Política
Profissionais da educação buscam apoio de Jorge Viana e Thor Dantas contra retirada de direitos e a necessidade de reestruturação da tabela salarial
Política

Assessoria – A retirada de direitos dos educadores e a necessidade de reestruturação da tabela salarial da carreira pautaram um encontro entre profissionais da educação acreana, o pré-candidato ao Senado Federal, Jorge Viana, o pré-candidato ao Governo do Acre, Thor Dantas, e o ex-governador e educador Binho Marques. A reunião, articulada por Binho, teve como objetivo ouvir as principais demandas da categoria e discutir caminhos para fortalecer a educação pública no estado.
Na oportunidade, os profissionais apresentaram um panorama da situação enfrentada pela categoria, marcada, segundo eles, pela retirada de direitos, pela defasagem da carreira e pela necessidade urgente de valorização profissional. Além das reivindicações salariais, o grupo também debateu os reflexos dessas mudanças na qualidade do ensino e na capacidade do Estado de atrair e manter bons profissionais na rede pública.
Durante a conversa, os participantes defenderam que a reconstrução da educação acreana passa, necessariamente, pela valorização dos educadores, pelo fortalecimento da gestão educacional e pela retomada de políticas públicas capazes de melhorar os indicadores de aprendizagem. Também foi destacada a importância de construir soluções por meio do diálogo, ouvindo quem conhece de perto a realidade das escolas.
Responsável por articular o encontro, Binho Marques afirmou que a educação precisa voltar a ser tratada como prioridade permanente do Estado. “A educação se fortalece quando quem está na escola participa das decisões. É ouvindo os profissionais e construindo políticas públicas consistentes que conseguimos transformar a realidade. O Acre já mostrou que é possível ser referência nacional e pode voltar a ocupar esse lugar.”
Jorge Viana ressaltou que a educação sempre foi um dos principais instrumentos de desenvolvimento social e econômico do Acre e defendeu a retomada do diálogo com a categoria. “Nenhum estado consegue construir um futuro melhor sem investir em educação. Ouvir os profissionais, compreender suas demandas e buscar soluções para valorizar quem faz a educação acontecer é um compromisso que precisa estar acima de qualquer diferença política. O Acre já viveu um período de grandes avanços e pode voltar a ser referência.”
Para Thor Dantas, construir um projeto para o Acre passa, obrigatoriamente, pela valorização dos educadores e pela recuperação da qualidade do ensino público. “Não existe desenvolvimento sem educação forte. Estamos ouvindo quem vive a realidade das escolas porque um plano de governo sério precisa nascer do diálogo. Valorizar os profissionais da educação e garantir condições para que eles exerçam seu trabalho é investir diretamente no futuro do Acre.”
Ao final da reunião, os participantes defenderam que o diálogo entre profissionais da educação, gestores públicos e lideranças políticas seja ampliado, com o objetivo de construir propostas capazes de garantir a valorização da categoria, recuperar direitos e promover uma educação pública de qualidade para as próximas gerações de acreanos.
Política
Alô, Ministério Público: Salatiel Magalhães autoriza compra de camisas de R$ 89 cada e prevê gasto de quase R$ 30 mil em Rodrigues Alves

Contratos assinados pela gestão municipal preveem gasto próximo de R$ 30 mil com materiais de malharia, incluindo camisas gola polo de R$ 89 cada.
A gestão do prefeito Salatiel Magalhães, em Rodrigues Alves, voltou a ser alvo de questionamentos após a publicação, no Diário Oficial do Estado, de contratos que autorizam a compra de materiais de malharia para as Secretarias Municipais de Assistência Social e Saúde. Entre os itens adquiridos, chama atenção a camisa gola polo contratada por R$ 89 a unidade, valor considerado elevado por moradores, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo município e das constantes reclamações sobre ramais, ruas esburacadas, deficiência na coleta de lixo e problemas na iluminação pública.
Os extratos dos contratos nº 539/2026 e nº 553/2026, publicados pela Prefeitura, mostram que a empresa J J LTDA foi contratada para fornecer diversos modelos de camisas e camisetas. Somadas as contratações, o valor destinado à compra das peças se aproxima de R$ 30 mil.
O item que mais desperta questionamentos é justamente a camisa gola polo confeccionada em malha piquet, com bordado no peito e nas costas, adquirida pelo preço unitário de R$ 89,00. No primeiro contrato são 65 unidades, totalizando R$ 5.785. No segundo contrato, outras 44 vão ser compradas pelo mesmo valor, gerando mais R$ 3.916. Apenas esse modelo representa um gasto de R$ 9.701.
Além das camisas de quase R$ 90 cada, os contratos incluem camisetas de manga comprida por R$ 59, camisetas gola polo em poliéster por R$ 79, camisas gola careca por R$ 60 e camisas gola V por R$ 39, destinadas a diferentes programas e secretarias da administração municipal.
Enquanto a Prefeitura investe recursos públicos na compra de uniformes, moradores continuam reclamando da falta de investimentos em áreas consideradas prioritárias. Entre as principais cobranças estão a recuperação dos ramais, ruas tomadas por buracos, deficiência na coleta de lixo e diversos pontos da cidade com iluminação pública precária.
As reclamações se intensificam principalmente nas comunidades rurais, onde produtores afirmam enfrentar dificuldades para escoar a produção devido às condições das estradas vicinais. Na zona urbana, a população também cobra melhorias na infraestrutura e nos serviços públicos.
Embora a compra de uniformes seja prevista na legislação e possa atender programas públicos, moradores questionam se esse tipo de despesa deveria receber prioridade diante das necessidades enfrentadas diariamente pela população de Rodrigues Alves.
Os contratos informam que os recursos utilizados são provenientes de diferentes fontes, incluindo o Programa Criança Feliz, emendas de projeto e emenda parlamentar individual. Ainda assim, o valor pago por algumas peças, especialmente as camisas de R$ 89, passou a ser alvo de críticas entre moradores e lideranças locais.
Até o momento, a Prefeitura de Rodrigues Alves não apresentou explicações públicas detalhadas sobre os critérios utilizados para a definição dos preços nem sobre a necessidade da aquisição nesse momento. O espaço permanece aberto para manifestação do prefeito Salatiel Magalhães e das secretarias responsáveis.



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