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Família de Paulo Lopes Rodrigues denuncia difamações e exige justiça por atrocidade em Brasiléia

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Após morte de Paulo Lopes Rodrigues, família repudia difamações e clama por justiça em Brasiléia.

A família de Paulo Lopes Rodrigues, de 54 anos, morador de Brasiléia e integrante de uma família tradicional do município, divulgou uma nota enlutada para rebater publicações que, segundo parentes, estariam distorcendo sua conduta e manchando sua memória. Paulo deixa três filhos e uma neta.

Em manifestação pública, os familiares afirmam estar indignados com a forma como alguns meios de comunicação vêm retratando sua história. Eles reforçam que Paulo sempre foi um homem trabalhador, responsável e presente na vida dos filhos, além de dedicado aos pais e carinhoso com os irmãos.

Segundo a família, Paulo enfrentava um momento difícil, marcado por problemas emocionais após o fim de um relacionamento. Entretanto, ressaltam que ele nunca teve passagem pela polícia, tampouco qualquer envolvimento com atos ilícitos.

Os parentes e amigos repudiam as tentativas de desqualificar sua imagem, lembrando que Paulo sempre foi reconhecido pela honestidade, integridade e dedicação ao trabalho. “Não há qualquer razão para estarem insinuando comportamentos que ele jamais teve. Paulo não precisava, nem nunca se apropriou de nada de ninguém”, diz o comunicado.

A família considera o ocorrido como “uma atrocidade”, afirmando que Paulo não merecia o tratamento que recebeu. Eles pedem respeito ao período de luto e solicitam que sua memória seja preservada.

Por fim, clamam por justiça e responsabilização dos envolvidos no ato desumano, citado em outros meios como uma suposta “disciplina”. “Queremos que todos os responsáveis respondam pelo que fizeram. Nosso Paulo merece justiça”, conclui a nota.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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