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Caso envolvendo liderança de facção criminosa leva Câmara de Rio Branco a exonerar assessora do gabinete do vereador Márcio Mustafá

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Exoneração expõe desgaste político e falta de critério na Câmara de Rio Branco – Foto: Jardy Lopes/ Arte Alemão Monteiro

A exoneração de A. N. J. da Câmara Municipal de Rio Branco não é apenas um ato administrativo, mas um retrato do desgaste político e da falta de critérios que marcam a gestão de cargos comissionados no Legislativo da capital. Publicada nesta quarta-feira (28), a decisão envolvendo o gabinete do vereador e líder do prefeito Tião Bocalom, Márcio Mustafá, surge em meio a forte pressão pública e reforça a percepção de que medidas só são adotadas quando o constrangimento se torna insustentável.

A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 073/2026, assinada pelo presidente da Casa, Joabe Lira, com base no Procedimento Administrativo nº 041/2026. A ex-assessora ocupava a função de Assessora Parlamentar (AP-XIV) e teve o desligamento fixado com efeitos a partir de 2 de fevereiro de 2026, em um ato que soa mais como reação à pressão externa do que como resultado de um rigor institucional consistente.

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O caso ganhou contornos ainda mais graves diante da ligação pessoal da ex-assessora com P. S. S., preso durante a Operação Casa Maior, que investiga a atuação de facção criminosa no Acre. Segundo as investigações, ele é apontado como liderança do grupo em áreas como Vila Acre e Projeto Benfica, o que ampliou o constrangimento político e levantou questionamentos sobre o nível de apuração prévia feito pela Câmara.

A exoneração, embora necessária, escancara uma falha recorrente: a ausência de filtros rigorosos e de responsabilidade política nas nomeações de cargos comissionados. O episódio não apenas desgasta a imagem do vereador envolvido, mas também lança dúvidas sobre a postura da Mesa Diretora, que parece agir apenas quando o desgaste se torna público, em vez de adotar uma postura preventiva e transparente em defesa do interesse público.

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Více-governadora Mailza Assis mantém silêncio sobre a situação de seu aliado político Eduardo Velloso após operação da Polícia Federal

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Alinhamento político expõe silêncio de Mailza diante da Operação Graco – Foto: Reprodução/ Instagram

A Mailza Assis, pré-candidata ao governo do Acre em 2026, recebeu recentemente o deputado federal Eduardo Velloso em um encontro de alinhamento político que agora ganha novos contornos diante da deflagração da Operação Graco. A operação da Polícia Federal lançou luz sobre um possível esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares no Acre, reacendendo o debate sobre a fragilidade de fiscalização das chamadas “emendas PIX”.

O encontro, ocorrido dias antes da operação, foi tratado como parte da costura eleitoral para 2026. Velloso, pré-candidato ao Senado, reafirmou apoio a Mailza, que retribuiu o gesto e posou para fotos ao lado do parlamentar. À época, o discurso foi de união e fortalecimento de um projeto político, com elogios à vice-governadora e ao programa “Juntos pelo Acre”.

Com a Operação Graco em curso e Velloso no centro das investigações, o cenário muda. A proximidade política passa a cobrar posicionamentos públicos. Até o momento, Mailza Assis não se manifestou oficialmente sobre o caso, nem anunciou qualquer nota de apoio ou defesa ao aliado investigado. O silêncio chama atenção, sobretudo porque a vice-governadora tenta se apresentar como alternativa de renovação e responsabilidade administrativa.

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A ausência de posicionamento também levanta dúvidas sobre como a pré-candidata pretende lidar com crises éticas envolvendo aliados estratégicos. Em um ambiente de pré-campanha, a cobrança por coerência e transparência tende a crescer, especialmente quando o tema envolve recursos públicos e mecanismos de repasse com controles reduzidos.

Nos bastidores, a aliança entre PP e União Brasil segue como eixo central da possível chapa majoritária da federação União Progressistas, que ainda inclui o governador Gladson Cameli como pré-candidato ao Senado. A Operação Graco, porém, impõe um teste: o grupo vai fechar fileiras em defesa de Velloso ou adotar cautela para não ampliar o desgaste?

Enquanto a investigação avança, cresce a expectativa por um posicionamento claro de Mailza Assis. O silêncio, neste momento, fala alto, e pode custar caro politicamente se não vier acompanhado de explicações convincentes à sociedade acreana.

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