comunidade está cada vez mais difícil, causando isolamento e prejuízos para quem depende diariamente da estrada para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde.

Uma das situações registradas ocorreu quando uma caminhonete ficou completamente atolada durante o trajeto. Sem qualquer apoio do poder público, os próprios moradores se mobilizaram para retirar o veículo, utilizando pedaços de madeira colocados sob as rodas para conseguir vencer o trecho tomado pela lama.

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Os relatos encaminhados ao Portal 3 de Julho Notícias apontam que o problema não se limita ao Ramal da União. Segundo os moradores, existem outras estradas vicinais do município em condições semelhantes, com trechos praticamente intransitáveis, aumentando o sentimento de abandono entre as comunidades rurais.

Ainda conforme as denúncias, a população afirma que falta planejamento por parte da administração municipal para a recuperação e manutenção dos ramais. Os moradores alegam que, mesmo durante o período mais adequado para a realização dos serviços, diversas comunidades permaneceram sem receber intervenções que garantissem o acesso.

Os denunciantes ressaltam que a precariedade das estradas afeta diretamente a agricultura familiar, principal atividade econômica de muitas famílias da região. Além das dificuldades para transportar a produção, os problemas também comprometem o acesso de ambulâncias, transporte escolar e demais serviços essenciais.

A comunidade cobra uma resposta da Prefeitura de Rodrigues Alves e pede que sejam adotadas medidas urgentes para recuperar os ramais antes que a situação se agrave ainda mais. Para os moradores, garantir estradas em boas condições é uma obrigação da administração pública e uma necessidade básica para quem vive na zona rural.

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O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Rodrigues Alves e o prefeito Salatiel Magalhães apresentem esclarecimentos sobre as denúncias feitas pelos moradores e informem quais ações estão sendo planejadas para recuperar os ramais citados.

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