Política
Acordo Mercosul–União Europeia abre novo mercado global e, segundo Jorge Viana, impulsiona exportações sustentáveis do Acre
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Acordo Mercosul–União Europeia deve favorecer exportações do Acre e ampliar acesso a mercado de US$ 22 trilhões.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, concluído após mais de duas décadas de negociações, cria o maior mercado econômico integrado do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado próximo de US$ 22 trilhões. Para o Acre, o entendimento representa uma oportunidade estratégica de ampliação e valorização das exportações, especialmente de produtos compatíveis com a floresta.
Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o perfil do mercado europeu dialoga diretamente com o modelo produtivo desenvolvido no estado. “O mercado da União Europeia é um mercado muito interessante para os produtos compatíveis com a floresta. Existe um grande interesse desse mercado imenso por esse tipo de produção, e isso tende a valorizar ainda mais as exportações do Acre”, afirmou.
Na mesma linha, Aloysio Nunes, ex-chanceler e chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil na Europa, ressaltou o impacto do acordo sobre as economias regionais. “Esse acordo abre acesso a sistemas de produção regionais no Brasil, que passam a ter maior acesso ao mercado da União Europeia, com destaque para a produção da Amazônia, que terá acesso preferencial a esse mercado”, afirmou.
Para Jorge Viana, o acordo vai na contramão do atual cenário internacional, marcado pelo enfraquecimento do comércio multilateral. “Enquanto o mundo vê acordos sendo desfeitos e a própria Organização Mundial do Comércio perde importância, o Mercosul e a União Europeia avançam no maior acordo econômico do planeta”, destacou.
Ao analisar a relação comercial entre Brasil e União Europeia, o presidente da ApexBrasil ressaltou a relevância estratégica dessa parceria. “O comércio entre o Brasil e a União Europeia gira em torno de 100 bilhões de dólares e é o segundo maior fluxo comercial do país, atrás apenas da China. O mais importante é que se trata de um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou.
“Mais de um terço das exportações brasileiras vem da indústria de processamento, não apenas de produtos primários do agronegócio. O Acre tem grande potencial para ampliar sua presença internacional com produtos que agregam valor, geram renda.” ressaltou.
No âmbito das discussões internas na União Europeia, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram-se contrárias ao acordo, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. Votaram a favor Itália, Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Grécia, Espanha, Croácia, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Portugal, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia e Suécia.
Ao final, o presidente da ApexBrasil destacou o simbolismo do momento. “Temos muito o que celebrar. Não há maneira melhor de começar 2026 do que com essa notícia do acordo sendo resolvido nessa etapa e agora seguindo para os Legislativos, para que possa entrar em vigor”, concluiu.
Política
“Jamais vou fazer acordo para colocar minha esposa de vice, se eu posso ser candidato”, afirma Bocalom e reage a especulações nos bastidores

“Jamais vou fazer acordo para colocar minha esposa de vice, se eu posso ser candidato”, afirma Tião Bocalom
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), tratou de desmentir, de forma categórica, os rumores que circulam nos bastidores da política acreana sobre uma possível desistência da disputa ao Governo do Estado para indicar sua esposa, Kelen Nunes, como vice em uma suposta aliança com o senador Alan Rick (Republicanos).
Segundo Bocalom, a informação não passa de especulação. O prefeito afirmou que jamais discutiu esse tipo de acordo com qualquer liderança política e classificou como inexistente a possibilidade de compor chapa colocando a esposa como vice. “Se posso ser candidato, jamais faria esse tipo de acordo”, declarou.
Ao comentar o cenário da sucessão estadual, o gestor demonstrou cautela. Bocalom admitiu que acompanha com atenção os movimentos políticos, especialmente no Progressistas (PP), partido ao qual a vice-governadora Mailza Assis é filiada. Ele avalia que uma eventual renúncia ao cargo de prefeito só ocorreria em um cenário de ampla segurança política.
O prefeito também ressaltou que não pretende “ir para o sacrifício” sem garantias claras de apoio. Para ele, qualquer decisão passa, necessariamente, pela convicção do PP de que seu nome seria o mais competitivo para enfrentar o senador Alan Rick, apontado hoje como favorito na disputa pelo Palácio Rio Branco.
Com experiência de quem já venceu e perdeu eleições, Bocalom deixou claro que segue ressabiado e atento às articulações. Por enquanto, prefere observar os próximos capítulos dessa “salada política” que começa a se formar nos bastidores do poder acreano.
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