Polícia
Operação Colapso prende 25 suspeitos e mira estrutura do crime organizado no Acre e em Goiás
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Ação cumpriu dezenas de mandados contra investigados por homicídios, tráfico de drogas e roubos – Foto: Arquivo/ MP-AC
Uma ofensiva de grande porte contra o crime organizado resultou na prisão de 25 pessoas nesta segunda-feira (24). Batizada de Operação Colapso, a ação teve como alvo suspeitos de envolvimento em homicídios, tráfico de drogas, roubos e outras atividades atribuídas a uma organização criminosa.
As equipes atuaram simultaneamente em Rio Branco, Porto Acre e Sena Madureira, além de Goiânia, em Goiás. O trabalho também alcançou o Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde, na capital acreana, onde medidas judiciais foram cumpridas contra investigados que já estavam no sistema prisional.
No total, a Justiça expediu 75 mandados, dos quais 44 eram de prisão preventiva e outros 31 de busca e apreensão. Até a divulgação do balanço da operação, 25 pessoas haviam sido presas. A investigação aponta que os suspeitos integrariam uma estrutura articulada para sustentar diferentes atividades criminosas, com destaque para o comércio ilegal de entorpecentes.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes encontraram munições, drogas e dinheiro em espécie. As apreensões ocorreram durante as buscas e deram origem também a situações de flagrante, que deverão ser incorporadas ao material reunido na investigação.
A Operação Colapso é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MP-AC), em parceria com a Polícia Militar do Acre (PM-AC). Segundo as apurações, havia integrantes com funções específicas dentro do esquema, inclusive responsáveis por pagamentos relacionados aos pontos utilizados para a comercialização de drogas.
De acordo com o Ministério Público, a escolha do nome “Colapso” está relacionada à dimensão da ofensiva e ao número de mandados expedidos. O objetivo da operação é atingir diferentes setores da estrutura investigada e provocar o enfraquecimento da organização ligada ao tráfico de drogas e a outros crimes no Acre.
Polícia
MP denuncia mulher por injúria racial contra Rainha do Rodeio da Expoacre e pede indenização de R$ 20 mil

Acusada teria chamado Erica Oliveira de “macaca” durante passagem da rainha pelo público – Foto: Arquivo pessoal
O Ministério Público do Acre (MP-AC) denunciou à Justiça uma mulher de 49 anos acusada de cometer injúria racial contra Erica Oliveira, Rainha do Rodeio da Expoacre 2026. O episódio aconteceu no dia 7 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco, enquanto Erica participava das atividades da feira e cumprimentava pessoas que acompanhavam o evento.
Segundo os relatos apresentados após o caso, Erica estava em um quadriciclo passando pelo público quando a mulher teria feito uma manifestação racista, afirmando que “uma macaca dessa não deveria nem ter ganhado”. Pessoas que acompanhavam a rainha ouviram a declaração e acionaram policiais militares que estavam nas proximidades. A suspeita foi localizada e conduzida à delegacia instalada no próprio parque.
A mulher acabou presa em flagrante e, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil na ocasião, teria admitido a fala, embora tenha tentado tratá-la como uma “brincadeira” e se colocado à disposição para pedir desculpas. Após passar por audiência de custódia no dia seguinte, ela recebeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas determinadas pela Justiça.
Com a denúncia apresentada, o MP-AC pediu o prosseguimento da ação penal e defendeu que continuem valendo as cautelares impostas à acusada. Entre as determinações estão a proibição de manter contato com Erica e com a testemunha do episódio. O Ministério Público também solicitou que o registro em vídeo relacionado ao caso seja preservado e disponibilizado durante o processo.
Além da responsabilização criminal, o órgão ministerial requer que, em eventual condenação, seja estabelecido o pagamento mínimo de R$ 20 mil por danos morais à Rainha do Rodeio. A quantia, segundo o pedido, não impede que uma indenização maior seja posteriormente discutida na esfera cível. O nome da denunciada não foi divulgado.
Erica Oliveira conquistou o título de Rainha do Rodeio da Expoacre 2026 em 25 de julho, recebendo prêmio de R$ 10 mil e passando a representar oficialmente a feira em sua programação. Após o episódio de racismo, ela se manifestou publicamente e destacou a importância de denunciar situações de preconceito. “Em nenhum momento o silêncio protege a vítima”, afirmou Erica ao comentar o caso nas redes sociais.
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