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TCE-AC aponta irregularidades e recomenda rejeição das contas da ex-prefeita Neia referentes ao exercício de 2023 em Tarauacá

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Tribunal conclui que gestão de 2023 não cumpriu investimento mínimo na educação, ultrapassou limite de gastos com pessoal – Foto: Sérgio Vale

O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) decidiu emitir parecer prévio pela irregularidade das contas da Prefeitura de Tarauacá referentes ao exercício financeiro de 2023, período em que o município era administrado pela ex-prefeita Maria Lucineia Nery de Lima Menezes, conhecida como Neia. A conclusão da Corte foi baseada em uma série de falhas identificadas na gestão fiscal e na aplicação de recursos públicos, consideradas incompatíveis com as exigências da legislação.

A decisão foi tomada durante a 1.649ª Sessão Plenária Ordinária do Tribunal e consta no Acórdão nº 15.759/2026, sob relatoria do conselheiro Ronald Polanco Ribeiro. Com o parecer emitido, o processo será encaminhado à Câmara Municipal de Tarauacá, que terá a responsabilidade de analisar o documento e decidir pela aprovação ou rejeição definitiva das contas da ex-prefeita.

Entre os principais problemas identificados pelos conselheiros está o não cumprimento do percentual mínimo de recursos destinados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE). A análise técnica apontou que a administração aplicou apenas 22,68% das receitas na área da educação, abaixo dos 25% exigidos pela Constituição.

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Outro ponto considerado grave pelo Tribunal foi o excesso de despesas com pessoal. Conforme o relatório, o conjunto da administração municipal comprometeu 60,69% da Receita Corrente Líquida com a folha de pagamento, ultrapassando o limite máximo previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Apenas o Poder Executivo registrou índice de 58,71%, também acima do teto legal.

A auditoria ainda identificou inconsistências relacionadas ao controle patrimonial do município, envolvendo registros de bens móveis e imóveis. Apesar das falhas, esse item foi tratado como ressalva, em razão da criação de uma comissão de inventário e da adoção de providências para regularizar os bens públicos.

O julgamento foi decidido por maioria dos conselheiros. Houve voto divergente dos conselheiros Antonio Jorge Malheiro e Antonio Cristóvão Correia de Messias, que defenderam a aprovação das contas com ressalvas. Além de recomendar a redução das despesas com pessoal, o TCE orientou o município a manter atualizado o inventário patrimonial e determinou a notificação da ex-prefeita Neia e da contadora Jocineide Maia Moura sobre o resultado da decisão.

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Ex-secretária Sheila Andrade diz ter sofrido restrições por usar vermelho durante passagem pela Secretaria de Saúde de Rio Branco

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Ex-secretária afirma que enfrentou pressão por causa da cor das roupas, critica associação entre cores e posicionamentos políticos e defende liberdade de escolha.

A pré-candidata a deputada federal e ex-secretária municipal de Saúde de Rio Branco, Sheila Andrade, afirmou que viveu momentos de constrangimento enquanto integrava a administração da capital. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela revelou que, durante o período em que esteve no comando da pasta, teria sido alvo de pressão por usar roupas na cor vermelha.

De acordo com Sheila, o assunto voltou à tona depois que seguidores perceberam que ela passou a usar novamente peças vermelhas e perguntaram o motivo da mudança. A ex-secretária explicou que, por muito tempo, evitou a cor devido às situações que enfrentou quando ocupava o cargo.

Segundo ela, durante os três anos em que integrou a gestão municipal houve momentos em que se sentiu pressionada por causa da escolha da cor das roupas. Ela classificou a situação como um período de opressão e afirmou que, na prática, evitava utilizar o vermelho.

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Sem mencionar nomes ou direcionar críticas a pessoas específicas, Sheila questionou o hábito de relacionar determinadas cores a grupos políticos ou ideológicos. Para ela, esse tipo de associação limita a liberdade individual e cria preconceitos desnecessários.

A ex-gestora também destacou que a personalidade e os valores de uma pessoa não podem ser definidos pela roupa que veste. Segundo ela, o caráter é construído pelas atitudes e não pela cor escolhida para o vestuário.

Durante a gravação, Sheila defendeu que qualquer cidadão tenha o direito de vestir a cor que desejar, sem sofrer julgamentos ou interpretações políticas. Ela afirmou que a liberdade de escolha deve ser respeitada em qualquer ambiente.

A pré-candidata ainda incentivou seus seguidores a refletirem sobre o tema e participarem da discussão nas redes sociais, afirmando que o debate é importante para combater estigmas relacionados às cores.

Ao encerrar a publicação, Sheila Andrade disse acreditar que Rio Branco precisa superar a cultura de vincular cores a posicionamentos políticos, defendendo uma convivência baseada no respeito às diferenças e na liberdade de expressão individual.

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