Polícia
Homem é preso após assassinar companheira a facadas e ferir enteada que tentou defendê-la em Cruzeiro do Sul
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Mulher é morta a facadas em Cruzeiro do Sul – Foto: Polícia Civil
Uma noite de violência chocou os moradores de Cruzeiro do Sul, no Acre. Maria Luceleide de Oliveira, de 57 anos, foi morta a facadas pelo próprio companheiro, Luiz Henrique da Silva, de 44 anos. O crime aconteceu dentro da casa onde o casal morava, no bairro Remanso. A filha da vítima, uma adolescente, também foi atacada ao tentar salvar a mãe. Luiz Henrique foi preso em flagrante durante a madrugada de sábado (25), após buscas intensas realizadas pela Polícia Militar na região. Este é o 11º feminicídio registrado no estado somente em 2025.
Segundo informações da polícia, a discussão entre o casal começou na varanda e se intensificou quando Maria Luceleide entrou no quarto. O suspeito a seguiu e a atacou com um “mata-leão”, tentando asfixiá-la. Em seguida, ele pegou uma faca e desferiu vários golpes contra a mulher, alegando que o motivo da briga seria um pedido de dinheiro. A violência foi presenciada pela filha da vítima, que tentou intervir e acabou sendo esfaqueada.
A adolescente foi socorrida com ferimentos graves e levada para o Hospital Geral de Cruzeiro do Sul, onde permanece internada. Maria Luceleide morreu ainda no local, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O crime ocorreu em uma área isolada, o que dificultou o atendimento imediato.
Após cometer o assassinato, Luiz Henrique fugiu para uma região de mata próxima, mas foi encontrado horas depois por equipes da ROTAM e da Rádio Patrulha, que realizaram um cerco tático. Ele ainda tentou se esconder entre a vegetação, mas foi capturado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde confessou o crime. A faca utilizada não foi localizada.
As autoridades reforçam a importância de denunciar casos de violência doméstica e familiar. No Acre, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190, e o Samu, pelo 192. A Secretaria de Estado da Mulher atende pelo telefone (68) 99930-0420, e o Disque 100 e o WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (61) 99656-5008 funcionam gratuitamente e de forma anônima em todo o país.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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