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Obra de R$ 47 milhões inaugurada por Gladson Cameli já apresenta problemas estruturais e gera medo em moradores de Xapuri

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Crise na Ponte da Sibéria expõe gestão de infraestrutura do governo Gladson Cameli.

Menos de um ano após sua inauguração, a chamada Ponte da Sibéria oficialmente denominada Ponte Josimar Oliveira em Xapuri já apresenta sinais visíveis de deterioração, segundo circula em vídeos nas redes sociais que mostram rachaduras surgindo na estrutura e chegando até uma residência próxima à obra. A situação levanta sérias questões sobre a qualidade e a segurança da construção, que custou aproximadamente R$ 47,6 milhões dos cofres públicos do estado sob a gestão do governador Gladson Cameli.

Inaugurada em 23 de novembro de 2025, a ponte foi vendida pelo governo como um marco histórico de mobilidade para cerca de 20 mil moradores, substituindo a tradicional travessia por balsas entre a área central da cidade e a Comunidade da Sibéria. A obra foi bastante celebrada pelo Palácio Rio Branco e por aliados políticos, que destacaram a longa espera da população, mais de três décadas sem uma ligação segura sobre o Rio Acre.

Mas a euforia inicial agora contrasta com relatos e imagens que mostram trincas que se estendem pelo piso e estruturas laterais, chegando a tocar propriedades residenciais. Moradores da região expressam preocupação real com a segurança de quem trafega na ponte diariamente, questionando se os critérios técnicos foram devidamente observados durante o processo de execução. Especialistas consultados por meio digital lembram que grandes obras de engenharia requerem monitoramento técnico constante para evitar justamente esse tipo de problema precoce. (Vídeos em redes sociais indicam a rachadura preocupante, veja abaixo.)

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A crítica aponta diretamente para a falta de fiscalização rigorosa e para a possível pressa política em inaugurar uma obra antes do tempo ideal de testes e revisões, motivada por interesses eleitorais e pela necessidade de marcas visíveis de gestão. A ponte, apesar de ser um avanço em termos de conectividade, pode se tornar um símbolo negativo se não forem empreendidas ações de reparo e garantias de segurança imediatas.

O portal 3 de Julho Notícias entrou em contato com profissionais da área de engenharia e especialistas em infraestrutura, que alertam que obras desse porte, com quase 400 metros de extensão sobre um rio, exigem projetos estruturais robustos, fundações profundas e métodos construtivos capazes de suportar variações do solo, do nível da água e do fluxo do rio. Segundo os técnicos ouvidos, além da execução correta, esse tipo de obra precisa passar por inspeções rigorosas e periódicas após a entrega, justamente para evitar o surgimento precoce de rachaduras e outros sinais de comprometimento estrutural.

O que causa apreensão é que a população de Xapuri, que antes dependia de balsas para atravessar o Rio Acre, agora vive o receio diário de trafegar por uma ponte que, em menos de um ano de inaugurada, já apresenta desgaste visível, levantando dúvidas sobre a segurança da estrutura e a real qualidade do investimento público realizado.

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Enquanto isso, o governo de Gladson Cameli ainda não apresentou um posicionamento técnico oficial sobre as rachaduras ou planos claros de reforço estrutural, o que alimenta críticas de que a obra pode ter sido mais um ato simbólico de campanha do que um investimento sólido em infraestrutura duradoura. Para a comunidade de Xapuri, permanece a pergunta: até quando a ponte, que deveria ser um símbolo de progresso, continuará a colocar em dúvida a competência administrativa e a gestão responsável dos recursos públicos do Acre?

Veja o vídeo:

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Com casa vasculhada pela PF, Eduardo Velloso grava vídeo visivelmente abatido e irritado, adota tom de vítima e nega envolvimento

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Alvo da Operação Graco, Eduardo Velloso fala em inocência após buscas da PF – Foto: Reprodução/ Instagram

O deputado federal Eduardo Velloso divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (29) para se manifestar sobre a Operação Graco, deflagrada pela Polícia Federal. Na gravação, o parlamentar aparece visivelmente abatido e irritado, adotando um discurso de vitimização ao afirmar, mais uma vez, que não é investigado e que seria alvo de perseguição política.

No vídeo, Velloso relata que agentes da Polícia Federal estiveram em sua residência, onde cumpriram mandados de busca e apreensão. Segundo ele, foram recolhidos documentos, além de seu celular e tablet. Em tom defensivo, o deputado afirmou ter “compromisso com a verdade” e declarou possuir “inúmeros vídeos e papéis” que comprovariam sua inocência.

Apesar do discurso, a operação aponta para suspeitas graves. A Polícia Federal investiga um possível esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao Acre, reacendendo críticas à fragilidade na fiscalização das chamadas “emendas PIX”, que permitem transferências diretas de recursos federais com menor controle.

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O parlamentar é apontado como o principal alvo da Operação Graco. Mandados foram cumpridos tanto em endereços ligados a Velloso em Rio Branco quanto em seu apartamento funcional, em Brasília, o que reforça a dimensão e a seriedade das apurações conduzidas pelos investigadores.

No centro das investigações está a contratação de uma empresa responsável por shows musicais financiados com recursos da Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de irregularidades no processo de contratação, com suspeitas de favorecimento e possível direcionamento de verbas públicas.

Enquanto o deputado tenta sustentar um discurso de inocência e perseguição política, a operação lança luz sobre práticas que vêm sendo alvo de crescente questionamento no Congresso e na sociedade: o uso de emendas parlamentares com baixo nível de transparência. A investigação segue em andamento, e a expectativa agora é pelo avanço das apurações e pelo esclarecimento dos fatos.

Nota de Esclarecimento:

Com serenidade e responsabilidade, venho esclarecer sobre a operação deflagrada hoje pela Polícia Federal e pela CGU envolvendo uma emenda parlamentar destinada ao município de Sena Madureira.

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A destinação da emenda seguiu todos os trâmites legais do mandato, e a execução do recurso é de responsabilidade do ente que o recebeu, conforme a lei.

Sempre estive e continuo à disposição da Justiça, confio no trabalho das instituições e tenho convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.

Reafirmo meu compromisso com a transparência, com o correto uso dos recursos públicos e com o povo do Acre.

Dr. Eduardo Velloso – Deputado Federal pelo Acre.

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