Polícia
PRF apreende carga milionária de cigarros contrabandeados e prende motorista na BR-364, em Rio Branco
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Motorista demonstrou nervosismo durante fiscalização e acabou preso após policiais encontrarem cigarros – Foto: Reprodução/ PRF
Uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de uma grande quantidade de mercadorias contrabandeadas na BR-364, em Rio Branco. A ocorrência foi registrada na altura do quilômetro 115 da rodovia, durante uma fiscalização realizada na madrugada.
Segundo informações da PRF, por volta de 1h30 os agentes abordaram um caminhão trator com semirreboque que, de forma oficial, transportava uma carga de bebidas. No entanto, durante a inspeção, o comportamento do motorista chamou a atenção da equipe policial.
Ao verificarem a cabine do veículo, os policiais encontraram diversas caixas embaladas com plástico preto, posicionadas sobre o banco do passageiro e também na área de descanso do condutor. Questionado, o motorista alegou que os volumes continham apenas produtos de higiene.
A justificativa, porém, não convenceu os agentes. Após uma conferência mais detalhada, foi constatado que a mercadoria era de origem estrangeira e não possuía qualquer documentação fiscal ou aduaneira que comprovasse entrada legal no país.
Na sequência da fiscalização, os policiais abriram o compartimento de carga e localizaram 15 mil maços de cigarros estrangeiros, além de 1.200 unidades de desodorantes, todos sem nota fiscal e sem comprovação regular de importação.
Diante do flagrante, o motorista foi detido no local. A PRF também apreendeu objetos pessoais do suspeito, entre eles o aparelho celular, que poderá auxiliar no aprofundamento das investigações sobre a origem e o destino da carga.
O caso foi enquadrado nos crimes de contrabando e descaminho, previstos nos artigos 334-A e 334 do Código Penal. O veículo, a mercadoria apreendida e o condutor foram levados para a sede da Polícia Federal em Rio Branco, onde foram adotados os procedimentos legais.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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