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“Tem que ter dinheiro”: Candidato ao Governo do Acre, Bocalom, defende auditoria e aposta no café para gerar renda

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O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom afirmou, durante entrevista, em Brasiléia, nesta sexta-feira (18), que pretende realizar uma auditoria nas contas do Estado caso seja eleito. Na mesma entrevista, ele defendeu o fortalecimento da produção agrícola e apontou o café como uma das alternativas para ampliar a geração de renda no Acre.

Ao falar sobre a situação financeira da administração pública, Bocalom disse que um novo governo precisa primeiro conhecer detalhadamente as receitas e despesas para definir onde será necessário fazer ajustes.

“Você não fecha o ano fiscal, você não sabe o que teve direitinho de despesa e receita, as despesas que você tem que cortar, que você tá vendo que tá fazendo besteira”, afirmou.

Segundo o candidato, o orçamento de uma nova gestão é herdado da administração anterior e precisa ser analisado e ajustado. Bocalom afirmou que pretende fazer uma auditoria ampla durante o primeiro ano de eventual governo.

“Então, é uma questão de tempo. Com um ano, eu vou fazer auditoria em tudo”, declarou.

Na entrevista, Bocalom também afirmou que a auditoria buscaria identificar possíveis irregularidades nas contas públicas. Ao citar o que chamou de “patifaria”, o candidato falou em possíveis desvios, sem apresentar, durante o trecho divulgado, detalhes ou casos específicos.

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“Vou fazer uma auditoria em tudo, porque tem que fazer sobrar dinheiro para poder produzir nesse Acre”, disse.

“Tem que ter dinheiro”

Ao defender a necessidade de aumentar a renda da população, Bocalom afirmou que o dinheiro circulando diretamente entre os moradores também reduz a dependência de determinados serviços públicos.

“Tem que ter dinheiro! Se tiver dinheiro no bolso, o cidadão se vira”, afirmou.

Como exemplo, ele citou Acrelândia e mencionou a quantidade de farmácias existentes no município. Na avaliação do candidato, o movimento seria consequência da busca dos moradores por medicamentos diretamente no comércio.

“Vai em Acrelândia, tem dez farmácias lá. Acrelândia é uma cidadezinha pequena daquela. Por que tem dez farmácias?”, questionou.

Café como alternativa de renda

Na sequência, Bocalom apontou a produção de café como uma das atividades que poderiam contribuir para o crescimento econômico do Acre. Ele citou municípios do Alto Acre, como Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri, e afirmou que produtores da região já vêm investindo na cultura.

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“E uma das saídas que a gente tem, sem dúvida nenhuma, tá provado aí já agora, é o café. É o café!”, declarou.

O candidato comparou a rentabilidade que atribui à cafeicultura com a criação de gado em uma mesma área. Segundo ele, um hectare de café poderia gerar até R$ 100 mil líquidos.

Na comparação, Bocalom disse que um hectare destinado à criação de gado teria um retorno anual muito menor.

“Se você tiver boi em um hectare, dá R$ 1.500, R$ 1.000, R$ 1.500 num ano, não dá mais do que isso. Então, o café dá quase 100 vezes mais do que dá o boi”, disse.

Bocalom também destacou o potencial de comercialização da produção para fora do Estado.

“Café não tem que arranjar mercado em Rio Branco, não. Café você vende para o mundo inteiro”, afirmou.

O candidato mencionou ainda a possibilidade de escoamento da produção pela região Sudeste e citou a ligação rodoviária que pretende defender como parte de sua proposta de infraestrutura.

A entrevista foi realizada em Brasiléia durante a agenda de campanha de Bocalom pelo Alto Acre.

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Candidato ao governo Alan Rick quer fortalecer parceria do Estado com igrejas para ampliar atendimento social às famílias

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O candidato ao Governo do Acre, Alan Rick (Republicanos), defendeu neste sábado, 19, uma parceria permanente entre o Estado e as igrejas que desenvolvem projetos sociais. A declaração foi feita durante encontro com pastores e lideranças religiosas na Casa 10 da 6 de Agosto, em Rio Branco. Alan estava acompanhado dos candidatos ao Senado, Mara Rocha (Republicanos) e Júnior Feitosa (Democracia Cristã), do candidato a deputado estadual Emerson Jarude (Novo) e do candidato a deputado federal Roberto Duarte (Republicanos).

“Receber os pastores é muito especial para mim, porque nós temos um trabalho de parceria com as igrejas, associações, instituições e fundações que realizam um trabalho social muito relevante no Acre”, afirmou Alan.

A ideia de aproximar o governo dessas instituições reforça uma das principais diretrizes do plano de Alan: não deixar nenhum acreano para trás. A proposta prevê fortalecer a assistência social e ampliar as oportunidades para a população que mais precisa da presença do Estado. Para o candidato, valorizar a rede que já atua nos bairros e nas comunidades é uma forma de fazer o atendimento chegar mais longe.

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Alan citou o acolhimento de órfãos e crianças em situação de risco, a distribuição de alimentos e o acompanhamento de dependentes químicos durante o tratamento e a reconstrução dos vínculos familiares.

“Estar com as igrejas é construir esse laço que o governo precisa ter com instituições que realizam um trabalho que, muitas vezes, o Estado não consegue fazer”, declarou.

Mara Rocha relacionou a falta de oportunidades ao avanço das facções sobre uma parcela da juventude acreana e afirmou que o Estado precisa recuperar sua capacidade de proteger e oferecer perspectivas a esses jovens. “Hoje, eles são abraçados não pelo poder público, como deveria ser, mas pelo crime e pelas facções. Isso acontece pela falta de oportunidades, e é por isso que precisamos mudar essa história”, declarou.

Emerson Jarude afirmou que as igrejas não pertencem a uma única candidatura e defendeu que a escolha dos representantes seja orientada pela conduta e pelo compromisso com a população. “A igreja não tem um candidato só. O candidato da igreja é aquele que serve a Deus, respeita seus princípios, trabalha com honestidade e transparência e enxerga as pessoas. Esse é o candidato que vai mudar a história do Acre”, afirmou.

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O compromisso com as instituições sociais também está presente na atuação de Alan no Congresso Nacional. Entre 2018 e 2026, o parlamentar atuou em pautas relacionadas à defesa da vida e da família e destinou mais de R$ 12 milhões a entidades ligadas às igrejas que desenvolvem trabalhos sociais.

“O nosso governo estará ao lado das igrejas nesse trabalho social tão lindo que elas realizam”, garantiu.

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