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Da luta dos seringueiros ao turismo sustentável: Xapuri une história, floresta e turismo sustentável às margens do Rio Acre
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Entre a memória de Chico Mendes e as praias do Rio Acre, Xapuri encanta visitantes – Foto: Reprodução/ Via MTur
Localizada no Vale do Acre, às margens do Rio Acre, Xapuri é um dos municípios mais simbólicos da Amazônia brasileira. Oficialmente fundada em 1904, a cidade construiu sua identidade a partir da relação profunda entre o povo, a floresta e os rios, tornando-se referência histórica, cultural e ambiental no estado do Acre.
Reconhecida internacionalmente como a terra de Chico Mendes, Xapuri preserva um legado que ultrapassa gerações. Entre seringais, memórias e paisagens naturais, o município mantém viva uma trajetória marcada pela resistência social, pela defesa do meio ambiente e pela valorização dos povos da floresta.
Raízes históricas e identidade extrativista
O nome Xapuri tem origem indígena e remete aos povos originários que habitavam a região antes da ocupação seringalista. Com o auge do ciclo da borracha, no final do século XIX, a cidade se consolidou como um dos polos do extrativismo amazônico, recebendo migrantes — sobretudo nordestinos — e formando uma cultura profundamente ligada ao trabalho na floresta.
Foi nesse contexto que Xapuri se projetou nacionalmente ao longo do século XX como berço da luta socioambiental. Os “empates”, mobilizações pacíficas de seringueiros contra o desmatamento, tornaram-se símbolo de resistência e colocaram o município no centro do debate ambiental brasileiro.
Veraneio que transforma o rio em laze
Durante o verão amazônico, quando o nível do Rio Acre baixa, surgem extensas praias fluviais de areia clara que transformam Xapuri em um dos destinos de veraneio mais procurados do Acre. As praias se tornam pontos de encontro, lazer e convivência comunitária, reunindo famílias, visitantes e moradores em um ambiente descontraído e acolhedor.
Barracas, música regional e banhos refrescantes fazem parte do cenário, reforçando a relação histórica do povo acreano com seus rios e consolidando esses espaços como áreas democráticas de lazer e tradição.
Sabores que traduzem a floresta
A gastronomia xapuriense reflete simplicidade, afeto e identidade amazônica. Pratos como peixe frito acompanhado de baião de dois, galinha caipira e carne de sol estão presentes tanto nos restaurantes quanto nas mesas das famílias locais. Produtos da floresta, como a castanha-do-brasil, o açaí puro, o buriti e o cupuaçu, ganham destaque em receitas tradicionais, doces e bebidas regionais.
Cada refeição é uma experiência que conecta o visitante aos sabores e saberes da Amazônia acreana, revelando uma culinária marcada pelo extrativismo sustentável e pela cultura local.
Casa de Chico Mendes: símbolo de memória e resistência
Um dos principais pontos turísticos da cidade é a Casa de Chico Mendes, transformada em memorial após o assassinato do líder seringueiro em 1988. O espaço preserva objetos pessoais, fotografias e documentos que narram sua trajetória e a luta em defesa da floresta e dos direitos dos povos tradicionais.
Mais do que um local de visitação, o memorial funciona como centro de educação ambiental e reflexão histórica, atraindo visitantes do Brasil e do mundo interessados em compreender o papel de Xapuri na construção do pensamento socioambiental contemporâneo.
Turismo, sustentabilidade e futuro
Xapuri desponta como referência em turismo de base comunitária e sustentável no Acre. A cidade representa uma Amazônia que alia preservação ambiental, memória histórica e desenvolvimento local, oferecendo experiências autênticas a quem busca contato com a natureza e com histórias de resistência.
O fortalecimento do turismo sustentável contribui para a geração de renda, a valorização dos saberes tradicionais e a permanência dos jovens no território, conectando o passado de luta ao futuro de novas oportunidades para a população xapuriense.

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“Jamais vou fazer acordo para colocar minha esposa de vice, se eu posso ser candidato”, afirma Bocalom e reage a especulações nos bastidores

“Jamais vou fazer acordo para colocar minha esposa de vice, se eu posso ser candidato”, afirma Tião Bocalom
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), tratou de desmentir, de forma categórica, os rumores que circulam nos bastidores da política acreana sobre uma possível desistência da disputa ao Governo do Estado para indicar sua esposa, Kelen Nunes, como vice em uma suposta aliança com o senador Alan Rick (Republicanos).
Segundo Bocalom, a informação não passa de especulação. O prefeito afirmou que jamais discutiu esse tipo de acordo com qualquer liderança política e classificou como inexistente a possibilidade de compor chapa colocando a esposa como vice. “Se posso ser candidato, jamais faria esse tipo de acordo”, declarou.
Ao comentar o cenário da sucessão estadual, o gestor demonstrou cautela. Bocalom admitiu que acompanha com atenção os movimentos políticos, especialmente no Progressistas (PP), partido ao qual a vice-governadora Mailza Assis é filiada. Ele avalia que uma eventual renúncia ao cargo de prefeito só ocorreria em um cenário de ampla segurança política.
O prefeito também ressaltou que não pretende “ir para o sacrifício” sem garantias claras de apoio. Para ele, qualquer decisão passa, necessariamente, pela convicção do PP de que seu nome seria o mais competitivo para enfrentar o senador Alan Rick, apontado hoje como favorito na disputa pelo Palácio Rio Branco.
Com experiência de quem já venceu e perdeu eleições, Bocalom deixou claro que segue ressabiado e atento às articulações. Por enquanto, prefere observar os próximos capítulos dessa “salada política” que começa a se formar nos bastidores do poder acreano.
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