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Secretário de Bocalom prioriza ativismo bolsonarista e convoca ato contra STF enquanto Rio Branco enfrenta crise no acolhimento social

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Sem resolver crise social, secretário de Bocalom aposta em radicalização política e convoca ato contra Xandão.

O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, João Marcus Luz, voltou a gerar polêmica ao convocar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma manifestação marcada para o dia 1º de março, no Lago do Amor. O ato, chamado de “Acorda Brasil”, tem como alvo o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal, além de defender anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.

A convocação acontece em um momento crítico para a capital acreana. Cresce visivelmente o número de pessoas em situação de rua, espalhadas por diferentes bairros e áreas centrais da cidade, sem que a Secretaria responsável apresente respostas efetivas em políticas de acolhimento, assistência e reinserção social. Para moradores e lideranças comunitárias, a prioridade do gestor parece estar longe dos problemas reais enfrentados pela população mais vulnerável.

Críticos apontam que João Marcus Luz tem dedicado mais tempo ao ativismo político do que às atribuições do cargo. Nos bastidores, o secretário é visto como possível pré-candidato a deputado federal em 2026 e tenta dialogar diretamente com o eleitorado mais radical da direita, apostando em discursos de confronto e mobilização ideológica.

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A postura do secretário recai diretamente sobre o prefeito Tião Bocalom, já que João Marcus integra o primeiro escalão da gestão municipal. Até o momento, Bocalom não se manifestou publicamente sobre a convocação do ato político nem sobre as críticas à falta de ações concretas para enfrentar o avanço da população em situação de rua. Para muitos, o silêncio do prefeito soa como anuência às prioridades do auxiliar.

O movimento articulado pelo secretário reforça a narrativa de ataque às instituições democráticas, especialmente ao STF, órgão responsável por julgar os envolvidos na tentativa de ruptura democrática. Para setores da sociedade civil, é contraditório que o titular de uma pasta ligada aos direitos humanos estimule atos que atacam a Justiça e defendem investigados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Enquanto isso, a cidade segue convivendo com abrigos lotados, ausência de programas estruturados de cuidado contínuo e falta de políticas públicas capazes de devolver dignidade a quem vive nas ruas. “Antes de chamar manifestação, ele deveria mostrar serviço, ampliar vagas de acolhimento e apresentar resultados reais”, resume um líder comunitário ouvido pela reportagem.

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Para muitos observadores, se João Marcus Luz pretende disputar um cargo eletivo, deveria primeiro cumprir a função que lhe cabe como secretário, reorganizar prioridades e demonstrar compromisso com a população de Rio Branco. Afinal, militância política não substitui gestão, e quem paga o preço dessa inversão são justamente os mais pobres e esquecidos da capital acreana.

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Veja o vídeo: Vereador André Kamai celebra projeto do presidente Lula que põe fim à escala 6×1 e convoca pressão popular sobre Congresso

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O fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho, diz vereador – Foto: Paulo Murilo

Na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai levou à tribuna um discurso marcado por tom histórico e sensível ao cotidiano dos trabalhadores. O parlamentar celebrou o envio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um projeto de lei ao Congresso Nacional, em regime de urgência, que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil.

Para Kamai, a medida vai além de uma simples reorganização do tempo de serviço. “Isso é a possibilidade de garantir dignidade, de garantir qualidade de vida aos trabalhadores e às trabalhadoras desse país”, afirmou. Em sua fala, ele resgatou marcos históricos para sustentar o argumento de que avanços sociais não impedem o desenvolvimento econômico. “A jornada já foi de 48 horas, foi reduzida para 44 na Constituição de 1988, e o Brasil não quebrou. Pelo contrário, cresceu”, destacou.

O vereador também rebateu críticas comuns ao projeto, especialmente a ideia de que o fim da escala 6×1 geraria desemprego. “Não é real. Acho que o fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho e aumentar a produtividade”, pontuou, ao defender que o mercado tende a se adaptar às mudanças.

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Um dos pontos mais enfáticos do discurso foi o olhar para a realidade das mulheres trabalhadoras. Kamai destacou que, mesmo fora do ambiente formal, muitas seguem submetidas a jornadas contínuas dentro de casa. “Uma mulher que trabalha numa escala 6×1 não tem um dia de descanso. O único dia que ela tem é para trabalhar em casa”, afirmou, relacionando o debate à estrutura social ainda marcada por desigualdades de gênero.

Além de defender a proposta, Kamai fez um chamado direto à sociedade acreana para que participe ativamente do debate. O parlamentar convocou a população a pressionar os deputados federais e senadores do Acre pela aprovação do projeto, destacando que a mobilização popular será decisiva para o avanço da matéria no Congresso Nacional. “É fundamental que a gente cobre nossos representantes para que aprovem esse projeto”, reforçou.

O parlamentar também ressaltou que a proposta prevê regras de transição para adaptação do setor produtivo e não impede que trabalhadores busquem outras fontes de renda, caso desejem. Ao contrário, segundo ele, amplia possibilidades ao garantir mais tempo livre.

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Encerrando o pronunciamento, Kamai reforçou o sentido humano da proposta: “O trabalho precisa permitir tempo para os filhos, para estudar, para cuidar da saúde e da própria vida”. Para ele, a redução da jornada, sem diminuição salarial, representa um passo importante para um país mais justo, produtivo e equilibrado.

A proposta segue agora para debate no Congresso Nacional, onde deve mobilizar diferentes setores da sociedade. Em Rio Branco, no entanto, o tema já ecoa como um chamado à valorização de quem sustenta, com seu trabalho, o desenvolvimento do país.

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