Polícia
Justiça mantém condenação de 32 anos para homem acusado de matar e ocultar corpo em Brasiléia
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Condenação por feminicídio em Brasiléia é mantida e acusado seguirá preso em regime fechado -Foto: Jhonys David/ Arquivo pessoal
A Justiça do Acre decidiu manter a condenação de Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, acusado de assassinar e ocultar o corpo da ex-namorada Rayres Silva Ferreira, de 23 anos, no município de Brasiléia. O tribunal negou o recurso apresentado pela defesa e confirmou a pena de 32 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
Rayres desapareceu no dia 21 de agosto de 2023, após sair para encontrar o acusado na cidade acreana. O sumiço mobilizou familiares, polícia e equipes do Corpo de Bombeiros, que realizaram buscas na região depois que a jovem deixou de dar notícias à família.
Durante o julgamento ocorrido em outubro de 2024, Juscelino foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio e ocultação de cadáver. A decisão considerou que o crime foi cometido com extrema violência, além de ter deixado filhos da vítima sem a presença da mãe.
A defesa do condenado tentou reverter ou reduzir a pena por meio de recurso no tribunal. No entanto, o relator do processo rejeitou o pedido, e os demais desembargadores acompanharam o voto, mantendo integralmente a sentença que havia sido definida pela Justiça.
De acordo com os autos do processo, o próprio acusado confessou que matou Rayres enquanto ela dormia, após levá-la para a residência do pai. Em seguida, afirmou ter esquartejado o corpo da vítima e jogado os restos mortais no Rio Acre, na tentativa de ocultar o crime. Mesmo com buscas realizadas pelos bombeiros, o corpo nunca foi localizado.
A investigação também revelou que, após cometer o crime, Juscelino fugiu da região e chegou a ir para a Bolívia. Ele acabou sendo preso meses depois em um bar no município de Lábrea, no Amazonas, e transferido para o Acre. Em 2024, uma ossada humana encontrada dentro de uma mala em Brasiléia chegou a levantar suspeitas, mas o material ainda passou por investigação para confirmar se havia relação com o caso.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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