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Bocalom quer transformar Acre em hub logístico e aposta em ligação com o Pacífico para atrair investimentos internacional

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(Assessoria) – Por muito tempo, a localização do Acre, distante dos grandes centros consumidores e dos principais portos brasileiros, foi associada ao isolamento. No Plano de Governo de Tião Bocalom (Federação PSDB/Cidadania), a proposta é mudar essa perspectiva e transformar a posição geográfica do estado em uma vantagem para ampliar negócios, atrair investimentos e fortalecer a integração comercial com países vizinhos.

A estratégia apresentada pelo candidato prevê o fortalecimento das relações com o Peru e a Bolívia e a criação de condições para que o Acre se consolide como um hub logístico transfronteiriço, conectando produtores e empresas brasileiras aos mercados andinos e, por meio do Oceano Pacífico, a destinos na Ásia.

O plano estabelece como uma das prioridades o fortalecimento de acordos institucionais com departamentos peruanos para impulsionar a integração logística e o fluxo comercial. A proposta também considera o acesso aos portos peruanos de Matarani, Ilo e Chancay, ampliando as possibilidades de entrada e saída de mercadorias por uma rota alternativa.

A localização do Acre favorece essa estratégia. O estado possui fronteiras internacionais com Peru e Bolívia e está inserido em uma área de conexão entre a Amazônia brasileira e os países andinos. Um estudo recente do Fórum Empresarial do Acre, aponta que Peru e Bolívia responderam por 99,12% do fluxo comercial do Acre com os países andinos entre 2019 e 2025, com o Peru concentrando 79,98% e a Bolívia, 19,15%.

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A proximidade com o Pacífico ganha ainda mais relevância com a entrada em operação do Porto de Chancay, no Peru. O terminal cria uma nova conexão marítima entre a América do Sul e a Ásia e é apontado como uma oportunidade para ampliar a participação de estados brasileiros no comércio com o mercado asiático.

Na prática, a ideia defendida por Bocalom é fazer com que aquilo que hoje pode representar uma dificuldade logística seja utilizado como diferencial competitivo. Em vez de enxergar o Acre apenas como um estado distante dos portos brasileiros, o plano propõe posicioná-lo como ponto de passagem entre o mercado nacional, os países andinos e o Pacífico.

“Durante muito tempo, nós olhamos para a nossa localização como uma dificuldade, como se estivéssemos longe de tudo. Mas nós estamos perto do Peru, da Bolívia e temos uma ligação com o Pacífico. Precisamos aproveitar isso. O Acre pode deixar de ser visto como um lugar isolado e passar a ser uma porta de entrada e saída de produtos”, afirma Bocalom.

O potencial dessa localização também já despertou o interesse de empresas e investidores estrangeiros. Nos últimos anos, o Acre passou a apresentar sua posição estratégica como um dos argumentos para atrair negócios ligados ao comércio exterior e à indústria.

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Empresários chineses, por exemplo, já conheceram a estrutura da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre e participaram de tratativas para possíveis investimentos no estado. Em 2026, uma comitiva russa também analisou a estrutura da ZPE, a Rota Quadrante Rondon e o acesso aos portos do Pacífico, além do potencial de mercado do Acre e da região.

Para Bocalom, a presença desses investidores demonstra que a posição do Acre pode ser apresentada ao mercado internacional não como uma barreira, mas como uma oportunidade.

“Nós precisamos mostrar o Acre para o mundo. Se empresários da China, da Rússia e de outros lugares estão olhando para cá, é porque existe uma oportunidade. O nosso papel é criar as condições para que eles possam investir, produzir aqui e usar essa localização para chegar a outros mercados”, frisa o candidato.

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Candidato ao governo, Thor Dantas promete choque de gestão e afirma que Acre precisa voltar a planejar e executar

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Em sabatina no Portal Acre, candidato apresentou propostas para saúde, segurança, educação, economia e infraestrutura – Foto: Assessoria

O candidato ao Governo do Acre pelo PSB, Thor Dantas, fez duras críticas à capacidade de gestão do atual grupo político que comanda o Estado e afirmou que o próximo governo terá como desafio central recuperar o planejamento, a execução de projetos e a prestação dos serviços públicos.

Durante sabatina realizada nesta terça-feira (25) pelo Portal Acre, Thor respondeu a perguntas sobre saúde, segurança pública, educação, geração de emprego e renda, infraestrutura, combate à corrupção e gestão pública.

Ao tratar da capacidade de execução do Estado, o candidato afirmou que o Acre desperdiça oportunidades por não conseguir transformar recursos disponíveis em obras e serviços. “Os últimos oito anos foram um recorde de incompetência na execução de projetos”, declarou.

Thor defendeu a criação de um banco de projetos, um escritório voltado à elaboração e acompanhamento das propostas do governo e um painel público de metas e resultados. Segundo ele, o objetivo é permitir que o Estado esteja preparado para captar recursos e acompanhar a execução física e financeira das ações.

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Na saúde, área que classificou como prioridade número um de seu plano de governo, Thor prometeu ampliar a capacidade hospitalar, fortalecer a parceria com os municípios e reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias.

Médico há 28 anos, ele voltou a defender a construção de um hospital universitário e afirmou que o Acre precisa aumentar o número de profissionais e de leitos disponíveis. “Não é possível que o cidadão acreano tenha que esperar quatro anos para operar uma hérnia ou uma vesícula. Isso é inadmissível”, afirmou.

Na segurança pública, Thor propôs a criação de um gabinete integrado, coordenado pelo governador e formado pelas forças estaduais e federais de segurança, além dos órgãos de inteligência financeira. A estratégia, segundo ele, seria atacar não apenas os integrantes das organizações criminosas, mas também suas fontes de financiamento e mecanismos de lavagem de dinheiro.

Na educação, o candidato afirmou que o governo precisa deixar de medir resultados apenas pela entrega de estruturas e insumos e voltar sua atenção para a aprendizagem dos estudantes.

Thor também defendeu ampliação do ensino integral, formação tecnológica, conectividade e valorização dos professores.

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Ao falar de desenvolvimento econômico, voltou a defender a industrialização da produção acreana como caminho para geração de emprego e renda.

“A castanha, o óleo, a semente, o café, as frutas, a carne, o leite, o peixe, o suíno e o frango precisam ser industrializados. Produzir não é o nosso desafio. Nosso desafio é industrializar o que o acreano já produz”, disse.

O candidato também colocou a recuperação da BR-364, a melhoria dos ramais, a expansão da internet de alta velocidade e o saneamento básico entre as prioridades de infraestrutura.

Nas considerações finais, Thor voltou a comparar a situação do Estado à de um paciente que necessita de diagnóstico e tratamento e pediu uma oportunidade para governar o Acre.

“O Acre precisa de um plano para sair da situação em que se encontra. Temos a oportunidade de entrar, nos próximos dez anos, no maior ciclo de desenvolvimento econômico e social da nossa história”, afirmou.

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