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Capitão da reserva da PM, José Robério Mesquita, é encontrado morto dentro de casa em Tarauacá

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O capitão da reserva da Polícia Militar do Acre, José Robério Mesquita, de 52 anos, foi encontrado sem vida dentro de sua residência, no bairro Avelino Leal, em Tarauacá. A notícia surpreendeu moradores da região e mobilizou a comunidade local, que tinha no militar uma figura de respeito e longa trajetória no serviço público.

Robério acumulou anos dedicados à segurança do município, sendo reconhecido pela postura firme, mas também pelo bom relacionamento com os moradores. Após a confirmação da morte, familiares e amigos passaram a se deslocar para a casa do capitão, abalados com a perda repentina de alguém considerado referência para muitos.

O corpo foi encaminhado ao Hospital Dr. Sansão Gomes, onde deve permanecer até que a família defina os procedimentos relacionados ao velório e ao sepultamento. A expectativa é que mais informações sejam divulgadas ainda nesta terça-feira, conforme os trâmites forem sendo concluídos.

A partida do capitão da reserva deixa uma lacuna no convívio da comunidade de Tarauacá. Ele era casado e pai de duas filhas, que agora enfrentam o doloroso processo de despedida. A morte do militar reforça o sentimento de luto na cidade, onde sua trajetória será lembrada com respeito pela corporação e pela população.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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