RIO BRANCO
Pesquisar
Close this search box.

Política

Cartórios de protesto ampliam rede no Acre e quase 4 mil empresas e instituições já utilizam sistema de cobrança extrajudicial

Publicados

Política

51 novos convênios foram firmados no Acre desde janeiro; em âmbito nacional, número é superior a 400 – Foto: Assessoria

O sistema de protesto extrajudicial segue ampliando sua rede de empresas e instituições conveniadas em 2026. De janeiro até esta semana, foram realizados 51 novos convênios no Acre e 404 em âmbito nacional para utilização da ferramenta de cobrança por meio dos cartórios de protesto.

Os convênios permitem que empresas, instituições financeiras, órgãos públicos e outros credores encaminhem títulos vencidos para protesto, criando uma alternativa extrajudicial para a recuperação de valores em aberto.

No Acre, o crescimento das novas adesões amplia a quantidade de credores habilitados a utilizar o sistema. Atualmente, 3.977 empresas e instituições estão cadastradas para encaminhar títulos aos cartórios de protesto no estado.

O procedimento pode ser utilizado quando há inadimplência e permite buscar a regularização da dívida sem a necessidade imediata de recorrer ao Judiciário. A partir do encaminhamento do título, o devedor é comunicado e pode efetuar o pagamento ou buscar a regularização da pendência.

Leia Também:  Socorro Neri é a única parlamentar da bancada do Acre premiada no Congresso em Foco 2026 e conquista reconhecimento pelo terceiro ano

A expansão dos convênios ocorre em um cenário de fortalecimento do protesto como instrumento de recuperação de crédito. Levantamentos divulgados anteriormente pelos cartórios mostram que milhares de títulos são apresentados para protesto no Acre, envolvendo valores que chegam a centenas de milhões de reais.

Além de ampliar as possibilidades de recuperação dos recursos pelos credores, o mecanismo favorece a negociação de dívidas e pode reduzir a necessidade de abertura de processos judiciais para cobranças que podem ser solucionadas pela via extrajudicial.

Propaganda

Política

Jorge Viana retorna ao Polo Wilson Pinheiro, relembra projeto criado em sua gestão e defende retomada de políticas para agricultura familiar

Publicados

em

Candidato ao Senado reencontrou produtores rurais, ouviu relatos de famílias que vivem no local há mais de duas décadas  – Foto: Assessoria

O candidato ao Senado Jorge Viana visitou, nesta quarta-feira, 26, o Polo Agroflorestal Wilson Pinheiro, na região da Transacreana, em Rio Branco. Implantado em 1999, durante seu primeiro ano como governador do Acre, o polo integra uma política pública iniciada ainda em sua gestão como prefeito da capital, voltada ao acesso à terra, à agricultura familiar, à produção de alimentos e à geração de renda.

A visita reuniu produtores rurais na casa do presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar e Economia Solidária do Vale do Baixo Acre (Coopafes), Antônio Werneck, e de sua esposa, Laura. Em clima de reencontro, Jorge preparou e serviu aos agricultores o café produzido por ele, enquanto ouviu histórias de famílias que vivem no polo desde sua implantação e conversou sobre as dificuldades enfrentadas atualmente por quem produz no campo.

“Não foi apenas uma semente: ela frutificou”

Jorge se emocionou com os relatos e afirmou que encontrar famílias que construíram suas vidas a partir do projeto reforça sua disposição de continuar trabalhando pelo Acre.

“É impressionante e muito emocionante voltar aqui e ver um projeto que deu certo, encontrar pessoas que prosperaram e acreditaram em uma política que concebemos há mais de 20 anos. Os polos agroflorestais estão entre os projetos mais importantes que fizemos na Prefeitura de Rio Branco e no Governo do Estado. Não foi apenas uma semente: ela frutificou. Hoje, ouvir pessoas contando que criaram seus filhos e agora veem seus netos aqui é muito gratificante”, afirmou.

Leia Também:  Socorro Neri é a única parlamentar da bancada do Acre premiada no Congresso em Foco 2026 e conquista reconhecimento pelo terceiro ano

A experiência dos polos agroflorestais começou em 1993, quando Jorge era prefeito de Rio Branco, com uma proposta de acesso à terra adaptada à realidade amazônica. O modelo associava produção familiar, sistemas agroflorestais, geração de renda e preservação ambiental, além de prever infraestrutura, assistência técnica e apoio à comercialização. Anos depois, a política foi ampliada durante sua gestão no Governo do Acre.

Implantado em 1999, o Polo Wilson Pinheiro começou com aproximadamente 40 famílias distribuídas em uma área de cerca de 300 hectares. Mais de duas décadas depois, segundo os próprios moradores, cerca de 190 famílias vivem na localidade, produzindo macaxeira, banana, hortaliças e folhagens, além da criação de galinhas, porcos e outros pequenos animais.

Presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais do Polo Wilson Pinheiro e uma das moradoras mais antigas da comunidade, Sheila destacou a transformação proporcionada pelo projeto e defendeu a retomada de políticas voltadas ao campo.

“É uma alegria receber o Jorge aqui depois de tantos anos. Hoje temos nosso lugar, trabalhamos, vivemos e vimos nossas famílias crescerem aqui. Precisamos novamente de políticas voltadas para o homem e a mulher do campo, de alguém que olhe para quem produz. E o Jorge sempre teve esse olhar”, comentou Sheila.

Gratidão de quem ajudou a construir a história do polo

Para Antônio Werneck, presidente da Coopafes, o encontro foi marcado principalmente pelo sentimento de gratidão. Ele lembrou que alguns dos primeiros moradores do polo participaram da reunião e compartilharam relatos sobre como suas vidas mudaram desde a implantação do projeto.

Leia Também:  Debandada no Bujari: cerca de 30 lideranças rompem com Michel Marques e passam a integrar grupo do senador Alan Rick

“A gente mora em um lugar maravilhoso que ele ajudou a construir. Muitos dos primeiros moradores estavam aqui hoje e se emocionaram contando onde viviam antes e a vida que conseguiram construir. O sentimento é de gratidão, porque não estamos falando de alguém que está apenas dizendo o que pretende fazer, mas de alguém que já fez e que pode continuar ajudando”, disse Werneck.

Durante a conversa, os agricultores também apresentaram demandas relacionadas à produção, assistência ao campo, escoamento e comercialização. Jorge afirmou que políticas bem-sucedidas precisam ser fortalecidas e atualizadas para atender às necessidades atuais das famílias rurais.

“Quem produz no campo precisa de estrada, assistência técnica, crédito, condições para produzir e mercado para vender. É lamentável ver políticas que deram certo perderem apoio ao longo do tempo. Precisamos voltar a cuidar de quem produz o alimento que chega à mesa de todos nós”, ressaltou.

Jorge afirmou ainda que reencontrar os resultados de políticas implantadas durante suas gestões é uma das razões que o motivam a permanecer na vida pública.

“Quando vejo um projeto como esse vivo, com famílias trabalhando e contando suas histórias, tenho ainda mais estímulo para seguir na política e lutar para que o Acre volte a dar certo. Temos problemas sérios hoje, mas podemos construir dias melhores com compromisso, trabalho e políticas públicas que realmente melhorem a vida das pessoas”, concluiu.

Veja o vídeo:

Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA