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Tribunal do Júri absolve ex-sargento Erisson Nery em novo julgamento sobre morte de jovem de 13 anos
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Ex-sargento da PM Erisson Nery é absolvido novamente em julgamento no Tribunal do Júri – Foto: Reprodução/ redes sociais
O ex-sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, foi novamente absolvido pelo Tribunal do Júri pela morte do adolescente Fernando de Jesus, de 13 anos. O caso ocorreu em 2017, durante uma tentativa de invasão à residência do então militar. O novo julgamento foi realizado nesta quinta-feira (5).
A sessão teve início pela manhã, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, e reuniu representantes da acusação e da defesa para reavaliar o caso após a anulação da sentença anterior. Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas indicadas pelas duas partes e analisados laudos e provas apresentados ao longo do processo.
Segundo a defesa de Erisson Nery, a estratégia foi sustentar que o ex-militar agiu em legítima defesa ao reagir à invasão de sua residência. Os advogados argumentaram que o réu acreditava estar diante de uma situação de risco real e que os elementos apresentados no processo reforçavam essa versão.
O Ministério Público, por sua vez, defendeu que houve excesso na reação, destacando que a vítima tinha apenas 13 anos. A acusação também argumentou que a arma que estava com o adolescente não teria sido utilizada, sustentando que a ação do ex-policial teria ultrapassado os limites da legítima defesa.
Durante o julgamento, a defesa apresentou testemunhas e documentos técnicos para reforçar sua tese. Entre os elementos citados estavam depoimentos de pessoas que presenciaram a movimentação no local e laudos periciais, incluindo exames balísticos e análises da cena do ocorrido.
Ao final da sessão, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Erisson Nery, encerrando o novo julgamento. A decisão foi recebida com comemoração pelo ex-sargento e sua equipe jurídica, que consideraram que as provas apresentadas foram suficientes para demonstrar a versão sustentada pela defesa.
O caso já havia passado por outro julgamento anteriormente. Na ocasião, o ex-militar chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Acre, que determinou a realização de um novo júri após acolher recurso apresentado pela defesa. Com a nova decisão, o réu foi novamente considerado inocente pelo Tribunal do Júri.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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