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Vereador André Kamai celebra projeto do presidente Lula que põe fim à escala 6×1 e convoca pressão popular sobre Congresso

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O fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho, diz vereador – Foto: Paulo Murilo

Na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai levou à tribuna um discurso marcado por tom histórico e sensível ao cotidiano dos trabalhadores. O parlamentar celebrou o envio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um projeto de lei ao Congresso Nacional, em regime de urgência, que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil.

Para Kamai, a medida vai além de uma simples reorganização do tempo de serviço. “Isso é a possibilidade de garantir dignidade, de garantir qualidade de vida aos trabalhadores e às trabalhadoras desse país”, afirmou. Em sua fala, ele resgatou marcos históricos para sustentar o argumento de que avanços sociais não impedem o desenvolvimento econômico. “A jornada já foi de 48 horas, foi reduzida para 44 na Constituição de 1988, e o Brasil não quebrou. Pelo contrário, cresceu”, destacou.

O vereador também rebateu críticas comuns ao projeto, especialmente a ideia de que o fim da escala 6×1 geraria desemprego. “Não é real. Acho que o fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho e aumentar a produtividade”, pontuou, ao defender que o mercado tende a se adaptar às mudanças.

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Um dos pontos mais enfáticos do discurso foi o olhar para a realidade das mulheres trabalhadoras. Kamai destacou que, mesmo fora do ambiente formal, muitas seguem submetidas a jornadas contínuas dentro de casa. “Uma mulher que trabalha numa escala 6×1 não tem um dia de descanso. O único dia que ela tem é para trabalhar em casa”, afirmou, relacionando o debate à estrutura social ainda marcada por desigualdades de gênero.

Além de defender a proposta, Kamai fez um chamado direto à sociedade acreana para que participe ativamente do debate. O parlamentar convocou a população a pressionar os deputados federais e senadores do Acre pela aprovação do projeto, destacando que a mobilização popular será decisiva para o avanço da matéria no Congresso Nacional. “É fundamental que a gente cobre nossos representantes para que aprovem esse projeto”, reforçou.

O parlamentar também ressaltou que a proposta prevê regras de transição para adaptação do setor produtivo e não impede que trabalhadores busquem outras fontes de renda, caso desejem. Ao contrário, segundo ele, amplia possibilidades ao garantir mais tempo livre.

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Encerrando o pronunciamento, Kamai reforçou o sentido humano da proposta: “O trabalho precisa permitir tempo para os filhos, para estudar, para cuidar da saúde e da própria vida”. Para ele, a redução da jornada, sem diminuição salarial, representa um passo importante para um país mais justo, produtivo e equilibrado.

A proposta segue agora para debate no Congresso Nacional, onde deve mobilizar diferentes setores da sociedade. Em Rio Branco, no entanto, o tema já ecoa como um chamado à valorização de quem sustenta, com seu trabalho, o desenvolvimento do país.

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Nomeação de ex-secretário afastado pelo MP levanta crise política e desgaste precoce na gestão de Graia Caetano em Acrelândia

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Nilson Mendes, afastado por suspeitas de irregularidades, assume papel estratégico na prefeitura e provoca reação de vereadores, servidores e empresários.

A recente decisão do prefeito de Acrelândia, Eraides Caetano de Souza, conhecido como Graia Caetano, de nomear o ex-secretário de Educação Nilson Mendes como assessor próximo ao gabinete, abriu uma crise política logo nos primeiros dias de gestão. A escolha tem gerado forte repercussão negativa nos bastidores e entre diferentes setores da sociedade local.

Nilson Mendes foi afastado anteriormente por determinação do Ministério Público do Acre (MP/AC), após suspeitas de irregularidades durante a gestão do ex-prefeito Olavinho Boiadeiro. Mesmo com esse histórico, ele agora ocupa uma função considerada estratégica dentro da atual administração municipal, o que tem levantado questionamentos sobre os critérios adotados pelo novo governo municipal.

Dentro da Câmara Municipal, vereadores da base aliada demonstram desconforto com a decisão. Segundo relatos de bastidores, parlamentares avaliam que a nomeação enfraquece politicamente a gestão e pode comprometer a credibilidade do prefeito junto à população.

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A insatisfação não se limita ao meio político. Servidores da prefeitura, empresários, amigos e até aliados próximos do gestor também têm manifestado descontentamento com a escolha. Para muitos, a presença de um nome envolvido em controvérsias em um cargo de confiança representa um risco para a imagem da administração.

Críticos apontam que a decisão transmite um sinal negativo logo no início do mandato, especialmente em um momento em que a população espera renovação, transparência e responsabilidade na condução da máquina pública. A avaliação é de que atitudes como essa podem comprometer a confiança no governo antes mesmo de sua consolidação.

Nos bastidores, cresce a percepção de que, caso mantenha esse tipo de postura, a gestão de Graia Caetano pode enfrentar dificuldades políticas e administrativas ao longo do mandato. A nomeação de Nilson Mendes, para muitos, já é vista como um indicativo de possíveis problemas futuros.

Até o momento, a prefeitura de Acrelândia não se manifestou oficialmente sobre as críticas envolvendo a nomeação. Enquanto isso, o episódio segue alimentando o debate público e aumentando a pressão sobre o prefeito, que começa seu governo municipal sob forte questionamento.

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