Polícia
Cinco anos depois, famílias pedem reabertura do caso de jovens mortos durante abordagem policial em Brasiléia
Polícia

Pais contestam versão oficial e cobram nova investigação sobre mortes em Brasiléia – Foto: Arquivo pessoal
Cinco anos após a morte de Álvaro Praxedes Santana, de 16 anos, e Vicente Ferreira dos Santos, de 19, familiares dos dois jovens voltaram a pedir a reabertura do caso ocorrido em Brasiléia. As famílias afirmam que os rapazes foram executados durante uma ação policial e contestam o arquivamento do processo, que à época foi encerrado sob a justificativa de legítima defesa por parte dos agentes envolvidos.
O episódio aconteceu na madrugada de 2 de outubro de 2020, quando seis jovens aguardavam um carro solicitado por aplicativo. O veículo que chegou ao local era ocupado por policiais à paisana. Durante a ação, Álvaro e Vicente morreram, outros dois rapazes foram baleados e sobreviveram com sequelas, enquanto os demais conseguiram fugir sem ferimentos e deixaram a cidade posteriormente.
Segundo os familiares, os policiais teriam iniciado os disparos sem que houvesse reação por parte dos jovens e, depois, forjado provas para incriminá-los. A versão oficial da polícia sustenta que houve troca de tiros e que os agentes agiram para se defender. Entre os envolvidos no caso estão Gleyson Costa de Souza e Cleonizio Marques Vilas Boas, citados posteriormente em outra ocorrência criminal de grande repercussão no estado.
O pai de Álvaro, o capitão do Exército Antônio Lúcio Santana Júnior, e a mãe de Vicente, a professora Aurieda Pereira Ferreira, afirmam não acreditar na narrativa policial e pedem que o Ministério Público do Acre reavalie o processo. A Promotoria de Justiça Criminal de Brasiléia informou que aguarda o pedido formal de reanálise para avaliar uma possível reabertura, desde que surjam novos elementos, como a perícia particular contratada pelas famílias, que aponta conclusões divergentes das investigações oficiais.
Polícia
Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução
A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.
Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.
A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.
A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.
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