RIO BRANCO
Pesquisar
Close this search box.

Política

Rota Café Juruá é estruturada no Acre para impulsionar a produção cafeeira, atrair investimentos e fortalecer a economia regional

Publicados

Política

Batizado Rota Café Juruá, projeto organiza a cadeia produtiva regional, impulsiona a agricultura familiar, atrai investimentos estratégicos e combate o êxodo rural

Parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) resultou na estruturação da Rota Café Juruá, no Acre. Integrada ao Programa Rotas de Integração Nacional, a iniciativa é a primeira rota exclusiva de café estruturada pelo ministério e representa um passo estratégico para fortalecer a agricultura familiar, agregar valor à produção local e ampliar a atração de investimentos na região.

A consolidação da rota ocorreu após uma semana de atividades no Vale do Juruá, incluindo visitas técnicas a propriedades rurais, reuniões com gestores públicos e representantes do setor produtivo, além de um seminário de planejamento estratégico Construída de forma participativa com a Cooperativa de Produtores de Café do Juruá (Coopercafé), a iniciativa estabeleceu um modelo de governança capaz de organizar a cadeia produtiva regional e ampliar a atração de investimentos públicos e privados.

A programação foi dividida em etapas táticas e de mobilização. Nos primeiros dias, equipes técnicas realizaram visitas a propriedades rurais, unidades industriais e órgãos públicos. Na sequência, cerca de 80 participantes, entre produtores, lideranças locais e representantes da Coopercafé, participaram do workshop de implantação da rota.

O trabalho teve como objetivo desenhar um modelo sob medida para mapear as potencialidades locais, identificar gargalos logísticos e estruturais e atrair aportes para a cadeia produtiva cafeeira do extremo ocidente da Amazônia.

“A Rota Café Juruá foi cocriada de forma muito participativa, dando voz aos cooperados para expor suas dificuldades e necessidades de apoio do poder público. Agora, com a cadeia produtiva organizada e uma agenda de projetos prioritários estabelecida, a região se torna uma verdadeira vitrine para investimentos. As expectativas são as melhores possíveis para continuarmos promovendo o cooperativismo e ampliando a renda da agricultura familiar no Acre”, destacou o analista de Produtividade e Inovação da ABDI e líder do projeto Café Amazônia Sustentável, Eduardo Tosta.

Leia Também:  Elenilson Cruz toma posse como vereador durante sessão ordinária e passa a integrar oficialmente a Câmara Municipal de Brasiléia

O encerramento da oficina de planejamento estratégico, realizada em Mâncio Lima, evidenciou o potencial da cadeia produtiva local e os avanços alcançados pela cafeicultura na região.

O coordenador do programa Rotas de Integração Nacional do MIDR, Samuel Castro, apontou que, além da alta produtividade por hectare e do sabor diferenciado do grão, a consolidação da rota funciona como uma política de redução de desigualdades e contenção do êxodo rural.

“Viemos com a expectativa de encontrar uma cadeia produtiva ainda em estágio inicial, mas nos deparamos com um potencial enorme de produção, grãos de qualidade, sabor diferenciado e respeito ao meio ambiente. Mesmo com o histórico recente na atividade, os produtores locais já alcançam uma expressiva quantidade de sacas por hectare”, afirmou o coordenador.

“Estamos vendo na prática a convergência de políticas públicas gerando emprego e renda para a agricultura familiar, o que já reflete em cidades mais organizadas e na melhoria de vida das pessoas, que agora conseguem reformar suas casas e adquirir bens. Mais do que isso, a rota cumpre o papel fundamental de evitar o êxodo rural, pois os filhos dos trabalhadores estão engajados na cadeia produtiva sem deixar a escola”, acrescentou.

Rede de governança

A estruturação da rota é um desdobramento direto do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre a ABDI e o MIDR no final do ano passado. O acordo abrange frentes estratégicas de trabalho, incluindo o acompanhamento da Nova Indústria Brasil (NIB), o fomento à indústria de Agro 4.0 e o fortalecimento do programa Rotas de Desenvolvimento Regional.

A agenda no Acre consolidou uma rede de governança robusta e coesa para a execução do plano de ação daqui para frente. Segundo Tosta, o arranjo institucional contará com o envolvimento direto de importantes atores locais e nacionais, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Sebrae e a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), além de prefeituras e secretarias municipais de agricultura dos municípios que integram o Vale do Juruá.

Leia Também:  Relatório de Alan Rick que garante abono natalino aos Soldados da Borracha é aprovado por comissão do Senado

A nova rota potencializa as ações do Projeto Café Amazônia Sustentável, A nova rota reforça as ações do projeto Café Amazônia Sustentável, iniciativa da ABDI voltada ao beneficiamento de cafés produzidos pela agricultura familiar. Em junho de 2025, a Agência inaugurou o Complexo Industrial de Café do Juruá, em Mâncio Lima. Atualmente, está em construção uma nova unidade em Cruzeiro do Sul. Também estão em andamento as obras de uma indústria de café no município de Capixaba, no Baixo Acre.

Resultados

Os impactos da iniciativa já são percebidos na região. Dados monitorados pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), responsável pelo acompanhamento dos resultados do projeto, apontam avanços significativos entre 2020 e dezembro de 2024 em Mâncio Lima.

No período, a renda mediana dos cooperados aumentou 79%, enquanto o número de beneficiários do Bolsa Família caiu 7%. A cadeia produtiva registrou crescimento de 60% na geração de empregos e expansão de 466% na concessão de crédito rural.

Esse dinamismo impulsionou as finanças públicas, resultando em um crescimento de 98% na arrecadação geral do município, com uma alta de 41% na arrecadação de ICMS.

Os indicadores preliminares de 2025, apurados até agosto, reforçam a tendência de crescimento e a expectativa de que a nova unidade em Cruzeiro do Sul e a consolidação da Rota Café do Juruá repliquem esse sucesso, garantindo desenvolvimento económico, sustentabilidade e autonomia para os produtores acreanos.

Propaganda

Política

Relatório de Alan Rick que garante abono natalino aos Soldados da Borracha é aprovado por comissão do Senado

Publicados

em

Substitutivo segue para a Câmara e representa mais um passo no reconhecimento aos homens que ajudaram a construir a Amazônia durante a Segunda Guerra Mundial.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou nesta terça-feira (30) o relatório do senador Alan Rick (Republicanos-AC) ao Projeto de Lei nº 5.926/2023, de autoria do senador Confúcio Moura (MDB-RO), que propõe o pagamento do abono natalino aos Soldados da Borracha beneficiários da pensão especial.

Para o Acre, a matéria possui um significado que vai além da legislação. Os Soldados da Borracha fazem parte da própria formação do estado e da história de milhares de famílias acreanas.

Praticamente todo acreano tem na família um avô, um pai, um tio ou um bisavô que viveu nos seringais. Foram esses homens que, durante a Segunda Guerra Mundial, atenderam ao chamado do governo brasileiro para garantir a produção de látex na Amazônia, matéria-prima estratégica para o esforço de guerra dos países aliados.

“A maioria das famílias acreanas tem alguma ligação com os Soldados da Borracha. Muitos de nós somos filhos, netos ou bisnetos desses homens que enfrentaram a floresta para servir ao Brasil em um momento decisivo da nossa história”, afirmou Alan Rick.

Leia Também:  Relatório de Alan Rick que garante abono natalino aos Soldados da Borracha é aprovado por comissão do Senado

O próprio senador tem uma ligação pessoal com a causa. Seu avô, Romildo de Holanda Moraes, foi Soldado da Borracha.

“Meu avô foi Soldado da Borracha. Essa é uma causa que toca a minha família e a minha própria história. Infelizmente, ele não viveu para ver esse reconhecimento, assim como milhares de outros homens que partiram antes que o país pudesse lhes fazer justiça”, afirmou o senador.

O projeto propõe que seja garantido aos beneficiários da pensão especial o direito ao abono natalino, estendendo aos Soldados da Borracha um direito já reconhecido aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, sem alteração no valor das pensões atualmente pagas.

A urgência da matéria também se explica pelo avançado envelhecimento dos beneficiários. Segundo dados citados no parecer relatado por Alan Rick, o beneficiário mais jovem possui atualmente 85 anos.

“Cada ano que passa é um ano a menos de reconhecimento e de justiça com os nossos Soldados da Borracha”, registra o relatório do senador acreano.

Para Alan Rick, a aprovação representa mais do que a concessão de um benefício.

Leia Também:  Senador Alan Rick lança projeto Música para Transformar para atender 120 crianças e adolescentes no bairro Jequitibá, em Rio Branco

“Estamos falando de reconhecimento, dignidade e justiça para homens que ajudaram a construir o Acre. Os Soldados da Borracha não estão apenas nos livros de história. Eles estão nas nossas famílias, nos nossos sobrenomes e na memória do nosso povo. Muitos já partiram sem ver esse reconhecimento chegar. Não podemos permitir que os que ainda estão entre nós continuem esperando”, declarou.

Aprovada por unanimidade na Comissão de Assuntos Econômicos, a proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA