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Senador Márcio Bittar ironiza promessa da picanha enquanto emendas ligadas ao seu nome são barradas pela Justiça Federal

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Entre deboche, autopromoção e suspeitas de fraude, Bittar se afasta das urgências do povo acreano.

Enquanto o Acre enfrenta graves problemas, o senador Márcio Bittar (PL/AC) prefere investir seu tempo em caminhadas ideológicas e vídeos de provocação política fora do estado. Ao percorrer trechos da BR-040, em Minas Gerais, ao lado de aliados bolsonaristas, Bittar ironizou a fome da população ao debochar da promessa eleitoral do presidente Lula, exibindo um prato de carne em um almoço oferecido por fazendeiros. O gesto, amplamente divulgado nas redes sociais, escancarou o distanciamento do senador das dificuldades reais enfrentadas pelos acreanos.

O que Bittar não menciona em seus discursos é que seu nome está diretamente associado a um dos mais graves episódios recentes envolvendo emendas parlamentares no Acre. A Justiça Federal, atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF), determinou o bloqueio de mais de R$ 15 milhões destinados à Santa Casa da Amazônia e à Santa Casa de Rio Branco, recursos oriundos de emendas que, segundo a decisão, foram utilizados dentro de um esquema estruturado para burlar a fiscalização e contornar impedimentos legais.

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A sentença da juíza Luzia Farias da Silva Mendonça aponta que a Santa Casa da Amazônia foi reativada de forma artificial, operando no mesmo endereço, com o mesmo gestor e a mesma estrutura da Santa Casa de Rio Branco, entidade impedida de receber recursos públicos por dívidas e irregularidades. A magistrada classificou a prática como “manobra de desvio de finalidade e confusão patrimonial”, com indícios claros de má-fé e fraude contra o erário.

Mais grave ainda, a decisão judicial revela que parte dos recursos públicos foi usada para autopromoção política. Placas com nomes e imagens de Márcio Bittar e de sua ex-esposa, Márcia Bittar, foram instaladas dentro da unidade hospitalar, em afronta direta ao artigo 37 da Constituição Federal, que proíbe propaganda pessoal com dinheiro público. Em uma das homenagens, o senador é apresentado como “salvador de vidas”, em um claro uso eleitoral da estrutura do SUS.

Mesmo diante da gravidade dos fatos, Márcio Bittar não figura formalmente como réu no processo, o que tem gerado indignação em setores jurídicos e da sociedade civil. O próprio MPF destaca que a concentração de R$ 126 milhões em emendas em uma única instituição, controlada por gestor já condenado por improbidade administrativa, fere princípios básicos da administração pública, enquanto outras unidades de saúde, regulares e carentes, ficaram sem qualquer apoio.

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Ainda assim, em vez de prestar esclarecimentos à população do Acre, Bittar segue priorizando atos políticos, caminhadas simbólicas e discursos ideológicos, ignorando o impacto de suas emendas na crise da saúde estadual. O caso segue em análise no TRF-1 e pode avançar para novas responsabilizações. Até lá, o contraste permanece evidente: de um lado, milhões bloqueados pela Justiça; do outro, um senador mais preocupado com palco político do que com a vida dos acreanos.

Clique no Link abaixo e veja a decisão:

Tribunal Regional Federal da 1ª Região

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“O senhor quer dinheiro, papai?”: Reportagem de O Globo coloca Eduardo Velloso no centro de polêmica sobre emendas ligadas à família

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Eduardo Velloso envia dinheiro público para hospital da própria família e expõe prática questionável.

O deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC) entrou definitivamente no centro de uma polêmica nacional ao ser citado em reportagem do jornal O Globo por destinar emendas parlamentares a uma entidade ligada diretamente à sua família. O caso escancara uma prática que, embora travestida de legalidade, afronta princípios básicos da moralidade administrativa e do interesse público.

Segundo a apuração do jornal, R$ 331,1 mil em recursos públicos indicados por Velloso foram parar no hospital pertencente ao seu próprio pai, o médico oftalmologista Paulo Velloso. A destinação levanta suspeitas de favorecimento e reforça a percepção de que parte do Congresso utiliza as emendas como instrumento de benefício privado, e não como política pública.

A situação ganha ainda mais gravidade por ocorrer no momento em que o Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Flávio Dino, promove um pente-fino rigoroso sobre o uso de emendas destinadas a ONGs. O objetivo é justamente identificar desvios, conflitos de interesse e a falta de transparência em repasses que cresceram de forma explosiva nos últimos anos.

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Dados levantados pelo O Globo mostram que os recursos destinados a ONGs saltaram dez vezes desde 2019, atingindo o volume recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. Uma parcela significativa desse dinheiro foi canalizada para entidades ligadas a familiares, ex-assessores e aliados políticos, revelando um sistema que transforma verbas públicas em moeda de troca política.

No caso de Eduardo Velloso, a relação direta entre o parlamentar e o beneficiário do recurso não deixa espaço para discursos evasivos. O dinheiro não foi destinado a uma política pública ampla ou estruturante, mas a uma instituição com vínculo familiar direto, o que agrava a crítica e amplia o questionamento público sobre suas reais prioridades como representante do Acre.

Outro ponto que aprofunda a controvérsia é o próprio modelo de repasse. As emendas podem ser transferidas diretamente para contas de entidades, sem licitação ou chamamento público, reduzindo o controle social e abrindo brechas para abusos. Trata-se de um sistema que favorece acordos de bastidores e dificulta a fiscalização efetiva.

Mesmo após a aprovação de uma resolução do Congresso, em julho de 2025, prometendo mais critérios e transparência, os fatos demonstram que o problema não é apenas normativo, mas político e ético. Casos como o de Eduardo Velloso reforçam a crítica de que, enquanto o discurso fala em responsabilidade e zelo com o dinheiro público, a prática segue marcada por interesses pessoais e familiares.

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