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Operação Faro causa prejuízo milionário ao crime organizado e reforça combate ao tráfico nas fronteiras
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Ação integrada alcança 13 estados e mobiliza forças de segurança – Foto/ Reprodução/ Ministério da Justiça
Uma grande ofensiva coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública resultou em um duro golpe contra o crime organizado no Brasil. A Operação Faro, Fronteiras e Divisas Alertas com Rastreio Olfativo, realizada entre os dias 1º e 12 de dezembro de 2025, provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 78 milhões às organizações criminosas, com atuação simultânea em 13 estados brasileiros.
A operação foi conduzida pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com coordenação da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFron). O trabalho teve como prioridade o enfrentamento ao tráfico de drogas interestadual e transnacional, além do combate ao contrabando e ao descaminho em áreas estratégicas de fronteiras e divisas.
Um dos diferenciais da Operação Faro foi o uso intensivo de cães policiais. Ao todo, cerca de 400 agentes de segurança e 267 cães treinados participaram das ações, atuando principalmente em fiscalizações de veículos, cargas, embarcações e pontos sensíveis das rodovias. O emprego dos binômios cão-policial ampliou a capacidade de detecção de drogas, armas e outros ilícitos, aumentando significativamente a eficácia das abordagens.
Durante os 12 dias de operação, foram retirados de circulação mais de 6,8 toneladas de entorpecentes, entre maconha, skunk e drogas sintéticas. A maior parte do prejuízo financeiro causado ao crime está diretamente ligada ao tráfico de drogas, representando cerca de 76% do valor total estimado. Além disso, 21 armas de fogo foram apreendidas, incluindo fuzis, pistolas, revólveres e armamentos artesanais.
As forças de segurança realizaram mais de 10 mil ações operacionais, com milhares de pessoas e veículos abordados, além da montagem de bloqueios, barreiras policiais e fiscalizações em áreas críticas. Como resultado, 63 pessoas foram presas ou apreendidas, incluindo prisões em flagrante, por ordem judicial e a apreensão de menores envolvidos em atividades ilícitas. Veículos e embarcações também foram recolhidos, ampliando o impacto financeiro sobre as organizações criminosas.
Além do caráter repressivo, a Operação Faro também investiu em ações preventivas e educativas. Foram promovidas palestras e atividades socioeducativas em escolas localizadas em regiões de fronteira, alcançando cerca de 1.500 estudantes. As iniciativas tiveram como objetivo conscientizar crianças e adolescentes sobre os riscos do envolvimento com o tráfico de drogas, reforçando a presença do Estado e a promoção da cidadania nessas áreas sensíveis.
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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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