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Enquanto Rio Branco sofre com cheia e crise social, secretário João Marcos Luz deixa a cidade para caminhar em defesa de presidiário

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Com a capital em emergência social, João Marcos Luz abandona a Assistência Social para caminhar por presidiário em Brasília – Foto: Reprodução/ Instagram

Em meio à cheia do Rio Acre, com famílias desabrigadas, moradores em situação de rua sem assistência adequada e uma população que clama por respostas urgentes do poder público municipal, o secretário de Assistência Social de Rio Branco, João Marcos Luz, optou por deixar a capital para participar de uma caminhada política de cunho ideológico até Brasília.

O secretário anunciou nas redes sociais sua adesão à marcha iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorre cerca de 240 quilômetros, de Paracatu (MG) até a capital federal, com o objetivo de defender a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos presos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A mobilização, batizada de “Acorda Brasil”, tem forte viés político-partidário e religioso.

Antes de sair de Rio Branco, João Marcos Luz afirmou que participaria do ato “representando a direita do Acre” e citou até o prefeito Tião Bocalom como parte simbólica dessa representação. A declaração gerou críticas por expor a mistura entre cargo público e militância política, especialmente em um momento em que a cidade enfrenta uma das situações sociais mais delicadas dos últimos meses.

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Durante o percurso, o secretário reforçou o tom religioso da iniciativa, afirmando que a caminhada seria a união do “esforço físico com a fé”. No entanto, para muitos moradores da capital acreana, o esforço esperado do titular da Assistência Social deveria estar concentrado nas ruas de Rio Branco, ao lado das famílias atingidas pela enchente e da população vulnerável que depende diretamente das ações da pasta que ele comanda.

A ausência do secretário em um cenário de emergência levanta questionamentos sobre prioridades da gestão municipal e sobre o compromisso efetivo com a função pública. Enquanto a população pede abrigo, comida e políticas sociais efetivas, o principal responsável pela assistência social escolheu caminhar por uma pauta política nacional, deixando a crise local em segundo plano.

A marcha segue em direção a Brasília, com previsão de chegada neste domingo (25), mas a caminhada que muitos rio-branquenses aguardam ainda é outra: a do poder público em direção às comunidades mais afetadas pela cheia e pela exclusão social.

Veja o vídeo:

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“O senhor quer dinheiro, papai?”: Reportagem de O Globo coloca Eduardo Velloso no centro de polêmica sobre emendas ligadas à família

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Eduardo Velloso envia dinheiro público para hospital da própria família e expõe prática questionável.

O deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC) entrou definitivamente no centro de uma polêmica nacional ao ser citado em reportagem do jornal O Globo por destinar emendas parlamentares a uma entidade ligada diretamente à sua família. O caso escancara uma prática que, embora travestida de legalidade, afronta princípios básicos da moralidade administrativa e do interesse público.

Segundo a apuração do jornal, R$ 331,1 mil em recursos públicos indicados por Velloso foram parar no hospital pertencente ao seu próprio pai, o médico oftalmologista Paulo Velloso. A destinação levanta suspeitas de favorecimento e reforça a percepção de que parte do Congresso utiliza as emendas como instrumento de benefício privado, e não como política pública.

A situação ganha ainda mais gravidade por ocorrer no momento em que o Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Flávio Dino, promove um pente-fino rigoroso sobre o uso de emendas destinadas a ONGs. O objetivo é justamente identificar desvios, conflitos de interesse e a falta de transparência em repasses que cresceram de forma explosiva nos últimos anos.

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Dados levantados pelo O Globo mostram que os recursos destinados a ONGs saltaram dez vezes desde 2019, atingindo o volume recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. Uma parcela significativa desse dinheiro foi canalizada para entidades ligadas a familiares, ex-assessores e aliados políticos, revelando um sistema que transforma verbas públicas em moeda de troca política.

No caso de Eduardo Velloso, a relação direta entre o parlamentar e o beneficiário do recurso não deixa espaço para discursos evasivos. O dinheiro não foi destinado a uma política pública ampla ou estruturante, mas a uma instituição com vínculo familiar direto, o que agrava a crítica e amplia o questionamento público sobre suas reais prioridades como representante do Acre.

Outro ponto que aprofunda a controvérsia é o próprio modelo de repasse. As emendas podem ser transferidas diretamente para contas de entidades, sem licitação ou chamamento público, reduzindo o controle social e abrindo brechas para abusos. Trata-se de um sistema que favorece acordos de bastidores e dificulta a fiscalização efetiva.

Mesmo após a aprovação de uma resolução do Congresso, em julho de 2025, prometendo mais critérios e transparência, os fatos demonstram que o problema não é apenas normativo, mas político e ético. Casos como o de Eduardo Velloso reforçam a crítica de que, enquanto o discurso fala em responsabilidade e zelo com o dinheiro público, a prática segue marcada por interesses pessoais e familiares.

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