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Caso de violência contra o jornalista Chico Melo em Cruzeiro do Sul acende alerta; deputados cobram investigação do MPAC

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Jornalista sofre ataque dentro de casa em Cruzeiro do Sul e caso mobiliza parlamentares.

O jornalista Chico Melo foi alvo de um ataque durante a madrugada desta quarta-feira (22), após ter a residência invadida em Cruzeiro do Sul. Conforme informações divulgadas por parlamentares acreanos, ele teria sido agredido fisicamente, ameaçado e teve pertences violados durante a ação criminosa.

Reconhecido pela atuação na imprensa do Vale do Juruá, Chico Melo apresenta, ao lado do jornalista Rogério Wenceslau, um programa na Rádio Integração dedicado à cobertura de assuntos de interesse público e de acontecimentos políticos e administrativos da região.

A repercussão do episódio levou os deputados estaduais Edvaldo Magalhães e Perpétua Almeida a divulgarem uma nota pública de solidariedade ao comunicador. No documento, os parlamentares classificam o ocorrido como grave e defendem que o caso seja esclarecido com rapidez e transparência pelas autoridades responsáveis.

Segundo a manifestação, nos últimos dias os jornalistas vinham divulgando informações relacionadas a possíveis irregularidades envolvendo recursos destinados à realização da Expoacre Juruá. Os deputados ressaltaram esse contexto ao cobrarem uma investigação completa sobre a invasão.

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Na nota, Edvaldo Magalhães e Perpétua Almeida afirmam repudiar qualquer forma de violência contra profissionais da comunicação e destacam que o livre exercício da atividade jornalística deve ser preservado em um Estado democrático de direito. Eles também prestaram solidariedade ao jornalista e à sua família.

Além do posicionamento público, os parlamentares informaram que irão solicitar o acompanhamento do caso pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), com o objetivo de garantir que todas as circunstâncias do ataque sejam apuradas e que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados conforme a lei.

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Presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício repudia agressão contra o jornalista Chico Melo e cobra apuração rigorosa do caso

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Presidente da Corte de Contas afirma que ataque representa uma afronta à liberdade de imprensa, à democracia e ao direito da sociedade à informação.

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) divulgou, nesta quarta-feira (22), uma nota oficial em que manifesta repúdio à agressão sofrida pelo jornalista Chico Melo, em Cruzeiro do Sul. O posicionamento foi assinado pela presidente da Corte, conselheira Dulce Benício, que classificou o episódio como um grave ataque à liberdade de imprensa e aos princípios democráticos.

Na manifestação, o TCE-AC destaca que a violência praticada contra profissionais da comunicação ultrapassa o âmbito individual e atinge diretamente o direito da população de receber informações de interesse público. Para a instituição, qualquer forma de intimidação ou tentativa de silenciar jornalistas representa uma afronta às garantias constitucionais asseguradas pelo Estado Democrático de Direito.

A presidente Dulce Benício ressaltou ainda que o exercício do jornalismo livre, ético e responsável desempenha papel essencial na fiscalização das ações públicas, na promoção da transparência e no fortalecimento da cidadania. Segundo a nota, proteger a atuação da imprensa é preservar um dos pilares fundamentais da democracia.

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O Tribunal também reafirmou seu compromisso institucional com a defesa da legalidade, da transparência, dos direitos fundamentais e das instituições democráticas. Além disso, manifestou solidariedade ao jornalista Chico Melo, aos seus familiares e a todos os profissionais da imprensa acreana diante do episódio.

Na nota oficial, o TCE-AC defende que o caso seja investigado com rapidez, rigor e imparcialidade, para que os responsáveis pela agressão sejam identificados e responsabilizados conforme determina a legislação.

Ao concluir o posicionamento, a Corte de Contas reforça que nenhuma sociedade democrática pode aceitar a violência como mecanismo de intimidação ou de restrição ao livre exercício da atividade jornalística, destacando que a defesa da liberdade de imprensa é indispensável para garantir a democracia, o Estado de Direito e o direito dos cidadãos à informação.

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