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Adolescente morre após reagir a abordagem policial durante ronda no bairro Triângulo, em Rio Branco

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Confronto em ponto de tráfico termina com adolescente morto pela PM – Foto: Asscom/PM-AC

Um adolescente de 16 anos, identificado como Yago Silva e Silva, morreu na madrugada desta sexta-feira (14) após ser baleado por um policial militar durante uma abordagem no bairro Triângulo, no Segundo Distrito de Rio Branco. A guarnição do 2º Batalhão realizava rondas na região quando avistou dois indivíduos em atitude suspeita em uma área conhecida pelo tráfico de drogas.

Segundo informações da Polícia Militar, a dupla teria tentado se reorganizar ao notar a aproximação da viatura. Um dos suspeitos jogou a arma no chão e se rendeu imediatamente, enquanto Yago sacou uma escopeta e teria tentado apontá-la para o policial que realizava a aproximação. Diante da reação, o militar efetuou um disparo que atingiu o adolescente, que não resistiu aos ferimentos.

A PM informou que o local estava sendo monitorado desde a noite anterior devido à circulação de criminosos armados entre os bairros Taquari e Triângulo. Após o disparo, os policiais acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e isolaram a área para o trabalho da perícia. Com Yago, foram apreendidos cartuchos calibre .28 e porções de crack, cocaína e skunk, além da arma que teria sido utilizada na tentativa de disparo.

O segundo envolvido foi preso sem ferimentos e portava outra arma de fogo e munições. Aos policiais, ele relatou que ambos faziam a segurança de um ponto de venda de drogas na região. O caso será investigado para apurar as circunstâncias da ação policial e a participação dos dois jovens no crime organizado local.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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