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Ação integrada em Epitaciolândia frustra sequestro de taxista e leva à prisão de quatro suspeitos na fronteira

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Sequestro de taxista e termina com prisão de quatro suspeitos na fronteira – Foto: Asscom/ PMAC

Meliantes são presos após sequestrarem um taxista que fazia uma corrida entre Rio Branco e Epitaciolândia. O grupo se passou por passageiros e anunciou o assalto ainda durante o trajeto, mantendo o motorista sob ameaça enquanto tentava levá-lo até a região de fronteira com a Bolívia.

Assim que o sequestro foi comunicado, equipes do 5º Batalhão da Polícia Militar iniciaram buscas intensas na área de Epitaciolândia e acionaram a polícia boliviana, já que havia indícios de que os criminosos tentariam cruzar a fronteira. O veículo foi avistado momentos antes da ponte e os militares deram início à perseguição para evitar a fuga.

Ao perceberem que a passagem para a Bolívia havia sido bloqueada pelas autoridades do país vizinho, os suspeitos abandonaram o táxi e tentaram fugir a pé. Um deles foi alcançado ainda sobre a ponte internacional, enquanto os outros três correram para uma área de mata. As diligências continuaram até que todos foram localizados e detidos.

O comandante em exercício do 5° BPM, capitão Emerson Nogueira, destacou a importância da resposta conjunta. Segundo ele, a rápida comunicação entre as forças policiais do Acre e da Bolívia foi decisiva para impedir a fuga e garantir a prisão dos envolvidos. “A integração entre as corporações tem gerado resultados positivos, especialmente na região de fronteira, onde a troca de informações e a ação coordenada são fundamentais”, afirmou.

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Polícia Federal investiga servidor da Funai por suspeita de desviar benefícios de indígenas em Feijó

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Operação da PF apura retenção de cartões e possível fraude contra comunidades indígenas do Alto Rio Envira – Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação no município de Feijó, para investigar um suposto esquema de desvio de benefícios sociais destinados a povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A ação, batizada de “Tutela Originária”, resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na aplicação de medidas cautelares contra um servidor indígena ligado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

De acordo com as investigações, o suspeito teria se aproveitado da confiança de integrantes das comunidades indígenas da região do Alto Rio Envira para ficar com cartões bancários, documentos pessoais e outros dados dos beneficiários. A justificativa apresentada seria a de auxiliar os indígenas no acesso a programas assistenciais e serviços burocráticos.

Segundo a Polícia Federal, durante a apuração surgiram indícios de que parte do dinheiro retirado das contas dos beneficiários não era repassada integralmente às famílias indígenas. O caso levanta suspeitas de prejuízos financeiros e exploração da vulnerabilidade social enfrentada por moradores das aldeias da região.

A Justiça Federal autorizou três mandados de busca e apreensão em Feijó. Além disso, o investigado foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar unidades da Funai no município. Ele também não poderá entrar em terras indígenas enquanto durar a investigação.

A PF informou ainda que o inquérito continua em andamento para identificar se outras pessoas participaram do esquema. Os investigadores trabalham para rastrear movimentações financeiras e analisar materiais recolhidos durante a operação.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato, retenção ilegal de documentos, furto qualificado mediante abuso de confiança e apropriação de benefícios destinados a pessoas vulneráveis. A operação reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização no acesso a programas sociais em áreas indígenas do Acre.

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