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Deputado bolsonarista Eduardo Velloso é alvo da Polícia Federal por suspeita de desvio de emendas parlamentares no Acre
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Deputado Eduardo Velloso é alvo de investigação que apura uso irregular de verbas públicas destinadas à cultura – Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Graco, lançando luz sobre um possível esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares no Acre. A ação reacende o debate sobre a fragilidade na fiscalização das chamadas “emendas PIX”, mecanismo que permite repasses diretos da União com controles reduzidos.
O principal alvo da operação é o deputado federal Eduardo Velloso (União-AC). Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar, tanto em Rio Branco quanto em seu apartamento funcional, em Brasília, sinalizando a gravidade das suspeitas investigadas.
No centro das apurações está a contratação de uma empresa responsável por shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024. Segundo os investigadores, há indícios de irregularidades no processo de contratação, levantando suspeitas de favorecimento e possível direcionamento de recursos públicos.
As investigações apontam para um possível desvio estimado em cerca de R$ 912 mil, provenientes de emendas parlamentares. O valor, que deveria fortalecer ações culturais no município, pode ter sido usado de forma indevida, evidenciando falhas no modelo de repasse que dispensa prestação de contas prévia.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tanto no Acre quanto no Distrito Federal. Os crimes investigados incluem organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos associados.
A operação expõe, mais uma vez, como a falta de transparência e de controle rigoroso sobre recursos públicos abre espaço para abusos, colocando em xeque a credibilidade de mecanismos criados sob o discurso de agilidade, mas que acabam se tornando terreno fértil para suspeitas de corrupção.
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Com casa vasculhada pela PF, Eduardo Velloso grava vídeo visivelmente abatido e irritado, adota tom de vítima e nega envolvimento

Alvo da Operação Graco, Eduardo Velloso fala em inocência após buscas da PF – Foto: Reprodução/ Instagram
O deputado federal Eduardo Velloso divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (29) para se manifestar sobre a Operação Graco, deflagrada pela Polícia Federal. Na gravação, o parlamentar aparece visivelmente abatido e irritado, adotando um discurso de vitimização ao afirmar, mais uma vez, que não é investigado e que seria alvo de perseguição política.
No vídeo, Velloso relata que agentes da Polícia Federal estiveram em sua residência, onde cumpriram mandados de busca e apreensão. Segundo ele, foram recolhidos documentos, além de seu celular e tablet. Em tom defensivo, o deputado afirmou ter “compromisso com a verdade” e declarou possuir “inúmeros vídeos e papéis” que comprovariam sua inocência.
Apesar do discurso, a operação aponta para suspeitas graves. A Polícia Federal investiga um possível esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao Acre, reacendendo críticas à fragilidade na fiscalização das chamadas “emendas PIX”, que permitem transferências diretas de recursos federais com menor controle.
O parlamentar é apontado como o principal alvo da Operação Graco. Mandados foram cumpridos tanto em endereços ligados a Velloso em Rio Branco quanto em seu apartamento funcional, em Brasília, o que reforça a dimensão e a seriedade das apurações conduzidas pelos investigadores.
No centro das investigações está a contratação de uma empresa responsável por shows musicais financiados com recursos da Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de irregularidades no processo de contratação, com suspeitas de favorecimento e possível direcionamento de verbas públicas.
Enquanto o deputado tenta sustentar um discurso de inocência e perseguição política, a operação lança luz sobre práticas que vêm sendo alvo de crescente questionamento no Congresso e na sociedade: o uso de emendas parlamentares com baixo nível de transparência. A investigação segue em andamento, e a expectativa agora é pelo avanço das apurações e pelo esclarecimento dos fatos.
Nota de Esclarecimento:
Com serenidade e responsabilidade, venho esclarecer sobre a operação deflagrada hoje pela Polícia Federal e pela CGU envolvendo uma emenda parlamentar destinada ao município de Sena Madureira.
A destinação da emenda seguiu todos os trâmites legais do mandato, e a execução do recurso é de responsabilidade do ente que o recebeu, conforme a lei.
Sempre estive e continuo à disposição da Justiça, confio no trabalho das instituições e tenho convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.
Reafirmo meu compromisso com a transparência, com o correto uso dos recursos públicos e com o povo do Acre.
Dr. Eduardo Velloso – Deputado Federal pelo Acre.
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