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Em Assis Brasil, Jorge Viana relembra transformações no Alto Acre e defende nova etapa de desenvolvimento na fronteira

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Ao lado de Thor Dantas e de Socorro Rodrigues, dos candidatos da Frente Ampla pelo Acre, Jorge destacou obras que ajudaram a integrar Assis Brasil ao restante do estado e ao Peru e defendeu investimentos na produção rural, industrialização e geração de renda

Depois de passar por Xapuri e Brasiléia, a Frente Ampla pelo Acre chegou a Assis Brasil, na manhã deste sábado, 29, dando continuidade à agenda de lançamento das candidaturas no Alto Acre. O ato reuniu os candidatos ao Senado, Jorge Viana, e ao governo do Estado, Thor Dantas, além de lideranças políticas, candidatos proporcionais, apoiadores e moradores do município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia.

Participaram também o ex-senador Aníbal Diniz e os candidatos a deputado federal André Kamai, Márcio Alécio, Virgílio Viana, além dos candidatos a deputado estadual Iwlly, Edu, Padre Antônio e do ex-prefeito de Assis Brasil, professor Manoelzinho, cuja candidatura à Assembleia Legislativa foi destacada durante o encontro.

A atividade começou com um momento de emoção e respeito à memória do vice-prefeito de Assis Brasil, Reginaldo, com um minuto de silêncio em sua homenagem.

“Minha história também está aqui”

Em seu discurso, Jorge Viana relembrou sua ligação familiar e política com Assis Brasil. Contou que seu pai, Wildy Viana, viveu no município quando a localidade ainda era conhecida como Vila Paraguaçu e afirmou que parte importante de sua própria trajetória pública está ligada à região.

“Minha história também está aqui. Meu pai, Wildy Viana, morou aqui quando Assis Brasil ainda era Vila Paraguaçu. Tenho uma relação de muito carinho com esta terra, onde o Brasil começa, na nossa tríplice fronteira”, afirmou.

Jorge também lembrou a importância histórica de Joaquim Francisco de Assis Brasil para a democracia brasileira, destacando sua atuação na construção da legislação eleitoral que instituiu o voto secreto, criou a Justiça Eleitoral e abriu caminho para o direito das mulheres ao voto.

Segundo ele, essa história ajuda a explicar a relação que construiu com a população do município ao longo de décadas.

“Assis Brasil sempre soube responder ao amor que temos por esta terra. A política, quando é feita com decência e propósito, transforma a vida das pessoas. Foi isso que procuramos fazer quando tivemos a oportunidade de governar”, disse.

Da viagem a cavalo à integração pela Estrada do Pacífico

Jorge recordou uma das experiências que marcaram sua passagem pela região: uma viagem a cavalo pelo ramal do Icuriã, quando conheceu de perto as dificuldades enfrentadas pelas famílias do interior e constatou a ausência de oportunidades educacionais para crianças e jovens.

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“Eu fui a cavalo até o Icuriã e encontrei uma realidade em que os estudantes praticamente não tinham como continuar os estudos. Trabalhamos para levar da 5ª à 8ª série e, depois, o ensino médio. Trouxemos também a universidade para formar professores. Educação muda o destino das pessoas e de uma cidade”, afirmou.

O candidato ao Senado citou ainda investimentos realizados durante seus governos em escolas, pavimentação de ruas, mecanização agrícola, eletrificação rural e infraestrutura. Lembrou que, quando assumiu o governo, vários municípios acreanos não contavam com estrutura aeroportuária adequada e que oito aeroportos foram implantados ou estruturados naquele período, entre eles o de Assis Brasil.

Um dos principais símbolos dessa transformação, segundo Jorge, foi a integração rodoviária do Acre com o Peru. Ele lembrou a presença do então presidente Fernando Henrique Cardoso na inauguração da estrada até Assis Brasil e, posteriormente, a vinda do presidente Lula para a inauguração da Ponte da Integração Brasil–Peru.

“Eu construí a Estrada do Pacífico desde o primeiro quilômetro de Brasiléia até Assis Brasil. O mais difícil nós fizemos: abrir a estrada, levar energia para a zona rural, fazer aeroportos, escolas, ruas e construir a integração com o Peru. Agora precisamos cuidar do que foi feito e usar essa infraestrutura para gerar emprego, produção e renda”, ressaltou.

Jorge afirmou que, se eleito senador, terá entre suas prioridades a defesa permanente da BR-317 e da Estrada do Pacífico, fundamentais para Assis Brasil e para a integração comercial do Acre com os países vizinhos.

Produção e uma classe média rural

Ao tratar do futuro econômico da região, Jorge destacou o crescimento das exportações acreanas e o potencial estratégico de Assis Brasil como porta de entrada e saída para o mercado internacional e o Porto de Chancay. Segundo ele, o Acre já alcançou cerca de US$ 74 milhões em exportações neste ano e pode chegar a aproximadamente US$ 120 milhões até dezembro.

Para Jorge, os números refletem também o fortalecimento da política comercial brasileira no governo do presidente Lula e o trabalho desenvolvido por ele à frente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O candidato defendeu que esse crescimento chegue diretamente aos produtores rurais. Entre as propostas, citou a implantação de sistemas integrados de produção para criação de aves e suínos, associados à agroindustrialização e à garantia de mercado.

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“Experiências como a Dom Porquito começaram ainda no nosso governo. Agora podemos avançar. Quero, como senador, ajudar a estruturar sistemas integrados para a criação de frangos e porcos também em Assis Brasil, garantindo assistência, produção, mercado e renda. Precisamos ajudar a construir uma classe média rural, com famílias produzindo, ganhando dinheiro e vivendo bem no campo”, afirmou.

Manoelzinho como representante de Assis Brasil

Jorge também ressaltou a importância de Assis Brasil ampliar sua representação política e destacou a candidatura do ex-prefeito e professor Manoelzinho a deputado estadual.

“Assis Brasil precisa ter alguém que conheça cada comunidade, cada dificuldade e cada potencialidade deste município defendendo seus interesses na Assembleia Legislativa. O professor Manoelzinho conhece essa realidade e pode ser uma voz importante para ajudar Assis Brasil”, declarou.

Thor defende desenvolvimento a partir das potencialidades de cada município

O candidato ao governo, Thor Dantas, afirmou que a passagem por Xapuri, Brasiléia e Assis Brasil reforça a necessidade de construir políticas públicas a partir das características e necessidades de cada região do Acre.

Segundo Thor, Assis Brasil não pode ser vista apenas como o último município da BR-317, mas como uma cidade estratégica para o desenvolvimento econômico do estado por sua localização na fronteira com Peru e Bolívia e sua conexão com a rota para o Pacífico.

“Assis Brasil está numa posição extraordinária. Aqui está uma das portas do Acre para o mundo. Precisamos transformar essa localização em oportunidade para quem vive aqui, fortalecendo a agricultura, a pecuária, a agroindústria, o comércio e criando condições para que os produtos acreanos cheguem a novos mercados”, afirmou.

Thor defendeu ainda a recuperação da capacidade de planejamento do Estado, com investimentos em infraestrutura, apoio à produção e presença efetiva do poder público nos municípios mais distantes da capital.

“O desenvolvimento não pode ficar concentrado em Rio Branco. O governo precisa olhar para Assis Brasil e enxergar tudo o que essa região pode produzir e gerar de riqueza. Nosso compromisso é fazer o Estado voltar a ser parceiro dos municípios, dos produtores e das pessoas que querem trabalhar e construir uma vida melhor”, disse.

A agenda em Assis Brasil integra uma série de atividades da Frente Ampla pelo Acre no Alto Acre. Depois dos atos realizados em Xapuri, na quinta-feira, 27, e Brasiléia, na sexta-feira, 28, a programação chegou neste sábado a Assis Brasil e segue para Epitaciolândia, encerrando a passagem dos candidatos pela região.

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“Vou ser o senador de Brasiléia, porque aqui tenho raízes”, afirma Jorge Viana durante lançamento da campanha da Frente Ampla no Alto Acre

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Ao lado de Thor Dantas e Socorro Rodrigues, candidato relembrou investimentos que transformaram o Alto Acre – Foto: Assessoria

Brasiléia recebeu, nesta sexta-feira, 28, o lançamento da campanha da Frente Ampla pelo Acre no município. O ato reuniu os candidatos ao Senado, Jorge Viana, ao Governo do Estado, Thor Dantas, e a vice-governadora, Socorro Rodrigues, além do ex-senador Aníbal Diniz, candidatos proporcionais, lideranças políticas, apoiadores e moradores do Alto Acre.

Marcado pela emoção, o encontro deu continuidade à agenda de lançamentos da Frente na região, iniciada na quinta-feira, 27, em Xapuri. Participaram também os candidatos a deputado federal André Kamai, Márcio Alécio, Neidinha, Virgílio Viana e Joãozinho, além dos candidatos a deputado estadual Iwlly, Manoelzinho, Edu, Cesário Braga e Padre Antônio.

Uma relação de raízes e afeto com Brasiléia

Em seu discurso, Jorge Viana lembrou que sua relação com Brasiléia vai além da política. Falou das raízes familiares no município, onde sua avó viveu, e recordou a ligação de seu pai, Wildy Viana, com a região. O nome de Wildy foi dado ao Hospital Regional do Alto Acre, construído durante o governo de Tião Viana e que se tornou uma das principais referências de saúde para a população da região.

“Eu tenho raízes aqui. Minha família tem uma história ligada a Brasiléia e ao Alto Acre. Se eu for senador, vou ser senador de Brasiléia, de cada município e de cada pessoa que vive neste estado. Política tem que ter sentimento, tem que ter causa. E a minha causa é o Acre. Quero trabalhar para ajudar o Acre a voltar a avançar”, afirmou Jorge.

O candidato lembrou ainda investimentos realizados na região durante os governos da Frente Popular, como a melhoria da ligação rodoviária entre Brasiléia e Assis Brasil, a integração pela Estrada do Pacífico, a ponte binacional que conecta Brasil e Bolívia, os investimentos na saúde e a implantação de políticas voltadas à produção e à industrialização.

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Produção e industrialização transformaram a economia do Alto Acre

Jorge destacou especialmente o modelo de desenvolvimento implantado para aproveitar a localização estratégica do Alto Acre, fortalecer a produção rural e agregar valor aos produtos acreanos. Entre os exemplos citados estão os polos moveleiros, a fábrica de beneficiamento de castanha de Brasiléia e os projetos que ajudaram a estruturar cadeias produtivas como a Acreaves e a Dom Porquito.

Segundo Jorge, essas iniciativas mostram que é possível conciliar produção, geração de empregos, industrialização e valorização de quem vive no campo.

“Quando pensamos a Estrada do Pacífico, não era apenas para ter uma estrada. Era para criar uma conexão do Acre com outros mercados e preparar nossa economia para produzir, industrializar e exportar. Projetos como a Acreaves e a Dom Porquito ajudaram a criar uma nova realidade no campo, com famílias aumentando sua renda e formando uma verdadeira classe média rural”, destacou.

Jorge citou a capacidade alcançada pelas cadeias produtivas instaladas no Alto Acre, com a Dom Porquito chegando a abater cerca de 650 suínos por dia e a produção avícola alcançando aproximadamente 25 mil aves por dia. Segundo ele, cerca de 80% do frango consumido no Acre é produzido a partir da estrutura instalada em Brasiléia.

O candidato também destacou o crescimento das exportações acreanas, que podem chegar a cerca de US$ 130 milhões até o fim do ano, como demonstração do potencial de uma economia baseada na produção, na agregação de valor e na abertura de mercados.

Thor defende novo ciclo de desenvolvimento

Thor Dantas afirmou que Brasiléia é uma demonstração concreta de que planejamento, infraestrutura e investimentos públicos podem transformar a economia de uma região e melhorar a vida das pessoas. Para ele, o desafio agora é recuperar essa capacidade de pensar o Acre a longo prazo.

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“O Alto Acre tem posição estratégica, tem produção, trabalhadores, empreendedores e uma enorme capacidade de crescer. O que precisamos é de um governo que volte a planejar, que ajude quem produz e que tenha coragem de pensar grande. Brasiléia já mostrou o que acontece quando infraestrutura, produção e industrialização caminham juntas”, afirmou Thor.

O candidato ao governo destacou que o Estado precisa voltar a atuar como indutor do desenvolvimento, criando condições para ampliar a produção, gerar empregos, fortalecer as cadeias produtivas e abrir novos mercados.

“Não podemos aceitar um Acre que apenas exporte matéria-prima e oportunidades. Precisamos produzir aqui, industrializar aqui, gerar emprego aqui e fazer a riqueza circular dentro do nosso estado. Queremos construir um novo ciclo de desenvolvimento, aproveitando experiências que deram certo e avançando muito mais”, disse.

“Quero trabalhar pelo Acre”

Ao encerrar sua participação, Jorge afirmou que decidiu voltar à disputa eleitoral por entender que pode contribuir para recuperar a capacidade de articulação política e de desenvolvimento do Estado.

Ele ressaltou que, como senador, pretende trabalhar em parceria com o governo federal, as prefeituras e o setor produtivo para buscar investimentos e criar novas oportunidades para os municípios.

“Eu quero ser senador para trabalhar pelo Acre. Quero ajudar Brasiléia, o Alto Acre e todos os municípios. Já fizemos muita coisa quando tivemos oportunidade, mas sei que há muito mais para fazer. Estou nessa caminhada porque acredito que o Acre pode voltar a dar esperança às pessoas, gerar oportunidades e seguir em frente”, concluiu Jorge.

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