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Onde estão as empresas que, segundo o prefeito Tião Bocalom, iriam refazer o serviço mal feito do Asfalta Rio Branco?
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Às portas do verão de 2026, Rio Branco volta a enfrentar um velho problema que parece não ter solução na atual gestão: ruas deterioradas, obras inacabadas e um planejamento urbano praticamente inexistente. A promessa de transformar a infraestrutura da capital acreana com investimentos milionários não saiu do discurso, e quem paga a conta é a população, que convive diariamente com buracos, lama e poeira.
Em 2024, o governo federal destinou cerca de R$ 190 milhões à prefeitura, recurso que foi amplamente divulgado pela gestão do então prefeito Tião Bocalom (PL) como a base para o programa “Asfalta Rio Branco”. À época, a iniciativa foi apresentada como um marco de transformação urbana, com a promessa de modernizar vias e melhorar a mobilidade. No entanto, o que se viu, principalmente durante o período eleitoral, foi uma corrida para espalhar frentes de trabalho por diversos bairros, criando um cenário que mais parecia uma vitrine política do que um projeto estruturado e duradouro.
Máquinas foram distribuídas em várias regiões da cidade, e empresas contratadas iniciaram serviços simultaneamente, mas sem padrão de qualidade ou fiscalização eficaz. Em muitos bairros, o asfalto aplicado não resistiu sequer às primeiras chuvas, se desmanchando rapidamente e revelando um serviço frágil e mal executado. Em outros pontos, o pouco que havia foi removido, deixando ruas completamente expostas à lama ou à poeira, agravando ainda mais a situação dos moradores.
O resultado desse modelo improvisado é visível: vias abandonadas, obras paralisadas e uma sensação generalizada de descaso. Moradores relatam que, após a passagem das equipes, nenhuma melhoria efetiva permaneceu. Pelo contrário, em muitos casos, a situação piorou significativamente. O que deveria ser solução virou problema.
Na época, diante das críticas, o prefeito Tião Bocalom chegou a afirmar que todos os serviços mal executados ou inacabados seriam refeitos. No entanto, mais de um ano depois, a promessa não saiu do papel. O silêncio da gestão diante do cenário atual levanta questionamentos legítimos sobre a aplicação dos recursos públicos e a responsabilidade pelas falhas.
A falta de respostas concretas abre espaço para uma cobrança mais rigorosa por parte das instituições. A Câmara Municipal tem o dever de apurar os contratos firmados, fiscalizar a execução das obras e verificar se houve pagamento por serviços que não foram devidamente concluídos ou entregues com qualidade. Trata-se de uma obrigação com o interesse público.
Além disso, por se tratar de recursos federais, o caso também pode exigir a atuação de órgãos como o Ministério Público Federal, para investigar possíveis irregularidades e garantir que o dinheiro público não seja desperdiçado. A população, que foi levada a acreditar em uma revolução na infraestrutura da cidade, agora exige respostas — e, principalmente, soluções reais.
Enquanto isso, Rio Branco segue à mercê de promessas não cumpridas, com ruas que simbolizam não apenas a precariedade urbana, mas também a fragilidade de uma gestão que ainda não conseguiu transformar discurso em resultado.
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Socorro Neri garante emenda para atendimento a pacientes com lúpus e para construção de Centro de Referência em Doenças Autoimunes

A deputada federal Socorro Neri anunciou, nesta sexta-feira (29), a destinação de recursos para fortalecer a assistência às pessoas que convivem com lúpus e outras doenças autoimunes no Acre. O anúncio foi feito durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a convite do deputado estadual Pablo Bregense, que reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e representantes de entidades da sociedade civil.
Durante o encontro, a parlamentar confirmou a destinação de emenda parlamentar para o custeio de consultas, exames e atendimentos especializados na rede pública de saúde. Além disso, anunciou que também destinará recursos para viabilizar a implantação de um Centro de Referência para Doenças Autoimunes no estado, uma das principais reivindicações dos pacientes.
Segundo Socorro Neri, os relatos apresentados durante a audiência reforçam a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.
“Fiquei profundamente tocada com as histórias que ouvimos. São pessoas que enfrentam diariamente os desafios impostos pela doença e, muitas vezes, também a dificuldade para acessar exames, consultas e acompanhamento especializado. O nosso mandato estará ao lado dessa luta, tanto na destinação de recursos quanto na cobrança por políticas públicas que garantam atendimento digno a essas famílias”, afirmou.

A parlamentar destacou que o futuro Centro de Referência poderá concentrar serviços especializados e oferecer acompanhamento multiprofissional, reduzindo a peregrinação de pacientes em busca de atendimento.
O deputado estadual Pablo Bregense agradeceu a parceria da deputada e ressaltou a importância do anúncio para fortalecer a rede de cuidado às pessoas com doenças autoimunes no Acre.
O lúpus é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico passa a atacar células e tecidos saudáveis do próprio organismo, podendo comprometer órgãos como rins, pulmões, coração, pele e articulações. Embora não tenha cura, o tratamento adequado é fundamental para garantir qualidade de vida e controlar os sintomas.
Ao final da audiência, Socorro Neri reafirmou que seguirá atuando para ampliar os investimentos na saúde pública e garantir que os pacientes com doenças autoimunes tenham acesso ao atendimento especializado que necessitam.

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