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Moradores denunciam caos na gestão de Salatiel Magalhães e afirmam que abandono do Ramal da União deixa comunidades isoladas
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Segundo relatos, o Ramal da União está em situação crítica. As denúncias apontam falta de planejamento na recuperação das estradas vicinais.
Moradores da zona rural de Rodrigues Alves procuraram o Portal 3 de Julho Notícias para denunciar o que classificam como abandono dos ramais por parte da administração do prefeito Salatiel Magalhães. De acordo com os relatos, a situação mais grave é registrada no Ramal da União, onde as condições de trafegabilidade estariam comprometidas, dificultando o deslocamento de famílias, produtores rurais e estudantes.
Segundo os denunciantes, o Ramal da União praticamente deixou de oferecer condições para a passagem de veículos. Os moradores afirmam que o acesso à comunidade está cada vez mais difícil, causando isolamento e prejuízos para quem depende diariamente da estrada para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde.
Uma das situações registradas ocorreu quando uma caminhonete ficou completamente atolada durante o trajeto. Sem qualquer apoio do poder público, os próprios moradores se mobilizaram para retirar o veículo, utilizando pedaços de madeira colocados sob as rodas para conseguir vencer o trecho tomado pela lama.
Os relatos encaminhados ao Portal 3 de Julho Notícias apontam que o problema não se limita ao Ramal da União. Segundo os moradores, existem outras estradas vicinais do município em condições semelhantes, com trechos praticamente intransitáveis, aumentando o sentimento de abandono entre as comunidades rurais.
Ainda conforme as denúncias, a população afirma que falta planejamento por parte da administração municipal para a recuperação e manutenção dos ramais. Os moradores alegam que, mesmo durante o período mais adequado para a realização dos serviços, diversas comunidades permaneceram sem receber intervenções que garantissem o acesso.
Os denunciantes ressaltam que a precariedade das estradas afeta diretamente a agricultura familiar, principal atividade econômica de muitas famílias da região. Além das dificuldades para transportar a produção, os problemas também comprometem o acesso de ambulâncias, transporte escolar e demais serviços essenciais.
A comunidade cobra uma resposta da Prefeitura de Rodrigues Alves e pede que sejam adotadas medidas urgentes para recuperar os ramais antes que a situação se agrave ainda mais. Para os moradores, garantir estradas em boas condições é uma obrigação da administração pública e uma necessidade básica para quem vive na zona rural.
O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Rodrigues Alves e o prefeito Salatiel Magalhães apresentem esclarecimentos sobre as denúncias feitas pelos moradores e informem quais ações estão sendo planejadas para recuperar os ramais citados.


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Ministério Público recomenda suspensão de edital de R$ 2,4 milhões para a Marcha para Jesus e aponta possíveis irregularidades no Acre

Promotoria pede paralisação imediata do processo, cita falhas identificadas pelo Tribunal de Contas – Foto: Marcos Araújo/ Secom
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) recomendou a suspensão imediata do Edital de Chamamento Público nº 001/2026 da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), destinado ao financiamento da Marcha para Jesus em 21 municípios acreanos. O certame prevê a destinação de R$ 2,4 milhões para a realização do evento e passou a ser alvo de questionamentos após análises técnicas apontarem possíveis falhas em sua elaboração.
A recomendação foi expedida pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, por meio do promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa. O documento foi elaborado no âmbito de um procedimento administrativo que investiga a legalidade do edital e busca evitar possíveis prejuízos aos cofres públicos.
Segundo o Ministério Público, o objetivo da medida é assegurar que a aplicação dos recursos públicos ocorra em conformidade com os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, transparência e da laicidade do Estado, além de preservar a igualdade de oportunidades entre as entidades interessadas em participar do processo.
As conclusões apresentadas pela Promotoria tiveram como base levantamentos realizados pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), que identificaram diversos pontos considerados incompatíveis com as normas que regulamentam parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil.
Entre os principais questionamentos está a exigência de que as entidades participantes possuam natureza religiosa, requisito considerado restritivo. Também foram apontados o prazo reduzido para apresentação de propostas, inferior ao mínimo previsto na legislação, e critérios que poderiam limitar a concorrência entre os interessados.
Outro aspecto destacado pelo Ministério Público é a previsão de concentração de todo o valor de R$ 2,4 milhões em apenas uma organização da sociedade civil. Para a Promotoria, esse formato pode comprometer os princípios da competitividade, da isonomia e da impessoalidade que devem nortear os processos de seleção pública.
Além disso, o órgão ministerial observou que o projeto contemplado pelo edital não estaria previsto no Plano Estadual de Cultura, circunstância que também foi apontada como fator que merece revisão antes da continuidade do processo administrativo.
Diante das inconsistências identificadas, o MP recomendou que a Fundação Elias Mansour suspenda imediatamente todos os atos relacionados ao edital, incluindo homologação do resultado, assinatura de parcerias, emissão de empenhos, pagamentos e qualquer tipo de repasse financeiro até que as pendências sejam solucionadas.
A recomendação também orienta que, caso a administração pública decida lançar um novo chamamento, sejam adotados critérios objetivos, sem exigências de natureza religiosa, respeitando o prazo legal mínimo de 30 dias para inscrições, com parecer jurídico prévio e compatibilidade com o Plano Estadual de Cultura. O documento ainda recomenda que a divulgação institucional do evento não seja vinculada à imagem de autoridades públicas, especialmente em razão da proximidade do período eleitoral.
O presidente da Fundação Elias Mansour e a Casa Civil do Governo do Estado terão prazo de 15 dias para informar as providências adotadas em resposta à recomendação. Paralelamente, o Ministério Público encaminhou cópia do procedimento à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que avaliará a existência de possíveis atos de improbidade administrativa. Caso as recomendações não sejam atendidas, o MP poderá adotar medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública e outras providências previstas na legislação.
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