Polícia
Suspeito de assalto morre após confronto com a Polícia Militar no km 18 da zona rural de Brasiléia
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Operação policial foi desencadeada após assalto violento a propriedade rural – Foto: Reprodução
Um homem identificado como Antônio Domingos da Silva Oliveira morreu após um confronto com a Polícia Militar do Acre na zona rural de Brasiléia, no interior do Acre. Ele era apontado como um dos envolvidos em um assalto ocorrido na noite anterior em uma propriedade rural da região.
De acordo com informações repassadas pelas forças de segurança, três suspeitos armados invadiram o imóvel, renderam os moradores e os mantiveram amarrados enquanto recolhiam diversos bens. Entre os itens levados estavam uma caminhonete, uma motocicleta, dinheiro em espécie e outros objetos de valor.
Após o crime, equipes do batalhão iniciaram diligências e conseguiram localizar o grupo ainda na noite de sábado (28). Houve perseguição e troca de tiros por volta das 22h. Durante a ação, um dos suspeitos, Carlos Afonso, de 25 anos, foi capturado. Os outros dois envolvidos conseguiram fugir pela mata.
As buscas continuaram ao longo da madrugada e se estenderam até a manhã de domingo, quando os policiais localizaram Antônio e outro suspeito em um ramal no km 18 da rodovia que dá acesso à área rural. Segundo a PM, ao perceberem a aproximação da guarnição, os suspeitos teriam efetuado disparos, dando início a um novo confronto.
Antônio foi atingido durante a troca de tiros. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionada e prestou socorro, porém ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local da ocorrência.
O terceiro suspeito, Thiago Gomes da Silva, de 27 anos, foi preso e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. Durante a operação, os policiais apreenderam uma pistola e um revólver que estariam em posse do grupo.
Os veículos e demais objetos roubados foram recuperados e deverão ser devolvidos às vítimas. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Acre, que irá apurar todos os detalhes da ocorrência.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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