Política
Gestão do prefeito Padeiro é duramente questionada após denúncia de uso de trator público em propriedade privada no município de Bujari
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Trator da Prefeitura de Bujari estaria há mais de um mês em fazenda particular, enquanto produtores reclamam da falta de máquinas.
Chegou ao portal 3 de Julho Notícias, por meio de vídeo confirmado por moradores, uma denúncia envolvendo o uso de um trator pertencente à Prefeitura Municipal de Bujari. As imagens mostram o equipamento público supostamente sendo utilizado dentro de uma propriedade privada, levantando questionamentos sobre o uso correto do patrimônio do município.
De acordo com as informações apuradas, um trator de pneus traçado estaria há mais de um mês trabalhando dentro de uma fazenda localizada no Ramal Seringueiro, na BR-364, km 42, sentido Bujari/Sena Madureira. A propriedade pertence ao senhor Cosme Leite. Ainda segundo os moradores, o trator teria apresentado problemas mecânicos, encontra-se quebrado e permanece dentro da área particular.
Enquanto isso, pequenos produtores rurais do município relatam dificuldades para acessar máquinas da Prefeitura para o preparo de suas terras um serviço essencial para quem depende da agricultura familiar. As reclamações se intensificam em meio ao período de trabalho no campo, quando o apoio do poder público é fundamental para garantir produção e renda.
A situação causa indignação na comunidade, sobretudo por se tratar de um bem público, adquirido com recursos da população, que deveria atender ao interesse coletivo. Moradores questionam a gestão do prefeito Padeiro, apontando prioridade equivocada e possível uso indevido de equipamento municipal em benefício particular.
Diante dos fatos, a comunidade cobra esclarecimentos imediatos da Prefeitura de Bujari e pede que os órgãos fiscalizadores competentes apurem o caso e adotem as providências cabíveis. A população exige transparência, respeito ao dinheiro público e prioridade para quem realmente precisa.
Esta é uma denúncia da comunidade, em defesa do produtor rural e do patrimônio público. O espaço segue aberto para manifestação da Prefeitura e dos citados.
Veja o vídeo:
Gestão do prefeito Padeiro é questionada após denúncia de uso de trator público em propriedade privada em Bujari. pic.twitter.com/coShCxMwGu
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) January 7, 2026
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Acordo Mercosul–União Europeia abre novo mercado global e, segundo Jorge Viana, impulsiona exportações sustentáveis do Acre

Acordo Mercosul–União Europeia deve favorecer exportações do Acre e ampliar acesso a mercado de US$ 22 trilhões.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, concluído após mais de duas décadas de negociações, cria o maior mercado econômico integrado do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado próximo de US$ 22 trilhões. Para o Acre, o entendimento representa uma oportunidade estratégica de ampliação e valorização das exportações, especialmente de produtos compatíveis com a floresta.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o perfil do mercado europeu dialoga diretamente com o modelo produtivo desenvolvido no estado. “O mercado da União Europeia é um mercado muito interessante para os produtos compatíveis com a floresta. Existe um grande interesse desse mercado imenso por esse tipo de produção, e isso tende a valorizar ainda mais as exportações do Acre”, afirmou.
Na mesma linha, Aloysio Nunes, ex-chanceler e chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil na Europa, ressaltou o impacto do acordo sobre as economias regionais. “Esse acordo abre acesso a sistemas de produção regionais no Brasil, que passam a ter maior acesso ao mercado da União Europeia, com destaque para a produção da Amazônia, que terá acesso preferencial a esse mercado”, afirmou.
Para Jorge Viana, o acordo vai na contramão do atual cenário internacional, marcado pelo enfraquecimento do comércio multilateral. “Enquanto o mundo vê acordos sendo desfeitos e a própria Organização Mundial do Comércio perde importância, o Mercosul e a União Europeia avançam no maior acordo econômico do planeta”, destacou.
Ao analisar a relação comercial entre Brasil e União Europeia, o presidente da ApexBrasil ressaltou a relevância estratégica dessa parceria. “O comércio entre o Brasil e a União Europeia gira em torno de 100 bilhões de dólares e é o segundo maior fluxo comercial do país, atrás apenas da China. O mais importante é que se trata de um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou.
“Mais de um terço das exportações brasileiras vem da indústria de processamento, não apenas de produtos primários do agronegócio. O Acre tem grande potencial para ampliar sua presença internacional com produtos que agregam valor, geram renda.” ressaltou.
No âmbito das discussões internas na União Europeia, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram-se contrárias ao acordo, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. Votaram a favor Itália, Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Grécia, Espanha, Croácia, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Portugal, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia e Suécia.
Ao final, o presidente da ApexBrasil destacou o simbolismo do momento. “Temos muito o que celebrar. Não há maneira melhor de começar 2026 do que com essa notícia do acordo sendo resolvido nessa etapa e agora seguindo para os Legislativos, para que possa entrar em vigor”, concluiu.
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