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Reforma do Palácio Rio Branco dispara de R$ 2,3 milhões para quase R$ 4 milhões e levanta questionamentos sobre gastos do governo Gladson Cameli
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Obra em prédio histórico é entregue com custo elevado enquanto população cobra transparência e prioridade em áreas essenciais – Foto: Diego Gurgel/ Secom
O que era para ser uma obra de pouco mais de R$ 2,3 milhões terminou custando quase R$ 4 milhões aos cofres públicos. A reforma do Palácio Rio Branco, sede do governo do Acre, entregue no último sábado (21), expõe um aumento expressivo de gastos sob a gestão do governador Gladson Cameli e levanta críticas sobre a condução e as prioridades da administração estadual.
Embora a obra tenha sido apresentada como necessária para a preservação do patrimônio histórico, críticos apontam que o salto no valor final evidencia falhas de planejamento ou falta de controle sobre os recursos. A ampliação de quase R$ 1,5 milhão em relação ao valor inicial chama atenção, especialmente em um estado que enfrenta dificuldades em áreas como saúde, infraestrutura e segurança.
O governo afirma que os recursos são provenientes de emenda parlamentar federal, mas isso não afasta a responsabilidade sobre a forma como o dinheiro foi aplicado. Para muitos, o uso de milhões em um prédio administrativo e turístico levanta dúvidas sobre as reais prioridades da gestão estadual.
A reforma incluiu serviços como troca de instalações elétricas e hidráulicas, nova pintura, recuperação de pisos e melhorias na climatização. No entanto, apesar da lista de intervenções, há quem questione se o custo final condiz com as melhorias realizadas, sobretudo diante da realidade enfrentada por outros órgãos públicos.
Outro ponto destacado pela gestão foi a ampliação da acessibilidade, com instalação de rampas e melhorias na circulação interna. Ainda assim, especialistas e moradores apontam que políticas públicas mais urgentes, como acessibilidade em unidades de saúde e escolas, continuam sem a mesma atenção e investimento.
Além do prédio principal, também foram realizadas intervenções nas praças ao redor do palácio, com serviços de paisagismo, recuperação de calçadas e revitalização de estruturas como fontes e chafarizes. Apesar disso, a população questiona se esses investimentos são prioridade diante de demandas básicas ainda não resolvidas.
A entrega da obra ocorre em um momento em que o Acre enfrenta desafios estruturais importantes, principalmente no setor da saúde, frequentemente alvo de críticas por falta de profissionais, equipamentos e melhorias nas unidades hospitalares.
Para analistas políticos, o investimento elevado em um símbolo do poder estatal pode ser interpretado como um gesto mais voltado à imagem institucional do governo do que à solução de problemas concretos enfrentados pela população.
O Palácio Rio Branco é, de fato, um dos principais patrimônios históricos do estado, tombado e com importância cultural reconhecida. No entanto, o debate que se impõe não é sobre sua relevância, mas sobre o custo da intervenção e a transparência na execução da obra.
Diante disso, cresce a pressão para que o governo de Gladson Cameli apresente explicações mais detalhadas sobre os gastos e critérios adotados, em um cenário onde cada centavo do dinheiro público tem sido cada vez mais cobrado pela sociedade acreana.
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Socorro Neri garante emenda para atendimento a pacientes com lúpus e para construção de Centro de Referência em Doenças Autoimunes

A deputada federal Socorro Neri anunciou, nesta sexta-feira (29), a destinação de recursos para fortalecer a assistência às pessoas que convivem com lúpus e outras doenças autoimunes no Acre. O anúncio foi feito durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a convite do deputado estadual Pablo Bregense, que reuniu pacientes, familiares, profissionais de saúde e representantes de entidades da sociedade civil.
Durante o encontro, a parlamentar confirmou a destinação de emenda parlamentar para o custeio de consultas, exames e atendimentos especializados na rede pública de saúde. Além disso, anunciou que também destinará recursos para viabilizar a implantação de um Centro de Referência para Doenças Autoimunes no estado, uma das principais reivindicações dos pacientes.
Segundo Socorro Neri, os relatos apresentados durante a audiência reforçam a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.
“Fiquei profundamente tocada com as histórias que ouvimos. São pessoas que enfrentam diariamente os desafios impostos pela doença e, muitas vezes, também a dificuldade para acessar exames, consultas e acompanhamento especializado. O nosso mandato estará ao lado dessa luta, tanto na destinação de recursos quanto na cobrança por políticas públicas que garantam atendimento digno a essas famílias”, afirmou.

A parlamentar destacou que o futuro Centro de Referência poderá concentrar serviços especializados e oferecer acompanhamento multiprofissional, reduzindo a peregrinação de pacientes em busca de atendimento.
O deputado estadual Pablo Bregense agradeceu a parceria da deputada e ressaltou a importância do anúncio para fortalecer a rede de cuidado às pessoas com doenças autoimunes no Acre.
O lúpus é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico passa a atacar células e tecidos saudáveis do próprio organismo, podendo comprometer órgãos como rins, pulmões, coração, pele e articulações. Embora não tenha cura, o tratamento adequado é fundamental para garantir qualidade de vida e controlar os sintomas.
Ao final da audiência, Socorro Neri reafirmou que seguirá atuando para ampliar os investimentos na saúde pública e garantir que os pacientes com doenças autoimunes tenham acesso ao atendimento especializado que necessitam.

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