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Governo abre consulta pública sobre sustentabilidade do jornalismo ambiental e na Amazônia

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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais, lançou a Consulta Pública de Tomada de Subsídios sobre Sustentabilidade do Jornalismo Ambiental e na Amazônia. O objetivo é receber contribuições para fortalecer a cobertura socioambiental, especialmente em um cenário de ameaças à liberdade de imprensa e à segurança de comunicadores.

A consulta, disponível até 7 de setembro de 2025 na plataforma Participa + Brasil, é voltada a jornalistas, veículos de mídia, especialistas, representantes do poder público e da sociedade civil. O questionário aborda quatro eixos:

  • Violências contra comunicadores ambientais;
  • Proteção e segurança no exercício do jornalismo;
  • Acesso à informação sobre meio ambiente e Amazônia;
  • Desafios específicos da cobertura na região.

A iniciativa foi elaborada pela Mesa de Trabalho Conjunta que acompanha medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) relacionadas aos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips, e visa reforçar a proteção de comunicadores, defensores ambientais e lideranças indígenas.

Além da consulta, a Secom/PR participou de missão ao Vale do Javari (AM) com escutas públicas e reuniões para identificar demandas locais e articular medidas de proteção coletiva.

Segundo a SPDIGI, sustentabilidade do jornalismo significa garantir não apenas viabilidade econômica, mas também um ambiente livre, seguro, diverso e acessível, com condições dignas de trabalho, liberdade de imprensa e proteção à integridade física e mental de comunicadores.

Para participar, acesse a plataforma Participa + Brasil ou envie materiais para [email protected] (assunto: Tomada de Subsídios – Jornalismo Ambiental). As contribuições integrarão relatório público que servirá de base para ações e políticas da Secom/PR.

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Queimadas disparam mais de 700% em agosto no Acre, mas mês tem menor número de focos em 12 anos

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Estado contabilizou 487 focos de calor em agosto, contra 56 em julho – Foto: Arquivo/Instituto de Meio Ambiente do Acre-AC

O período mais crítico do verão amazônico começou a provocar uma mudança significativa no cenário ambiental do Acre. Depois de sete meses consecutivos com menos de 100 ocorrências mensais, o estado contabilizou 487 focos de queimadas em agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado representa crescimento de aproximadamente 769,6% na comparação com julho, quando foram identificados 56 focos.

Apesar da disparada de um mês para o outro, os números apresentam um contraste importante. Os 487 focos registrados em agosto representam o menor resultado para o mês nos últimos 12 anos. Entre 1º de janeiro e 1º de setembro, o Acre acumulou 594 ocorrências, número ainda inferior aos 752 focos registrados no mesmo intervalo de 2025.

Focos aumentaram com chegada do período mais seco

Os primeiros meses de 2026 foram marcados por baixa ocorrência de queimadas no estado. Janeiro e fevereiro tiveram dois focos cada, março não registrou nenhuma ocorrência e abril voltou a contabilizar apenas dois. A mudança começou a aparecer em maio, com 15 registros, seguida de 20 em junho e 56 em julho. Em agosto, com o avanço da estiagem, o número saltou para 487.

A tendência exige atenção principalmente porque o Acre entra justamente nos meses historicamente mais favoráveis à propagação do fogo. Agosto, setembro e outubro concentram parte significativa das queimadas durante o verão amazônico, período caracterizado pela redução das chuvas e maior vulnerabilidade da vegetação. Somente no primeiro dia de setembro, outros dez focos já haviam sido identificados pela plataforma de monitoramento.

Desmatamento também acende alerta no interior

O aumento das queimadas ocorre paralelamente à pressão do desmatamento sobre municípios acreanos. Levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) colocou Feijó, Tarauacá e Sena Madureira entre os municípios que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026. Feijó apareceu na segunda posição do ranking, Tarauacá ficou em terceiro e Sena Madureira ocupou o oitavo lugar.

Os três municípios acreanos ficaram atrás de Altamira, no Pará, que liderou o levantamento. Conforme os dados do Imazon, o Acre concentrou 22% de todo o desmatamento identificado na Amazônia Legal em julho, alcançando aproximadamente 97 quilômetros quadrados de área desmatada. Os indicadores reforçam a necessidade de fiscalização e prevenção justamente no período em que as condições climáticas aumentam os riscos de incêndios florestais e queimadas em diferentes regiões do estado.

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