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Áudio: Briga antecipada por poder coloca Clodoaldo Rodrigues em rota de confronto com o deputado Coronel Ulysses

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Áudio revela ultimato, tentativa de controle e briga antecipada por poder dentro do próprio campo político.

A disputa por poder no Vale do Juruá começou cedo e de forma nada republicana. Um áudio atribuído ao deputado estadual Clodoaldo Rodrigues escancara uma crise interna marcada por ciúmes políticos, insegurança e tentativa de imposição de autoridade, tendo como pano de fundo o deputado federal Coronel Ulysses, conhecido mais por defender Jair Bolsonaro do que por apresentar resultados concretos para a população do Acre.

Longe de representar uma ameaça real de avanço político, a simples presença de Coronel Ulysses no debate parece ter sido suficiente para provocar descontrole e reações agressivas por parte de Clodoaldo. O episódio revela que o problema não é disputa de projetos ou ideias, mas sim medo de perder protagonismo e controle sobre aliados.

No áudio que circula entre eleitores e lideranças da região, Clodoaldo faz um ultimato explícito, exigindo fidelidade absoluta e tratando apoiadores como peças descartáveis. A mensagem é clara: quem não se submeter integralmente ao seu comando deve ser excluído, sem diálogo ou respeito à liberdade política.

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“Agora você decide se fica comigo ou com o Coronel Ulysses. Quem manda no meu grupo sou eu. Se escolher ele, a gente corta qualquer relação”, afirma o deputado no áudio.

A fala escancara uma prática política autoritária e ultrapassada, baseada na intimidação e na lógica do “ou comigo ou contra mim”. Ao afirmar que decide sozinho os rumos do grupo e que não aceita divergências, Clodoaldo demonstra uma visão personalista do mandato, distante dos princípios democráticos e do respeito às escolhas individuais.

O episódio deixa claro que, no Juruá, a pré-disputa eleitoral já começou marcada por brigas internas, vaidade e ciúme político, enquanto os reais problemas da população ficam em segundo plano. Em vez de discutir propostas, soluções ou resultados concretos para a região, parte da classe política parece mais preocupada em proteger espaços de poder e silenciar qualquer ameaça, real ou imaginária.

Ouça o áudio:

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“O senhor quer dinheiro, papai?”: Reportagem de O Globo coloca Eduardo Velloso no centro de polêmica sobre emendas ligadas à família

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Eduardo Velloso envia dinheiro público para hospital da própria família e expõe prática questionável.

O deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC) entrou definitivamente no centro de uma polêmica nacional ao ser citado em reportagem do jornal O Globo por destinar emendas parlamentares a uma entidade ligada diretamente à sua família. O caso escancara uma prática que, embora travestida de legalidade, afronta princípios básicos da moralidade administrativa e do interesse público.

Segundo a apuração do jornal, R$ 331,1 mil em recursos públicos indicados por Velloso foram parar no hospital pertencente ao seu próprio pai, o médico oftalmologista Paulo Velloso. A destinação levanta suspeitas de favorecimento e reforça a percepção de que parte do Congresso utiliza as emendas como instrumento de benefício privado, e não como política pública.

A situação ganha ainda mais gravidade por ocorrer no momento em que o Supremo Tribunal Federal, por determinação do ministro Flávio Dino, promove um pente-fino rigoroso sobre o uso de emendas destinadas a ONGs. O objetivo é justamente identificar desvios, conflitos de interesse e a falta de transparência em repasses que cresceram de forma explosiva nos últimos anos.

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Dados levantados pelo O Globo mostram que os recursos destinados a ONGs saltaram dez vezes desde 2019, atingindo o volume recorde de R$ 1,7 bilhão em 2025. Uma parcela significativa desse dinheiro foi canalizada para entidades ligadas a familiares, ex-assessores e aliados políticos, revelando um sistema que transforma verbas públicas em moeda de troca política.

No caso de Eduardo Velloso, a relação direta entre o parlamentar e o beneficiário do recurso não deixa espaço para discursos evasivos. O dinheiro não foi destinado a uma política pública ampla ou estruturante, mas a uma instituição com vínculo familiar direto, o que agrava a crítica e amplia o questionamento público sobre suas reais prioridades como representante do Acre.

Outro ponto que aprofunda a controvérsia é o próprio modelo de repasse. As emendas podem ser transferidas diretamente para contas de entidades, sem licitação ou chamamento público, reduzindo o controle social e abrindo brechas para abusos. Trata-se de um sistema que favorece acordos de bastidores e dificulta a fiscalização efetiva.

Mesmo após a aprovação de uma resolução do Congresso, em julho de 2025, prometendo mais critérios e transparência, os fatos demonstram que o problema não é apenas normativo, mas político e ético. Casos como o de Eduardo Velloso reforçam a crítica de que, enquanto o discurso fala em responsabilidade e zelo com o dinheiro público, a prática segue marcada por interesses pessoais e familiares.

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