Amazônia
Expo Fronteira 2026, em Assis Brasil, terá exposição e venda de gado de elite e promete movimentar o agronegócio na região
Amazônia

Parceria com a Fazenda Nova Aliança e a TG Agronegócios levará animais de genética selecionada para a feira, ampliando o espaço destinado à pecuária e aos negócios.
A Expo Fronteira 2026, em Assis Brasil, terá mais uma atração voltada ao fortalecimento do setor produtivo da região. A programação contará com exposição e venda de gado de elite, oferecendo aos produtores rurais e visitantes a oportunidade de conhecer animais selecionados e acompanhar de perto o potencial genético dos rebanhos apresentados durante o evento.
A novidade será realizada por meio de uma parceria da organização da Expo Fronteira com a Fazenda Nova Aliança e a TG Agronegócios, que participarão da feira levando animais de alta qualidade genética para exposição e comercialização.
A presença do gado de elite amplia o caráter comercial da Expo Fronteira e coloca a pecuária entre os destaques da programação. Além do entretenimento tradicional da feira, o evento também busca funcionar como espaço para negócios, troca de experiências e aproximação entre produtores e empresas ligadas ao agronegócio.
Os visitantes poderão conhecer exemplares selecionados e ter maior contato com o trabalho desenvolvido na criação e no melhoramento genético dos animais, segmento importante para quem busca produtividade e qualidade na pecuária.
A exposição também deverá servir como vitrine para produtores interessados em investir na melhoria genética de seus rebanhos. Com animais disponíveis para comercialização, a programação abre novas possibilidades de negócios durante a realização da feira.
A parceria com a Fazenda Nova Aliança e a TG Agronegócios reforça a proposta de ampliar a participação do setor agropecuário na Expo Fronteira, aproximando criadores, produtores, empresários e demais participantes da cadeia produtiva.
Considerada uma das principais programações realizadas no município, a Expo Fronteira 2026 promete movimentar Assis Brasil, reunindo produtores rurais, comerciantes, empreendedores, visitantes e moradores da região de fronteira.
Com a inclusão da exposição e venda de gado de elite, a feira fortalece sua ligação com o campo e abre espaço para mostrar a força da pecuária e as oportunidades de desenvolvimento do agronegócio local.
A expectativa é de que a programação contribua não apenas para o entretenimento do público, mas também para a geração de negócios e para a valorização das potencialidades econômicas de Assis Brasil e de toda a região de fronteira.
Amazônia
Queimadas disparam mais de 700% em agosto no Acre, mas mês tem menor número de focos em 12 anos

Estado contabilizou 487 focos de calor em agosto, contra 56 em julho – Foto: Arquivo/Instituto de Meio Ambiente do Acre-AC
O período mais crítico do verão amazônico começou a provocar uma mudança significativa no cenário ambiental do Acre. Depois de sete meses consecutivos com menos de 100 ocorrências mensais, o estado contabilizou 487 focos de queimadas em agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado representa crescimento de aproximadamente 769,6% na comparação com julho, quando foram identificados 56 focos.
Apesar da disparada de um mês para o outro, os números apresentam um contraste importante. Os 487 focos registrados em agosto representam o menor resultado para o mês nos últimos 12 anos. Entre 1º de janeiro e 1º de setembro, o Acre acumulou 594 ocorrências, número ainda inferior aos 752 focos registrados no mesmo intervalo de 2025.
Focos aumentaram com chegada do período mais seco
Os primeiros meses de 2026 foram marcados por baixa ocorrência de queimadas no estado. Janeiro e fevereiro tiveram dois focos cada, março não registrou nenhuma ocorrência e abril voltou a contabilizar apenas dois. A mudança começou a aparecer em maio, com 15 registros, seguida de 20 em junho e 56 em julho. Em agosto, com o avanço da estiagem, o número saltou para 487.
A tendência exige atenção principalmente porque o Acre entra justamente nos meses historicamente mais favoráveis à propagação do fogo. Agosto, setembro e outubro concentram parte significativa das queimadas durante o verão amazônico, período caracterizado pela redução das chuvas e maior vulnerabilidade da vegetação. Somente no primeiro dia de setembro, outros dez focos já haviam sido identificados pela plataforma de monitoramento.
Desmatamento também acende alerta no interior
O aumento das queimadas ocorre paralelamente à pressão do desmatamento sobre municípios acreanos. Levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) colocou Feijó, Tarauacá e Sena Madureira entre os municípios que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026. Feijó apareceu na segunda posição do ranking, Tarauacá ficou em terceiro e Sena Madureira ocupou o oitavo lugar.
Os três municípios acreanos ficaram atrás de Altamira, no Pará, que liderou o levantamento. Conforme os dados do Imazon, o Acre concentrou 22% de todo o desmatamento identificado na Amazônia Legal em julho, alcançando aproximadamente 97 quilômetros quadrados de área desmatada. Os indicadores reforçam a necessidade de fiscalização e prevenção justamente no período em que as condições climáticas aumentam os riscos de incêndios florestais e queimadas em diferentes regiões do estado.
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