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Após eliminação na Copa, presidenta do México exalta seleção e destaca legado do país como sede do Mundial
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Claudia Sheinbaum publicou mensagem de apoio aos jogadores, valorizou a atuação da torcida mexicana – Charlotte Wilson/ Getty Images
A eliminação do México nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 não impediu que a presidenta do país, Claudia Sheinbaum, prestasse uma homenagem pública à seleção nacional. Horas após a derrota por 3 a 2 para a Inglaterra, no Estádio Azteca, a chefe de Estado utilizou as redes sociais para agradecer o empenho dos atletas e destacar o orgulho da população pelo desempenho da equipe durante a competição.
Na mensagem, Sheinbaum reconheceu a tristeza pela despedida precoce do Mundial, mas afirmou que o esporte também é marcado por aprendizados. Segundo ela, a campanha da seleção deixou um exemplo de dedicação e compromisso, reforçando que os jogadores representaram o México com dignidade diante da torcida e do restante do mundo.
A presidenta ressaltou que o resultado em campo não diminui o significado da participação mexicana na Copa. Para ela, o país demonstrou capacidade de organizar um evento de grande porte e recebeu visitantes de diversas partes do planeta com hospitalidade, entusiasmo e união, fortalecendo a imagem internacional do México.
Em sua publicação, Sheinbaum escreveu que os atletas conquistaram um lugar especial na memória dos mexicanos e incentivou o grupo a seguir em frente. A mensagem rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, sendo compartilhada por torcedores, autoridades e personalidades ligadas ao esporte.
A derrota para a Inglaterra representou mais um capítulo da longa dificuldade mexicana em superar a fase de oitavas de final em Copas do Mundo. Apesar da forte atuação diante da equipe inglesa, a seleção voltou a esbarrar em uma barreira que acompanha sua trajetória nas últimas décadas.
Mesmo com a eliminação, a campanha foi considerada competitiva por parte da torcida, já que o México avançou com mérito na fase de grupos e protagonizou partidas de grande intensidade ao longo do torneio. O apoio dos torcedores também foi um dos pontos mais elogiados durante toda a competição.
Além do desempenho esportivo, o Mundial de 2026 consolidou novamente o Estádio Azteca como um dos principais palcos do futebol internacional. A realização da Copa em parceria entre México, Estados Unidos e Canadá também foi apontada como um marco para a integração entre os três países-sede.
Classificada para as quartas de final, a Inglaterra agora terá pela frente a Noruega, que eliminou o Brasil. Já o México encerra sua participação no torneio com o reconhecimento oficial de sua presidenta, que preferiu destacar o esforço da equipe, o apoio da torcida e o legado deixado pela organização do Mundial em solo mexicano.
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Decisão da Fifa sobre Balogun gera crise com a Uefa e amplia debate sobre aplicação das regras na Copa

Liberação do atacante norte-americano para as oitavas de final provoca críticas de dirigentes, federações e personalidades do futebol – Fifa via Getty
A autorização concedida pela Fifa para que o atacante Folarin Balogun entrasse em campo nas oitavas de final da Copa do Mundo desencadeou uma forte controvérsia no futebol internacional. A medida, tomada após a suspensão da punição disciplinar imposta ao jogador, provocou uma reação imediata da Uefa, que classificou a decisão como um grave precedente para o torneio.
Balogun havia sido expulso na fase anterior da competição após um lance considerado violento durante a vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Pelo regulamento disciplinar da Copa do Mundo, o cartão vermelho implicaria suspensão automática de uma partida, o que impediria sua participação diante da Bélgica.
Entretanto, a Fifa decidiu aplicar uma suspensão da pena em caráter probatório, permitindo que o atacante estivesse à disposição da seleção norte-americana. A entidade informou que a sanção ficará condicionada ao comportamento do atleta durante um período de um ano, podendo ser reativada caso ocorra nova infração semelhante.
A decisão provocou indignação na Uefa, que divulgou um comunicado afirmando que o cumprimento automático da suspensão por expulsão é um princípio fundamental das competições internacionais. Para a entidade europeia, abrir exceções durante um Mundial compromete a igualdade de tratamento entre todas as seleções participantes.
Além da Uefa, a Federação Belga demonstrou insatisfação com a medida e informou que estuda alternativas jurídicas para contestar a liberação do jogador. A entidade entende que mudanças na aplicação das regras durante a competição prejudicam a segurança esportiva e afetam diretamente o equilíbrio do torneio.
A polêmica ganhou ainda mais repercussão após declarações do ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, que criticou qualquer possibilidade de influência externa em decisões disciplinares. Segundo ele, punições relacionadas a cartões vermelhos devem ser analisadas exclusivamente pelos órgãos competentes, sem interferências políticas ou institucionais.
Treinadores também passaram a comentar o caso. O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, levantou dúvidas sobre quais seriam os limites para futuras revisões disciplinares e alertou que decisões excepcionais podem estimular novos pedidos de flexibilização em casos semelhantes durante competições oficiais.
A Fifa justificou sua decisão com base em dispositivo do Código Disciplinar que autoriza a suspensão parcial ou total da execução de determinadas sanções em caráter probatório. A entidade ressaltou que o mecanismo já foi utilizado em outras ocasiões envolvendo atletas de destaque no cenário internacional.
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de critérios mais objetivos para a aplicação das normas disciplinares em torneios organizados pela Fifa. Especialistas avaliam que qualquer interpretação diferenciada pode gerar questionamentos sobre a imparcialidade das decisões e aumentar a pressão sobre os órgãos responsáveis pelo julgamento esportivo.
Com a repercussão mundial do caso, a expectativa agora é que Fifa e Uefa ampliem as discussões sobre a uniformização das regras disciplinares em competições internacionais. Enquanto isso, a liberação de Balogun segue dividindo opiniões e se tornou um dos assuntos mais debatidos desta edição da Copa do Mundo.
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