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Por unanimidade, STJ mantém condenação de Gladson Cameli e amplia crise política do ex-governador na disputa pelo Senado
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Decisão unânime da Corte Especial mantém pena por corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.
A tentativa de reverter uma das mais duras derrotas judiciais de sua trajetória política fracassou. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), mantendo integralmente a condenação de 25 anos e nove meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
O novo revés amplia a crise política enfrentada por Cameli, que deixou o governo estadual para disputar uma vaga no Senado em 2026. A manutenção da condenação por um órgão colegiado reforça os efeitos da Lei da Ficha Limpa, tornando o ex-governador inelegível por oito anos, enquanto a defesa segue recorrendo às instâncias superiores.
Embora a pena ainda não esteja sendo executada por haver possibilidade de novos recursos, a decisão representa mais um duro golpe na estratégia política do Progressistas. Mesmo diante da condenação, Gladson oficializou sua candidatura ao Senado durante a convenção partidária que confirmou Mailza Assis como candidata ao governo do Acre, numa tentativa de demonstrar força política apesar do cenário jurídico desfavorável.
Além da condenação criminal, continuam em vigor medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas o bloqueio de bens e restrições de contato com outros investigados. As medidas refletem a gravidade atribuída pelo STJ às acusações envolvendo o esquema de corrupção investigado.
Segundo o Ministério Público Federal, Gladson Cameli integrava uma organização criminosa que teria utilizado a estrutura do governo para favorecer empresas em licitações, desviar recursos públicos e ocultar valores obtidos de forma ilícita. A denúncia também aponta pagamento de vantagens indevidas e utilização da máquina pública para beneficiar aliados políticos.
Mesmo após decisões do Supremo Tribunal Federal que anularam parte das provas produzidas durante a Operação Ptolomeu, a Corte Especial do STJ concluiu que o conjunto probatório remanescente era suficiente para sustentar a condenação do ex-governador, entendimento que prevaleceu entre os ministros.
O julgamento acompanhou o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que afirmou haver provas consistentes da participação direta de Cameli no esquema criminoso. Embora tenha existido divergência quanto ao tamanho da pena com o ministro Luiz Otávio de Noronha defendendo uma punição menor a maioria do colegiado optou por manter a condenação de 25 anos e nove meses de prisão.
A defesa sustenta que ainda recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, alegando supostas violações ao direito de defesa durante o julgamento. O ex-governador também afirma ser inocente e diz confiar na reversão da decisão. Enquanto os recursos seguem tramitando, a condenação mantida pelo STJ continua lançando dúvidas sobre a viabilidade jurídica e política de sua candidatura ao Senado e representa um dos episódios mais delicados da história recente da política acreana.
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Protesto na BR-364 expõe crise na gestão do prefeito Padeiro após moradores denunciarem abandono e falta de serviços essenciais

Protesto no km 74 reúne moradores do PAE Canary, que denunciam falta de assistência à saúde, abandono dos ramais e cobram providências urgentes da Prefeitura.
A insatisfação com a administração do prefeito Padeiro ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (6), quando moradores do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Canary, localizado na Floresta Estadual do Antimary, em Bujari, interditaram a BR-364, na altura do km 74. O protesto foi organizado para chamar a atenção das autoridades diante da precariedade enfrentada pelas famílias que vivem na região.
Segundo os manifestantes, a comunidade convive há meses com o abandono do poder público municipal. Entre as principais reivindicações estão a falta de atendimento na área da saúde, a ausência de melhorias nos ramais e a dificuldade de acesso a serviços básicos, situação que, segundo eles, compromete a qualidade de vida dos moradores e dificulta até o escoamento da produção rural.
O bloqueio da rodovia demonstra o nível de indignação da população, que afirma ter recorrido ao protesto após sucessivos pedidos de ajuda sem respostas concretas da Prefeitura de Bujari. Para os moradores, fechar uma das principais rodovias do Acre foi a única alternativa encontrada para tornar públicas as dificuldades enfrentadas diariamente.
A mobilização também aumenta a pressão sobre a gestão do prefeito Padeiro, que vem sendo alvo de críticas pela condução das políticas voltadas às comunidades rurais. Os manifestantes afirmam que as promessas de melhorias não se transformaram em ações efetivas e que o cenário de abandono tem se agravado ao longo dos últimos meses.
Enquanto a população cobra soluções, a expectativa é de que a Prefeitura apresente um plano concreto para atender às demandas do PAE Canary e das demais comunidades rurais do município. Até o momento, os moradores afirmam não ter recebido garantias de que as reivindicações serão atendidas.
O protesto evidencia um clima de desgaste entre a administração municipal e a população rural. Para os manifestantes, o fechamento da BR-364 representa um pedido de socorro diante da falta de investimentos e da ausência de respostas do poder público, que, segundo eles, deixou comunidades inteiras à margem da atenção da gestão municipal.
Veja o vídeo:
Protesto no km 74 reúne moradores do PAE Canary, que denunciam falta de assistência à saúde, abandono dos ramais e cobram providências urgentes da Prefeitura. pic.twitter.com/RHlJizU2Er
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) August 6, 2026
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