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Discurso não enche botijão: Aumento do ICMS aprovado com aval do governador Gladson Cameli torna 2026 mais caro para o povo do Acre
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Governo Gladson Cameli inicia 2026 com aumento do ICMS sobre combustível e gás e empurra a conta para quem menos pode pagar.
O início de 2026 chega pesado para os acreanos. Em meio a um discurso de responsabilidade fiscal e tentativa de dividir a culpa com o Governo Federal, o governador Gladson Cameli deixa como herança um aumento significativo no ICMS que incide diretamente sobre itens essenciais, como combustíveis e gás de cozinha. A estratégia é velha: aumentar impostos e vender a narrativa de que a decisão veio “de cima”.
Nos bastidores, governadores de todo o país articularam no Confaz o reajuste das alíquotas do ICMS, tentando diluir responsabilidades e confundir a população. No Acre, porém, o impacto é ainda mais cruel, já que a economia local é frágil e a dependência de combustíveis e do gás é enorme. A conta, como sempre, sobra para quem menos pode pagar.
A partir de 1º de janeiro de 2026, entram em vigor as novas alíquotas chamadas “ad rem”, que incidem por valor fixo. A gasolina passa de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro, um aumento de 6,8%. O diesel sobe de R$ 1,12 para R$ 1,17, alta de 4,4%. Já o gás de cozinha, item básico nas casas acreanas, aumenta 5,7%, saindo de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo.
Embora o reajuste tenha sido aprovado em âmbito nacional, cada governador teve participação direta na decisão. No Acre, Gladson Cameli preferiu se esconder atrás do Confaz, evitando assumir publicamente que seu governo concordou com mais um peso sobre o bolso da população, justamente em um momento de alta no custo de vida.
O discurso de que os valores seguem médias da ANP não convence quem enfrenta filas, salários baixos e serviços públicos precários. Para o cidadão comum, pouco importa o argumento técnico: o que ele sente é o gás mais caro, o combustível mais caro e o transporte pesando ainda mais no orçamento familiar.
Ao se aproximar do fim do mandato, Gladson Cameli deixa um “presente” indigesto para 2026: mais impostos e menos poder de compra para o povo acreano. A tentativa de empurrar a responsabilidade não apaga o fato central, o governo do Acre teve escolha e optou por aumentar a carga tributária, penalizando diretamente quem já vive no limite.
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Caos no Huerb expõe abandono do governo Gladson Cameli e coloca médicos e pacientes em risco em Rio Branco

Sindicato aponta desativação de botão de pânico também nas UPAs, relatos de ameaças e agressões contra médicos, entre outros problemas.
O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), unidade de responsabilidade direta do Governo do Acre, vive uma situação de colapso que escancara a falta de gestão e de prioridade da administração do governador Gladson Cameli. Visitas técnicas realizadas pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Acre revelaram um cenário de insegurança, superlotação e condições indignas de trabalho, agravadas por episódios recentes de violência dentro da maior unidade de emergência do estado.
Mesmo após um grave caso envolvendo tentativa de invasão, agressões e confronto com a Polícia Militar dentro do hospital, o governo estadual segue sem garantir o mínimo: segurança efetiva para quem trabalha e para quem busca atendimento. Médicos relataram que, embora o prontuário eletrônico esteja disponível, não existe um sistema funcional de acionamento imediato da segurança. Nas UPAs, o botão de pânico, conquista da categoria após greve e acordo formal com o Estado, permanece desativado, evidenciando o descumprimento de compromissos assumidos pelo próprio governo.
A violência contra profissionais de saúde se tornou rotina. Há registros de médica ameaçada com faca por se recusar a emitir atestado sem respaldo técnico e de outra profissional que teve documentos arremessados contra si por um paciente inconformado com a conduta clínica. Situações extremas que demonstram o abandono da política de proteção aos trabalhadores da saúde sob a gestão de Gladson Cameli.
No Huerb, o descaso também aparece nas condições físicas. O repouso médico foi classificado como insalubre, com mau cheiro e sem espaço adequado para guardar pertences e itens de higiene, ferindo a dignidade de profissionais que enfrentam longos e exaustivos plantões. A superlotação agrava ainda mais o caos: um setor projetado para 22 leitos, com limite máximo de 28, chegou a abrigar 32 pacientes, muitos deles nos corredores, ao lado de acompanhantes, aumentando riscos assistenciais e comprometendo a organização do atendimento.
Diante desse quadro, o Sindmed-AC reforça que as irregularidades serão formalizadas e encaminhadas às autoridades. No entanto, a responsabilidade política é clara: o Huerb é gerido pelo Governo do Acre, e o colapso da unidade recai diretamente sobre o governador Gladson Cameli. A permanência desse cenário expõe não apenas a falência da gestão da saúde, mas o desprezo do governo estadual pela vida, pela segurança e pela dignidade de médicos e pacientes acreanos.

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