A segunda edição da premiação será realizada no auditório da Uninorte a partir das 19h e vai homenagear Mariazinha Leitão, reconhecida nacionalmente pelo trabalho em defesa dos direitos das pessoas com Alzheimer, o procurador do Ministério Público do Acre (MPE), Sammy Barbosa, o presidente da Associação dos Homossexuais do Acre (Ahac), Germano Marino, e o advogado José Rodrigues Arimatéia, conhecido Ogan Arimatéia (in memoriam), que atuou na promoção da igualdade racial no Acre.

O Prêmio Bacurau de Direitos Humanos presta homenagens a personalidades, instituições e iniciativas exitosas de promoção dos Direitos Humanos e foi instituído em 2019 pela gestão da professora Socorro Neri.

“Esse prêmio é reconhecimento do Município de Rio Branco do trabalho realizado pelas pessoas e entidades que lutam pela dignidade inerente à pessoa humana e seus direitos iguais e inalienáveis”, destacou Socorro Neri.

A premiação leva o nome de Francisco Augusto Vieira Nunes, o “Bacurau”, fundador do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, o Morhan. Francisco contraiu hanseníase aos cinco anos de idade, na década de 1940. Desde a infância conheceu de perto o preconceito e o isolamento do convívio social.

No início da década de 1960 foi internado na colônia Souza Araújo, em Rio Branco, no Acre. Por seu envolvimento efetivo nas questões da comunidade, tornou-se um líder comunitário respeitado. Até a sua morte, em 1997, participou ativamente de várias lutas sociais, foi reconhecido e premiado internacionalmente pelas iniciativas e conquistas.