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Inglaterra supera pressão do México em jogo eletrizante e avança às quartas de final da Copa do Mundo

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A Inglaterra enfrentará a Noruega, responsável por eliminar o Brasil  – Crédito: Ingleses celebram vitória

A Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar o México por 3 a 2, na noite deste domingo (5), em um confronto repleto de emoção no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em uma partida marcada por mudanças de cenário, expulsão, cobranças de pênalti e intensa pressão da equipe anfitriã, os ingleses conseguiram segurar o resultado e seguem na disputa pelo título mundial.

O duelo começou com atraso de aproximadamente uma hora devido a um forte temporal que atingiu a capital mexicana. Em razão dos riscos provocados pelos raios, a Fifa acionou os protocolos de segurança e orientou o público a buscar abrigo até que as condições permitissem o início da partida.

Quando a bola finalmente rolou, o México tentou impor seu ritmo diante de uma torcida que lotou o Azteca. Os donos da casa criaram as primeiras oportunidades, mas encontraram pela frente um inspirado Jordan Pickford, que evitou a abertura do placar com importantes intervenções nos minutos iniciais.

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A Inglaterra respondeu de forma eficiente na reta final do primeiro tempo. Jude Bellingham abriu o placar após uma rápida jogada de contra-ataque e, pouco depois, voltou a balançar as redes para ampliar a vantagem inglesa, colocando os europeus em situação confortável antes do intervalo.

Ainda na etapa inicial, o México diminuiu a diferença com Julian Quiñones, reacendendo a esperança da torcida. Antes do descanso, os mexicanos ainda criaram boas oportunidades para empatar, mas novamente esbarraram nas defesas decisivas de Pickford, que manteve a Inglaterra em vantagem.

O segundo tempo começou com novos ingredientes para aumentar a tensão. A Inglaterra perdeu um jogador após a expulsão de Jarell Quansah, revisada pelo árbitro com auxílio do VAR. Mesmo em inferioridade numérica, a seleção inglesa ampliou o marcador em cobrança de pênalti convertida por Harry Kane.

Pouco depois, foi a vez do México ganhar um pênalti, também confirmado após revisão de vídeo. Raúl Jiménez converteu a cobrança e recolocou os anfitriões na partida. Com um atleta a mais, os mexicanos passaram a pressionar intensamente em busca do empate, empurrando a Inglaterra para seu campo defensivo durante os minutos finais.

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Apesar da pressão até o apito final, a defesa inglesa conseguiu resistir e confirmou a classificação para as quartas de final. Agora, a Inglaterra enfrentará a Noruega, responsável por eliminar o Brasil nas oitavas, em duelo marcado para o próximo sábado (11), em Miami. Já o México volta a se despedir da competição nas oitavas de final, prolongando o jejum de classificações às quartas em Copas do Mundo.

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Decisão da Fifa sobre Balogun gera crise com a Uefa e amplia debate sobre aplicação das regras na Copa

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Liberação do atacante norte-americano para as oitavas de final provoca críticas de dirigentes, federações e personalidades do futebol – Fifa via Getty

A autorização concedida pela Fifa para que o atacante Folarin Balogun entrasse em campo nas oitavas de final da Copa do Mundo desencadeou uma forte controvérsia no futebol internacional. A medida, tomada após a suspensão da punição disciplinar imposta ao jogador, provocou uma reação imediata da Uefa, que classificou a decisão como um grave precedente para o torneio.

Balogun havia sido expulso na fase anterior da competição após um lance considerado violento durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Pelo regulamento disciplinar da Copa do Mundo, o cartão vermelho implicaria suspensão automática de uma partida, o que impediria sua participação diante da Bélgica.

Entretanto, a Fifa decidiu aplicar uma suspensão da pena em caráter probatório, permitindo que o atacante estivesse à disposição da seleção norte-americana. A entidade informou que a sanção ficará condicionada ao comportamento do atleta durante um período de um ano, podendo ser reativada caso ocorra nova infração semelhante.

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A decisão provocou indignação na Uefa, que divulgou um comunicado afirmando que o cumprimento automático da suspensão por expulsão é um princípio fundamental das competições internacionais. Para a entidade europeia, abrir exceções durante um Mundial compromete a igualdade de tratamento entre todas as seleções participantes.

Além da Uefa, a Federação Belga demonstrou insatisfação com a medida e informou que estuda alternativas jurídicas para contestar a liberação do jogador. A entidade entende que mudanças na aplicação das regras durante a competição prejudicam a segurança esportiva e afetam diretamente o equilíbrio do torneio.

A polêmica ganhou ainda mais repercussão após declarações do ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, que criticou qualquer possibilidade de influência externa em decisões disciplinares. Segundo ele, punições relacionadas a cartões vermelhos devem ser analisadas exclusivamente pelos órgãos competentes, sem interferências políticas ou institucionais.

Treinadores também passaram a comentar o caso. O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, levantou dúvidas sobre quais seriam os limites para futuras revisões disciplinares e alertou que decisões excepcionais podem estimular novos pedidos de flexibilização em casos semelhantes durante competições oficiais.

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A Fifa justificou sua decisão com base em dispositivo do Código Disciplinar que autoriza a suspensão parcial ou total da execução de determinadas sanções em caráter probatório. A entidade ressaltou que o mecanismo já foi utilizado em outras ocasiões envolvendo atletas de destaque no cenário internacional.

O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de critérios mais objetivos para a aplicação das normas disciplinares em torneios organizados pela Fifa. Especialistas avaliam que qualquer interpretação diferenciada pode gerar questionamentos sobre a imparcialidade das decisões e aumentar a pressão sobre os órgãos responsáveis pelo julgamento esportivo.

Com a repercussão mundial do caso, a expectativa agora é que Fifa e Uefa ampliem as discussões sobre a uniformização das regras disciplinares em competições internacionais. Enquanto isso, a liberação de Balogun segue dividindo opiniões e se tornou um dos assuntos mais debatidos desta edição da Copa do Mundo.

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