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Brasil amplia maior jejum da história em Copas e aumenta pressão por mudanças profundas na Seleção

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Eliminação nas oitavas de final expõe problemas estruturais da CBF, levanta questionamentos sobre o planejamento da equipe – Foto: Reprodução/ IA

A eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo de 2026 marcou mais um capítulo frustrante da história recente da Seleção Brasileira. O sonho do hexacampeonato foi interrompido ainda nas oitavas de final e, com isso, o país chegará ao Mundial de 2030 acumulando 28 anos sem conquistar o principal título do futebol, o maior período de jejum desde a criação da competição.

O resultado reforçou um cenário preocupante para uma seleção que, durante décadas, foi referência mundial. Além da queda precoce, o desempenho brasileiro foi considerado um dos mais decepcionantes de sua história em Mundiais, aumentando as críticas sobre o trabalho realizado dentro e fora de campo.

Como acontece a cada Copa do Mundo, milhões de brasileiros voltaram a demonstrar sua paixão pelo futebol. Ruas foram decoradas, famílias se reuniram diante da televisão, bares ficaram lotados e a expectativa pela conquista do sexto título tomou conta do país. Entretanto, a mobilização da torcida terminou novamente em frustração diante de uma campanha abaixo das expectativas.

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Nos últimos anos, a Confederação Brasileira de Futebol passou por sucessivas crises administrativas, trocas de comando, disputas judiciais e mudanças frequentes na comissão técnica. Esse ambiente de instabilidade acabou refletindo diretamente no planejamento da Seleção, que chegou ao Mundial sem apresentar um padrão consistente de jogo.

A contratação do técnico italiano Carlo Ancelotti foi tratada como uma grande aposta para recuperar o protagonismo do Brasil. Dono de uma carreira repleta de títulos no futebol europeu, o treinador assumiu cercado de expectativas. No entanto, o curto período de preparação e as dificuldades para implantar sua filosofia acabaram limitando o desempenho da equipe durante a competição.

Outro aspecto que gerou debates foi a identidade apresentada pela Seleção. Em diversos momentos, o Brasil demonstrou dificuldades para controlar a posse de bola, criar oportunidades e impor seu estilo tradicionalmente ofensivo. Contra a Noruega, por exemplo, a equipe passou boa parte do confronto sendo pressionada, algo incomum para quem construiu sua história praticando um futebol dominante.

As escolhas da comissão técnica também passaram a ser alvo de críticas após a eliminação. Convocações contestadas, manutenção de atletas que já vinham sendo questionados em competições anteriores e a ausência de jogadores que viviam bom momento alimentaram o debate sobre a necessidade de renovação do elenco e de um projeto esportivo de longo prazo.

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Com o encerramento da campanha, cresce a cobrança para que a CBF promova mudanças estruturais capazes de devolver competitividade à Seleção Brasileira. Mais do que trocar treinador ou convocar novos atletas, especialistas defendem uma revisão completa do planejamento do futebol nacional para que o Brasil volte a disputar as próximas Copas do Mundo como um verdadeiro candidato ao título, recuperando o protagonismo que marcou sua trajetória no cenário internacional.

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Inglaterra vence a Noruega na prorrogação e garante vaga entre as quatro melhores da Copa

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Bellingham decide novamente, ingleses vencem por 2 a 1 e seguem na luta pelo título mundial – Richard Pelham/ Getty Images

A Inglaterra está entre as quatro melhores seleções da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida equilibrada e repleta de emoção disputada no Hard Rock Stadium, nesta terça-feira (14), a equipe comandada por Thomas Tuchel derrotou a Noruega por 2 a 1 após a prorrogação e confirmou presença nas semifinais do torneio.

O grande nome da classificação foi Jude Bellingham. O meia inglês marcou os dois gols da equipe, incluindo o decisivo no tempo extra, e comandou a reação inglesa depois que a Noruega saiu na frente ainda no primeiro tempo. Agora, os ingleses aguardam o vencedor do duelo entre Argentina e Suíça para conhecer o adversário na próxima fase.

Durante boa parte da etapa inicial, a Inglaterra teve maior controle da posse de bola, mas encontrou dificuldades para superar a marcação adiantada dos noruegueses. Apesar da superioridade territorial, os ingleses criaram poucas oportunidades claras, enquanto a Noruega apostava em velocidade para explorar os espaços deixados pela defesa rival.

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A estratégia norueguesa deu resultado aos 39 minutos. Após recuperar a bola no meio de campo, a equipe iniciou um rápido contra-ataque, e Andreas Schjelderup apareceu livre para finalizar com categoria e abrir o placar, surpreendendo Jordan Pickford e colocando os escandinavos em vantagem.

A resposta inglesa veio ainda antes do intervalo. Nos acréscimos, Antony Gordon avançou pelo lado esquerdo e encontrou Jude Bellingham, que invadiu a área e finalizou de canhota para empatar a partida. Logo depois, Harry Kane chegou a marcar o gol da virada, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento confirmado pelo VAR.

Na volta para o segundo tempo, a Noruega voltou a assustar e chegou a balançar as redes em uma cobrança de escanteio. No entanto, após revisão do árbitro de vídeo, a jogada foi invalidada por irregularidade na disputa dentro da área. Os noruegueses seguiram pressionando e ainda acertaram a trave em uma das melhores oportunidades da etapa final.

Sem alteração no placar, o confronto foi para a prorrogação. Logo nos primeiros minutos do tempo extra, Nyland fez grande defesa em cabeçada de Harry Kane, mas não conseguiu evitar o gol na sequência. Aproveitando a pressão inglesa, Bellingham apareceu novamente para finalizar com precisão e marcar o segundo gol da Inglaterra, colocando sua equipe novamente em vantagem.

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A Noruega ainda tentou buscar o empate e chegou a ter um pênalti assinalado após lance envolvendo Oscar Bobb. Entretanto, após análise do VAR, a arbitragem voltou atrás e cancelou a marcação. Nos minutos finais, os ingleses administraram a posse de bola e controlaram a pressão adversária até o apito final.

Com a vitória por 2 a 1, a Inglaterra garante vaga nas semifinais da Copa do Mundo e mantém vivo o sonho da conquista do título. Já a Noruega se despede da competição após uma campanha marcante, que teve como destaque a classificação histórica às fases decisivas do torneio.

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