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Jorge Viana destaca avanços da ApexBrasil, defende acordo Mercosul–União Europeia e projeta novas missões internacionais do governo Lula

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Jorge Viana detalha avanços da ApexBrasil e novas missões do Brasil à Europa, Ásia e África – Foto: Reprodução/ ApexBrasil

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, recebeu a imprensa brasileira na sede da agência para uma ampla conversa sobre os rumos do comércio exterior do país, com destaque para o acordo Mercosul–União Europeia, os resultados expressivos de 2025 e a intensificação da presença brasileira em mercados estratégicos da Ásia e da África. O encontro reforçou o papel da Apex como protagonista na estratégia de inserção internacional do Brasil.

Durante a conversa, Jorge Viana ressaltou os números considerados extraordinários alcançados pela ApexBrasil no terceiro ano do atual mandato do presidente Lula. Segundo ele, a agência bateu recordes históricos tanto no número de empresas atendidas quanto no volume de exportações apoiadas, refletindo o fortalecimento da diplomacia econômica brasileira e a retomada do protagonismo internacional do país.

O presidente da Apex também abordou diretamente o acordo Mercosul–União Europeia, afirmando que, apesar de uma votação que pode atrasar a implementação, o clima é de otimismo. “Agora entra a diplomacia parlamentar”, afirmou Viana, destacando o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que deve agilizar a tramitação do tema no Parlamento brasileiro, no Mercosul e no diálogo com a Europa.

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Viana reforçou que o presidente Lula segue confiante na conclusão do acordo e destacou que a redução de tarifas e barreiras comerciais é resultado direto da retomada da diplomacia presidencial. Segundo ele, o comércio exterior brasileiro vive um momento positivo, com maior abertura de mercados e fortalecimento das exportações nacionais em diversos setores.

Outro ponto central do encontro foi a agenda internacional da ApexBrasil em parceria com o Itamaraty. Jorge Viana confirmou a preparação da primeira missão empresarial à Índia organizada com apoio direto do governo brasileiro, além dos Fóruns Empresariais realizados na Índia e na Coreia do Sul, liderados pelo presidente Lula. Ele também citou a missão empresarial para quatro países africanos, Benin, Etiópia, Ruanda e Quênia, como parte da estratégia de diversificação de mercados.

Encerrando o encontro, o presidente da ApexBrasil destacou que o trabalho da agência segue focado em “levar o Brasil para o mundo”, ampliando oportunidades para empresas brasileiras e consolidando o país como um parceiro confiável no comércio internacional. A recepção à imprensa marcou, segundo ele, um momento de balanço positivo e de projeção de um ano que já começa com forte presença do Brasil no cenário global.

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“O senhor quer dinheiro, papai?”: Reportagem de O Globo coloca Eduardo Velloso no centro de polêmica sobre emendas ligadas à família

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Eduardo Velloso envia dinheiro público para hospital da própria família e expõe prática questionável.

O deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC) entrou definitivamente no centro de uma polêmica nacional ao ser citado em reportagem do jornal O Globo por destinar emendas parlamentares a uma entidade ligada diretamente à sua família. O caso escancara uma prática que, embora travestida de legalidade, afronta princípios básicos da moralidade administrativa e do interesse público.

Segundo a apuração do jornal, R$ 331,1 mil em recursos públicos indicados por Velloso foram parar no hospital pertencente ao seu próprio pai, o médico oftalmologista Paulo Velloso. A destinação levanta suspeitas de favorecimento e reforça a percepção de que parte do Congresso utiliza as emendas como instrumento de benefício privado, e não como política pública.

A situação ganha ainda mais gravidade por ocorrer no momento em que o Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Flávio Dino, promove um pente-fino rigoroso sobre o uso de emendas destinadas a ONGs. O objetivo é justamente identificar desvios, conflitos de interesse e a falta de transparência em repasses que cresceram de forma explosiva nos últimos anos.

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Dados levantados pelo O Globo mostram que os recursos destinados a ONGs saltaram dez vezes desde 2019, atingindo o volume recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. Uma parcela significativa desse dinheiro foi canalizada para entidades ligadas a familiares, ex-assessores e aliados políticos, revelando um sistema que transforma verbas públicas em moeda de troca política.

No caso de Eduardo Velloso, a relação direta entre o parlamentar e o beneficiário do recurso não deixa espaço para discursos evasivos. O dinheiro não foi destinado a uma política pública ampla ou estruturante, mas a uma instituição com vínculo familiar direto, o que agrava a crítica e amplia o questionamento público sobre suas reais prioridades como representante do Acre.

Outro ponto que aprofunda a controvérsia é o próprio modelo de repasse. As emendas podem ser transferidas diretamente para contas de entidades, sem licitação ou chamamento público, reduzindo o controle social e abrindo brechas para abusos. Trata-se de um sistema que favorece acordos de bastidores e dificulta a fiscalização efetiva.

Mesmo após a aprovação de uma resolução do Congresso, em julho de 2025, prometendo mais critérios e transparência, os fatos demonstram que o problema não é apenas normativo, mas político e ético. Casos como o de Eduardo Velloso reforçam a crítica de que, enquanto o discurso fala em responsabilidade e zelo com o dinheiro público, a prática segue marcada por interesses pessoais e familiares.

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