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Polícia prende homem acusado de manter mulher em cárcere privado por três anos na zona rural de Xapuri

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Mulher é resgatada após três anos em cárcere privado na zona rural de Xapuri – Foto: Arquivo/ Polícia Civil

A Polícia Civil de Xapuri, no interior do Acre, prendeu um homem suspeito de manter a própria companheira em cárcere privado por aproximadamente três anos. A ação ocorreu após denúncia anônima e resultou na prisão do suspeito no momento em que o casal chegava à residência da mãe da vítima.

De acordo com a investigação, a mulher vivia isolada em uma área rural de difícil acesso, distante da cidade e sem contato com vizinhos, o que dificultava qualquer pedido de ajuda. Ela era impedida de sair de casa sozinha e não podia manter contato com familiares sem a presença do companheiro. O casal tem dois filhos.

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que, durante todo o período, sofreu agressões físicas e psicológicas, além de ameaças constantes. O controle exercido pelo suspeito incluía vigilância permanente e restrições severas à liberdade da mulher.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Xapuri, onde foi interrogado e autuado em flagrante pelos crimes de cárcere privado, ameaça e tortura. O caso segue sob investigação para o aprofundamento das apurações e adoção das medidas legais cabíveis.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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