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Ponte de R$ 36 milhões construída no governo Gladson Cameli desaba em Sena Madureira, deixa quatro feridos e uma vítima em estado gravíssimo

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Estrutura inaugurada como símbolo de desenvolvimento caiu menos de três anos após a entrega e levanta sérios questionamentos sobre a qualidade da obra.

O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, transformou uma das obras mais emblemáticas do governo do ex-governador Gladson Cameli em um dos episódios mais graves da infraestrutura acreana dos últimos anos. A queda da estrutura deixou quatro pessoas feridas, sendo uma delas em estado gravíssimo, provocando comoção e revolta entre moradores do município.

Construída com investimento de aproximadamente R$ 36 milhões dos cofres públicos, a ponte foi apresentada pelo governo estadual como uma solução definitiva para ligar o Centro ao Segundo Distrito da cidade. Na época da inauguração, autoridades classificaram a obra como um marco histórico para o desenvolvimento econômico e social da região.

Entretanto, menos de três anos após sua entrega, a estrutura entrou em colapso. O caso chama atenção porque obras dessa magnitude são projetadas para durar décadas, e não para apresentar problemas graves em um período tão curto de funcionamento.

A situação levanta questionamentos sobre a qualidade da execução, os estudos técnicos realizados antes da construção e o acompanhamento feito pelos órgãos responsáveis após a entrega da obra. Afinal, milhões de reais foram investidos em um projeto que deveria garantir segurança à população.

Antes do desabamento, a ponte já havia sido interditada preventivamente após o surgimento de problemas relacionados ao avanço do fenômeno conhecido como “terras caídas” nas margens do Rio Iaco. Mesmo com os alertas, a situação evoluiu até resultar na queda de parte da estrutura.

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Segundo informações divulgadas pelo próprio Deracre, intervenções e fiscalizações anteriores não haviam identificado comprometimentos estruturais que justificassem um colapso tão rápido. Esse fato amplia ainda mais as dúvidas sobre o monitoramento realizado ao longo dos últimos anos.

O acidente deixou vítimas e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, profissionais da Secretaria de Estado de Saúde e equipes de resgate que atuaram durante toda a operação para socorrer os feridos.

De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Edinaldo Muniz, de 54 anos, sofreu traumatismo craniano, trauma abdominal interno e lesão renal. O estado de saúde dele foi considerado grave e o paciente precisou ser transferido para Rio Branco.

Outra vítima, Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, foi apontado como o caso mais delicado entre os resgatados. Segundo a Sesacre, ele sofreu fratura no fêmur, apresentava pupilas dilatadas e foi encaminhado para a sala vermelha em estado gravíssimo antes de ser transferido para a capital.

Já Ednei Muniz, de 51 anos, apresentou fraturas decorrentes do impacto, mas seu quadro foi considerado estável pelas equipes médicas que prestaram atendimento inicial em Sena Madureira.

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O quarto ferido identificado foi Weverton Murieta, de 34 anos. Conforme o boletim médico, ele sofreu escoriações e pequenos ferimentos, permanecendo em estado estável após o resgate.

O desabamento da ponte representa um duro golpe para uma obra que foi amplamente utilizada como vitrine administrativa durante o governo Gladson Cameli. O empreendimento era frequentemente citado como uma das principais realizações de infraestrutura da gestão estadual.

Agora, além dos prejuízos causados à mobilidade urbana de Sena Madureira, o acidente também coloca em debate a necessidade de maior rigor na fiscalização de obras públicas milionárias. Moradores cobram respostas sobre como uma estrutura recém-inaugurada chegou a esse ponto.

A interrupção da principal ligação entre o Centro e o Segundo Distrito afeta diretamente milhares de pessoas que dependem da travessia para acessar escolas, unidades de saúde, comércios e serviços públicos essenciais.

Enquanto equipes técnicas investigam as causas do desabamento, cresce a pressão para que sejam apuradas todas as responsabilidades envolvendo o projeto, a execução e a fiscalização da obra. Para a população acreana, a principal pergunta continua sem resposta: como uma ponte de R$ 36 milhões, apresentada como símbolo de progresso, pôde desabar em menos de três anos e deixar pessoas feridas, incluindo uma vítima em estado gravíssimo?

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Ministério Público abre investigação sobre desabamento da Ponte Frei Paolino, obra de R$ 36 milhões construída no governo Gladson Cameli

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Promotoria de Sena Madureira instaura procedimento para apurar causas da queda da estrutura e possíveis responsabilidades administrativas e criminais

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para investigar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. A apuração busca identificar as circunstâncias que levaram à queda da estrutura e verificar possíveis responsabilidades de agentes públicos, empresas contratadas e demais envolvidos na execução e fiscalização da obra.

A investigação está sendo conduzida pela Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira, que determinou uma série de medidas para reunir elementos técnicos e documentais capazes de esclarecer os fatos. O caso ganha grande repercussão devido à importância da ponte para a mobilidade da população e ao volume de recursos públicos investidos na obra.

Entre as providências determinadas pelo Ministério Público estão a realização de perícia técnica especializada, vistorias no local do desabamento, requisição de documentos e informações aos órgãos públicos competentes, além da coleta de dados junto às empresas que participaram da construção e da manutenção da estrutura.

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O MPAC informou ainda que haverá atuação integrada das áreas criminal e de defesa do patrimônio público, permitindo uma investigação mais ampla sobre eventuais falhas de planejamento, execução, fiscalização e aplicação de recursos públicos relacionados à ponte.

Para reforçar os trabalhos de apuração, o Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público já deslocou uma equipe especializada para Sena Madureira. Os técnicos serão responsáveis por realizar inspeções detalhadas e auxiliar na produção de laudos que possam apontar as causas do desabamento.

A investigação também poderá analisar decisões tomadas durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli, período em que foram executadas ações e investimentos em infraestrutura no estado. O objetivo é verificar se houve cumprimento adequado das normas técnicas, contratuais e legais durante todas as etapas relacionadas à obra.

Em nota oficial, o MPAC reafirmou seu compromisso com a transparência, a defesa do patrimônio público e a responsabilização de eventuais envolvidos caso sejam constatadas irregularidades. O órgão destacou que todas as medidas necessárias serão adotadas para garantir o completo esclarecimento dos fatos e a proteção do interesse público.

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