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Dois desgastes que Mailza Assis vai carregar nas costas: Jerry Correia da Operação Venalis e Gladson Cameli da Operação Ptolomeu

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Entre a Venalis e a Ptolomeu: Mailza Assis herda o peso político de Jerry Correia e Gladson Cameli – Arte: Alemão Monteiro

Desde que assumiu o governo do Acre, Mailza Assis passou a enfrentar não apenas os desafios administrativos do estado, mas também o peso político das alianças que carrega ao seu lado. Entre os nomes mais próximos estão o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, e o ex-governador Gladson Cameli, ambos envolvidos em investigações que ganharam grande repercussão.

No Alto Acre, Jerry Correia virou alvo de críticas após a deflagração da Operação Venalis, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraude em licitações na Prefeitura de Assis Brasil. A ação resultou no afastamento de servidores e reforçou, para parte da população, a imagem de uma gestão cercada por questionamentos. Desde então, cresce a cobrança para que o prefeito explique de forma clara os fatos investigados.

Já Gladson Cameli enfrenta uma situação ainda mais delicada. Réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele responde por acusações graves como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, peculato e fraude à licitação. As investigações da Operação Ptolomeu apontam para desvios de milhões em contratos públicos, colocando seu nome no centro de um dos casos mais sensíveis da política acreana.

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A ligação direta desses dois nomes com Mailza Assis amplia o desgaste político do atual governo. Ambos são considerados pilares do grupo político que sustenta sua gestão, especialmente em regiões estratégicas como o Alto Acre. Para muitos eleitores, no entanto, a associação levanta dúvidas sobre a coerência do discurso de responsabilidade e transparência.

Nos bastidores, a avaliação é de que Mailza terá dificuldade em se descolar das imagens de Jerry e Gladson, principalmente após as operações policiais ganharem destaque. A percepção popular, em muitos casos, não separa as figuras políticas, tratando o grupo como um bloco único, o que pode transformar os problemas individuais em um desgaste coletivo.

Diante desse cenário, cresce a pergunta que ecoa nas ruas: como pedir confiança da população enquanto aliados próximos são alvos de investigações? A resposta passa, inevitavelmente, pela postura que o governo adotará diante das denúncias e pela disposição em enfrentar os questionamentos de forma transparente.

Com o cenário eleitoral se aproximando, Mailza Assis se vê diante de um dilema político claro: manter ao seu lado figuras consideradas estratégicas, mas desgastadas, ou tentar reconstruir sua imagem diante de uma população cada vez mais atenta e crítica aos rumos da gestão pública no Acre.

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Veja o vídeo: Vereador André Kamai celebra projeto do presidente Lula que põe fim à escala 6×1 e convoca pressão popular sobre Congresso

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O fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho, diz vereador – Foto: Paulo Murilo

Na Câmara Municipal de Rio Branco, o vereador André Kamai levou à tribuna um discurso marcado por tom histórico e sensível ao cotidiano dos trabalhadores. O parlamentar celebrou o envio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de um projeto de lei ao Congresso Nacional, em regime de urgência, que propõe o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil.

Para Kamai, a medida vai além de uma simples reorganização do tempo de serviço. “Isso é a possibilidade de garantir dignidade, de garantir qualidade de vida aos trabalhadores e às trabalhadoras desse país”, afirmou. Em sua fala, ele resgatou marcos históricos para sustentar o argumento de que avanços sociais não impedem o desenvolvimento econômico. “A jornada já foi de 48 horas, foi reduzida para 44 na Constituição de 1988, e o Brasil não quebrou. Pelo contrário, cresceu”, destacou.

O vereador também rebateu críticas comuns ao projeto, especialmente a ideia de que o fim da escala 6×1 geraria desemprego. “Não é real. Acho que o fim da escala 6×1 vai gerar emprego, abrir mais possibilidades de trabalho e aumentar a produtividade”, pontuou, ao defender que o mercado tende a se adaptar às mudanças.

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Um dos pontos mais enfáticos do discurso foi o olhar para a realidade das mulheres trabalhadoras. Kamai destacou que, mesmo fora do ambiente formal, muitas seguem submetidas a jornadas contínuas dentro de casa. “Uma mulher que trabalha numa escala 6×1 não tem um dia de descanso. O único dia que ela tem é para trabalhar em casa”, afirmou, relacionando o debate à estrutura social ainda marcada por desigualdades de gênero.

Além de defender a proposta, Kamai fez um chamado direto à sociedade acreana para que participe ativamente do debate. O parlamentar convocou a população a pressionar os deputados federais e senadores do Acre pela aprovação do projeto, destacando que a mobilização popular será decisiva para o avanço da matéria no Congresso Nacional. “É fundamental que a gente cobre nossos representantes para que aprovem esse projeto”, reforçou.

O parlamentar também ressaltou que a proposta prevê regras de transição para adaptação do setor produtivo e não impede que trabalhadores busquem outras fontes de renda, caso desejem. Ao contrário, segundo ele, amplia possibilidades ao garantir mais tempo livre.

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Encerrando o pronunciamento, Kamai reforçou o sentido humano da proposta: “O trabalho precisa permitir tempo para os filhos, para estudar, para cuidar da saúde e da própria vida”. Para ele, a redução da jornada, sem diminuição salarial, representa um passo importante para um país mais justo, produtivo e equilibrado.

A proposta segue agora para debate no Congresso Nacional, onde deve mobilizar diferentes setores da sociedade. Em Rio Branco, no entanto, o tema já ecoa como um chamado à valorização de quem sustenta, com seu trabalho, o desenvolvimento do país.

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